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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Planeamento - como manter um bullet journal

No post anterior apresentei (ou relembrei, já que é tão famoso) o método do bullet journal como um dos que mais gosto para me manter organizada.

No entanto, a principal questão não é o método usado, já que cada um acaba por encontrar o que mais se adapta a si. O mais importante é o nosso objectivo. 

Algumas das comentadoras do post anterior referiam que tinham alguma dificuldade em adoptar este método e que já tinham tentado vários métodos, mas que acabavam por abandoná-los.

É exactamente por isso que é importantíssimo definir o nosso objectivo.

Eu sou uma pessoa muito organizada e com boa memória. Raramente me esqueço de compromissos, de consultas ou reuniões, mas mesmo assim gosto de apontar tudo tanto em papel (no meu bullet journal) como em calendários digitais. Também sou bastante boa a ter ideias e a planear, mas já não sou assim tão boa a executar os planos. Portanto, o meu objectivo principal ao usar o bullet journal é pegar nessas ideias e planos e transformá-los em tarefas concretas. Para mim, é um incentivo riscar as tarefas do dia e planear os passos seguintes.

Antes de comprar a nova agenda bullet journal ou instalar a nova app de produtividade, perceba qual é o seu objectivo principal e também o que funciona para si:

  • Prefere trabalhar com papel e caneta ou em formato digital?
  • Gosta de apontar apenas as tarefas e eventos ou quer também usar o bullet para escrever as suas reflexões e memórias do ano (livros lidos, sítios visitados)?
  • Gosta de ser criativo/a e criar as suas próprias versões ou prefere usar algo que só tem de preencher?
  • Tem algum projecto em mente que quer mesmo lançar e precisa de planear vários passos?
  • É uma pessoa mais visual (esquemas e imagens) ou prefere texto?
  • Gosta de separar as várias áreas da sua vida (profissional, pessoal, familiar) ou prefere manter tudo o que tem para fazer no mesmo sítio? 

Ao responder a estas perguntas, pode perceber que um simples caderno ou post its no frigorífico servem perfeitamente o seu propósito ou que, afinal, quer lançar-se a criar uma versão mais criativa de um bullet journal.

Desta maneira será, provavelmente, mais fácil manter o método escolhido e começar a cumprir os objectivos a que se propôs. Mesmo que daqui a uns meses decida que quer mudar tudo outra vez.  

https://www.youtube.com/watch?v=PXIGPPL6yzk

Planeamento - como usar o bullet journal

Já estamos quase no início de Junho e, muito provavelmente, já esquecemos algumas das nossas resoluções de ano novo. Ora, esta é uma altura tão boa como outra qualquer para fazermos uma actualização aos nossos objectivos de 2018.

 

Há algumas semanas falou-se aqui no blogue em destralhar a casa (e a vida!). Agora falaremos em planeamento e em melhorar a produtividade.

 

Um dos meus métodos de planeamento preferidos é o bullet journal (Bujo como abreviatura), ou em bom português, agenda em pontos.

 

Este é um método de organização adaptável às necessidades de cada um e pode ser usado para as listas de tarefas, para a agenda, para o diário – na verdade, para o que se quiser. Foi criado por Ryder Carrol e, caso se sintam confortáveis a ler em inglês, encontram no site toda a informação necessária.

 

Provavelmente já ouviram falar do termo, que é cada vez mais popular, e viram muitas fotos de bujos bonitos e artísticos no Instagram, mas talvez precisamente por isso se sintam um pouco perdidos sobre como começar.

 

Na verdade, apenas precisam de um caderno simples e de uma caneta. Sim, podem usar um caderno melhor, com uma capa mais bonita e folhas com maior espessura, e usar marcadores, aguarelas ou autocolantes, mas isso pode ficar para mais tarde.

 

Como primeiro passo, começamos pelos essenciais:

 

  • Tópicos
  • Números de página
  • Pontos
  • Legenda

 

Tópicos

Um tópico é somente o título da página – pode ser a vista do mês, da semana ou do dia. Dessa maneira, sabe-se logo a que se refere a página.

 

Future log – Visão do ano

Ao criar-se o caderno, pode desde logo listar-se os eventos e tarefas que já sabe que terá nesse ano: aniversários, pagamento de impostos, alguma viagem ou conferência.

