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Triagem de Manchester - Mas afinal, o que é isso?

Pulseiras triagem de manchester.png

 

Nos últimos meses tem-se falado muito na Triagem de Manchester, associada aos tempos de espera que se praticam em alguns Serviços de Urgência.

 

Mas afinal, o que é isso da Triagem de Manchester?

 

 

 A Triagem de Manchester é um sistema de triagem de prioridades que utiliza um protocolo clínico que permite classificar a gravidade da situação de cada doente que recorre ao Serviço de Urgência.

 

Ao contrário do que algumas pessoas ainda pensam, não são os enfermeiros que “escolhem” a cor da pulseira para o doente. É ainda frequente ouvir alguém dizer “eles põem-nos a pulseira que lhes apetece” . Não, não é assim. O enfermeiro limita-se a seguir um fluxograma de entre os 52 existentes que o vai encaminhando para determinadas perguntas, consoante as respostas do doente. Ou seja, o enfermeiro tem uma série de perguntas, tipo questionário, que vai fazendo ao doente, e, consoante as suas resposta, o sistema encaminha-o para outras perguntas relacionadas com as queixas em questão, até determinar a prioridade clínica e, consequentemente, a cor da pulseira.

 

protocolodemanchester.jpg

 

 

Que cores de pulseira existem e o que significam?

 

Existem 6 cores disponíveis:

  • Vermelho: Emergente – o doente estrará de imediato na sala a que se destina e por conseguinte, o tempo de espera será de 0 minutos;
  • Laranja: Muito urgente – o doente entrará para uma sala de espera interna onde o médico o chamará para ser observado e tratado. O tempo de espera deverá ser até 10 minutos;
  • Amarela: Urgente – o doente urgente deverá ser atendido dentro de 1 hora;
  • Verde: Pouco urgente – aguardará na sala de espera a sua vez, que será quando não existirem doentes mais graves para serem tratados. Deve ser atendido em 2 horas.
  • Azul: Não urgente e o tempo de espera pode atingir as 4 horas.

 

Embora, em muitos casos, na prática, estes tempos de espera sejam superiores, deve-se à falta de pessoal da equipa de saúde e não à má atribuição da cor da pulseira. O sistema de Triagem de Manchester faz o seu papel na perfeição, no entanto, a equipa de saúde não é o suficiente para o atendimento de tanta gente em tempo útil, o que, pode levar ao agravamento da situação clínica do doente que se encontra em espera.

4 comentários

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    O que se ama 28.02.2015

    Foi precisamente "os tempos de espera" que me fizeram escrever este post, como deve ter visto na parte inicial do mesmo e desta forma, mostrar que não é a "falta de senso" dos enfermeiros que tem culpa no cartório. Como referiu, teve de esperar 4h30, mas o sistema não tem culpa da falta de recursos humanos que existem nos hospitais. Pelo sistema, o seu tio seria atendido até 1h. O sistema está feito para um serviço nacional de saúde competente, com uma equipa de saúde constituída por elementos suficientes e, neste momento, isso não acontece. E aqui é que incide o problema, não no programa que está mal feito e muito menos na falta de senso dos enfermeiros. O funcionamento dos serviços de urgência, muito se deve à equipa de enfermagem que dá tudo por tudo durante horas a fio. Dão o que têm e não têm e fazem das tripas coração. 
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    Anónimo 12.10.2020

    O protocolo de Manchester, vale o que vale, sabendo-se que os recursos são insuficientes para o cumprir, até quando a afluência às urgências é diminuto. No inicio deste ano, (ainda não se falava de COVID), o meu pai o meu pai, a um mês de fazer 86 anos, por recomendação da linha SNS24 e após apreciação dos paramédicos do 112, por suspeitas de um enfarte, deu entrada nas urgência do HFF - Amadora / Sintra cerca da 1h da manhã. Foi à triagem poucos minutos após dar entrada nos serviços e foi-lhe atribuída uma pulseira verde. O que não me parece muito adequado nem de muito bom senso, para uma suspeita de enfarte num individuo com 86 anos. Se o sistema funcionasse teria sido atendido passadas 2 horas. Foi chamado para fazer um electrocardiograma 3 horas depois e foi visto por uma médica pela 1ªx, às 8:00 da manhã. Como não fiquei impávido com a situação, consegui apurar que as urgência do HFF nessa noite, tinham um único médico de serviço. Ficou internado em medicina, e lidei com bons e maus funcionários. Não tenho competência para fazer uma avaliação técnica, mas enquanto cidadão, constato que há muito bons e muito maus funcionários. Se não é por incompetência é por negligência, sejam quais forem as razões que a causam.
    Uns três ou quatro anos antes deste episódio, também acompanhei o meu pai aos mesmo serviço devido a uma queda. Após outra noitada de espera, o meu pai foi mandado para casa c/analgésicos. Umas horas depois tive que o levar de novo à urgência porque estava em sofrimento. Constataram que tinha uma clavicular e 5 costelas partidas. Se isto não é incompetência ou negligência, será o quê? Nos centros de saúde estão habituados a falar com os velhinhos com duas pedras na mão. um dia tive que perguntar a uma senhora do atendimento com quem ela pensava que estava a falar... Mudou logo de atitude. Sou um defensor acérrimo do Serviço Nacional de Saúde. Mas não tenho dúvidas que maior parte dos serviços tem que levar uma volta de 360º 


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    Anónimo 12.10.2020

    Complemento da mensagem anterior, porque não gosto de comentário anónimos. O meu nome é António Constâncio
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