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Nem sabe o bem que lhe fazia

Loendro - uma planta (super)resistente e “venenosa”

 O loendro[1] (Nerium oleander L.) da família Apocynaceae, é um arbusto “extremamente tóxico”, cuja distribuição geográfica está confinada à região mediterrânica. Em Portugal encontra-se disperso por todo o país, mas é particularmente abundante no Alentejo e Algarve.

 Disseminado por todo o lado, o loendro é cultivado como planta ornamental em parques e jardins. A sua “toxicidade” deverá ser tida em atenção, sobretudo, em locais frequentados por crianças.

Afinal, o que torna esta planta tão resistente e tão tóxica?

 À semelhança de outras plantas terrestres, o loendro desenvolveu adaptações morfológicas e fisiológicas que lhe permitem resistir a longos períodos de seca: folhas revestidas por cutícula e estomas protegidos por pêlos – que evitam perdas de água por transpiração.

 Estas alterações, resultantes de um longo processo evolutivo, tornaram este arbusto mais “apto” a sobreviver em ambientes hostis – suporta solos básicos e ácidos - sendo capaz de permanecer longos períodos de tempo sem água disponível no solo. Embora tolerante aos ventos marítimos, não sobrevive a temperaturas negativas muito baixas.

 NOTA: “toda a planta é altamente venenosa”; “o contacto com a pele pode causar irritação” ; “a ingestão de uma só folha já causou a morte em crianças”; “também já houve mortes pela utilização da madeira do arbusto em paus de espetada”; “as suas raízes atuam como raticida”.

 Segundo informação constante em: http://www.flora-on.pt/#/1nerium (Flora de Portugal) é “uma planta tóxica para humanos e animais domésticos.”

 A oleandrina e a neriantina são princípios ativos presentes no loendro e que o tornam extraordinariamente tóxico. “Basta que seja ingerida uma folha para matar um homem de 80 kg, no entanto, muitas vezes a ocorrência de vómitos evita o desfecho fatal”.

 

Mais aqui:

http://www.florestar.net/loendro/loendro.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Oleandro

 

 

[1]  Também conhecido por oleandro, loandro, alandro, aloendro, espirradeira, cevadilha, loureiro-rosa, adelfa, loandro-da-índia e flor-de-são-josé.

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4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Escrita ao Luar 29.05.2016


    Olá Maria Teresa!
    Não sou, propriamente, uma expert  na matéria, mas apenas alguém que conhecendo um pouco a flora de Portugal, se interessa por Biologia, Ecologia... etc. Efetivamente, não conheço Loendros com flor lilás, mas poderá haver! Sinceramente não faço ideia. Em todo o caso aconselho a pesquisar aqui (http://www.flora-on.pt/#/1loendro+ou+aloendro) (um site credível).
    Espero ter ajudado.
    Cumprimentos


    Maria Sebastião
  • Sem imagem de perfil

    Maria Luísa Melo 05.06.2016



    Obrigada, Maria Sebastião. Afinal constatei que se pesquisar por "Loendros" e não "Loendro", aparece logo a referência aos Loendros de Cambarinho, concelho de Vouzela e não Oliveira de Frades, como eu pensava. E aparece uma reportagem da RTP feita precisamente sobre a passadeira de madeira a que me referi, àcerca da Reserva Botânica de Loendros de Vouzela. É muito interessante e a filmagem dá uma ideia da maravilha que ali existe, de cor lilás ….


    Maria Luísa
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    Paulo Almeida 03.11.2017

    Atenção que os Loendros de Cambarinho (os quais infelizmente não visitei ainda) são de uma espécie diferente da aqui descrita. Trata-se de Rhododendron ponticum e não de Nerium oleander. Manias de chamar o mesmo nome a coisas diferentes :)

    Por outro lado a toxicidade desta planta existe mas não basta 1 folha para matar um homem adulto. Nem sequer basta 1 folha para matar uma criança e embora não exista nenhum estudo que determine a quantidade necessária, existem relatos nos EUA de tentativas de suicídio utilizando esta planta sem que as mesmas tenham sido bem sucedidas. Na descrição da planta na Wikipédia em Inglês são referidos 3 casos de morte provocado pela ingestão da planta nos EUA, sendo que num caso a situação foi agravada pelo facto da pessoa sofrer de diabetes, noutro a pessoa tomou um óleo feito com a planta (bastante concentrado portanto) e um terceiro caso em que alegadamente 1 criança terá ingerido a planta (embora não comprovado). Em Portugal não existem tanto quanto posso perceber casos comprovadamente detectados de mortes devido a esta planta. Para uma planta que está em tudo quanto é parque e até na natureza é um feito ser altamente tóxica e nunca ter provocado uma morte sequer.
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