 

Monthly log – Visão do mês

O calendário mensal ajuda a ter uma visão geral de cada mês salientando os eventos mais importantes (feriados, aniversários) e tarefas (renovar passaporte ou ir ao dentista).

 

Daily log – Visão do dia

No final da semana pode começar-se a planear a semana seguinte e incluir as tarefas e eventos em cada um dos dias.

Idealmente, a lista será riscada ao longo do dia sendo que de manhã ou à noite se analisa o que ficou feito e o que terá de ser remarcado.

 

Os tópicos podem ser também colecções como os livros que lemos naquele ano, filmes que queremos ver, lista de compras,… Uma colecção pode ser o que quisermos e é nisto que o bullet journal difere de outros métodos – tanto pode ser uma agenda como um diário.

  

Números de página

Cada página será numerada, o que facilitará a navegação pelo caderno já que no início começamos com um índice (com os tópicos e números de página). O índice poderá conter, por exemplo, as 52 semanas do ano e uma colecção dos filmes/séries a ver.

 

Pontos

Os pontos incluem tarefas, eventos, lembretes/notas. Idealmente estes pontos são curtos, por exemplo,

  • Ir buscar a roupa à lavandaria
  • Pagar seguro

Desta maneira, sabemos exactamente o que temos de fazer ou o queremos lembrar.

 

Legenda

Este é, para mim, um dos pontos principais, pois com esta legenda é mais fácil perceber a acção requerida para cada um dos pontos. No site oficial do Bullet Journal é listada a legenda oficial, mas acho que esta deverá ser adaptada às necessidades de cada um. A que eu uso, como exemplo, é esta:

  • X Tarefas completadas
  • > Tarefas adiadas
  • < Tarefas antecipadas
  • - Notas

 

Espero que esta tenha sido uma introdução fácil a este método. Nos próximos dias falarei mais sobre bullet journal e outros métodos de planeamento.

 

3 Dicas de Produtividade

Dicas de Produtividade - Maria das Palavras para Aprender Uma Coisa Por Dia

 

Há mil técnicas e é certo que nem todas funcionam com toda a gente, mas eis os três passos que me fazem de forma mais eficaz parar de procastinar e completar a tarefa em mãos, seja ela qual for: trabalho, projeto pessoal, terefa doméstica... 

 

1. Começar pela tarefa dolorosa. 

Às vezes é mais fácil pensarmos: então vou só ver ali o Facebook e já começo a trabalhar ou "vou só ver um episódio/ler um capítulo e a seguir faço isto". Erro. Para já não aproveitamos a atividade de distração porque sabemos que não era isso que devíamos estar a fazer e depois porque distração puxa distração. E trabalho puxa trabalho. Se começarmos por ver o Facebook passamos ao Youtube e acabamos a ler blogs. Se começarmos por responder a um email, passamos a verificar aquela outra coisa e acabamos a fechar outro assunto importante.

 

2. Usar um temporizador. 

A mim ajuda definir limites temporais para as tarefas penosas, sobretudo aquelas que não se fazem num instantinho. Assim, posso definir, por exemplo, que passarei pelos menos 5 horas nesse dia a trabalhar no projeto X e assim que as concluir posso dedicar-me a outras coisas. Mas não vale abandalhar. Dois minutos a passar roupa roupa ou escrever relatórios parecem três anos. E dois minutos a jogar Candy Crush parecem 7 segundos. Por isso uso uma aplicação do Google Chrome, chamada Stopwatch & Timer no desktop. Quando estou dedicada à tarefa coloco a andar, se parar (nem que seja para falar ao telefone) ponho em pausa. 

 

3. Dividir a tarefa em partes e riscar, riscar, riscar.

Se for um projeto já terá naturalmente diferentes sub-tarefas. Se for simplesmente o decorrer da profissão em si, também será fácil ter uma lista de atividades a cumprir diariamente (ou noutra extensão temporal). Mesmo se for limpar a casa podemos dividir em tópicos por divisão e tarefa. E mesmo que seja só passar a ferro, podemos dividir por peças de roupa. O importante é começar com uma lista, mais ou menos fixa, que vamos riscando à medida que cumprimos porções. E assim de cada vez que cumprimos e riscamos uma das linhas temos uma sensação positiva que motiva a continuação. Não vale é pensar: uff, já risquei duas tarefas de cem, mereço ir  fazer uma maratona de leitura...Pelo menos, não muito regularmente. Eheheh.

 

 

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