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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Tricorrexis nodosa - O que é?

Santinho!

Compreendo!

 

Vamos lá perceber o que é este palavrão?

 

Quer a minha pele quer o meu cabelo são problemáticos. Para além de sofrer de rosácea no rosto, de dermatite seborreica no couro cabeludo, também sofro de tricorrexis nodosa nos fios do cabelo.

 

A tricorrexis nodosa é uma doença que ocorre como resposta a um trauma físico - utilização de placas de alisamento, por exemplo - ou químico - como tintas e descolorações - originando nódulos esbranquiçados ao longo dos fios do cabelo. Apesar da situação mais comum ser provocada por submetermos os nossos fios a condições extremas, este problema também pode ocorrer devido a um problema genético. Ou seja, geneticamente, podemos ter cabelos demasiado e anormalmente frágeis e o facto de os submetermos a traumas comuns - como o simples escovar do cabelo - pode originar este problema. Quem sofre de dermatite seborreica, eczema de contacto, entre outros problemas que ocorrem no couro cabeludo, tem mais probabilidades de vir a desenvolver esta doença capilar uma vez que o ato de coçar pode também provocar esta fragilidade. Por isso consultar um dermatologista poderá ser necessário se verificarem que sofrem deste problema.

 

 

(imagem retirada daqui)

 

Estes pequenos nódulos são, nada mais nada menos, que uma quebra no cabelo, como podemos verificar na imagem seguinte, e como tal o cabelo fica fraco e quebradiço, aumentando significativamente a queda de cabelo -, que neste caso não ocorre na raiz mas sim no comprimento dos fios - e outros problemas como as pontas duplas, dando um aspeto de cabelo seco e danificado e dando a sensação de que o cabelo não cresce. Na realidade ele cresce na raiz, mas como parte com facilidade, não se chega a notar o crescimento.

 

(imagem retirada daqui)

 

 

Tal como a rosácea, a dermatite seborreica e outros problemas da derme e do couro cabeludo, a tricorrexis nodosa não tem cura. Não há produtos milagrosos nem mezinhas caseiras que voltem a unir os fios quebrados. Ou seja, a grande resolução passa pelo corte dos fios, para que eliminando totalmente os nódulos, os fios possam crescer de modo saudável e ficarem bonitos. No entanto, existem algumas medidas que podemos tomar para atenuar este problema.

                                                                                                                          

Antes de mais, se a agressão é externa, ou seja se este problema não é congénito nem devido a nenhum défice alimentar, devemos afastar o nosso cabelo dessa agressão. Deixar de pintar o cabelo ou pintar com muito menos frequência, deixar de utilizar placas de alisamento e babyliss, e sempre que a sua utilização não possa ser evitada aplicar sempre um protetor térmico e respeitar sempre as temperaturas recomendadas.

 

 

não babyliss.JPG

 

 

O que podemos fazer para não cortarmos radicalmente o cabelo é o chamado corte bordado, que pode ser realizado em salões com uma máquina específica conhecida por Split Ender - uma espécie de prancha de alisamento onde o cabelo entra e onde todas as pontas duplas e fracas são eliminadas.

 

(imagem retirada daqui)

 

Ou então de modo manual, no salão de cabeleireiro ou em casa, onde enrolamos mecha a mecha e com a ajuda de uma tesoura própria de cortar cabelo, cortamos todas as pontas que por estarem danificadas saem do rolinho de cabelo. Aqui basicamente cortamos ponta a ponta, e devemos fazê-lo mensalmente. Se realizado em casa, devemos ter bastante cuidado porque facilmente por um erro cortamos o cabelo a direito e não é o pretendido.

 

(imagem retirada daqui)

 

 

Há ainda quem faça este corte bordado com auxílio de uma vela - mas aqui confesso que já não confiaria - e as pontas partidas são queimadas.

 

(imagem retirada daqui)

 

 

Com este corte bordado, o cabelo fica limpo desses nódulos e podemos verificar que o cabelo fica mais bonito, mais brilhante e ao passarmos os dedos nos fios ainda verificamos que os dedos deslizam mais facilmente sem qualquer problema.

 

Infelizmente quem sofre deste problema, vai sempre ter tendência a ganhar estes nódulos, e ou se corta radicalmente com a fonte de agressão ou então vamos viver toda a vida a tratar do cabelo, como é o meu caso. Para isso é fundamental usarmos bons produtos, quer de hidratação quer de reconstrução capilar, usar protetores térmicos de qualidade e finalizar com séruns para que o cabelo permaneça saudável.

 

Quem é que desse lado sofre deste problema? Alguém com outras dicas?

Europeus condenados a serem calvos?

Basta olhar para alguns dos chineses que conhecemos para chegar à conclusão que a calvície não é um assunto que os preocupe muito.

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Por uma questão genética, os asiáticos são menos propensos à calvície. A Espanha por seu lado, está entre os primeiros colocados no ranking. Foi numa recente viagem ao nosso país vizinho que ouvi um programa de rádio sobre o assunto.

Enquanto a China tem uma percentagem de 19,24%, Espanha tem uns assombrosos 42,6%. Mas os reis da calvície são mesmo os Checos com 42,79%. Por cá devemos ter uma percentagem semelhante a Espanha, mas não encontrei dados.

 

Existem muitos factores que podemos referenciar, mas a genética é fundamental: "Há muitos genes envolvidos e a diferente combinação entre eles resulta em variantes genéticas relacionadas com hormonas que tornam o homem mais propenso à calvície na Europa”

 

Genética

Os asiáticos beneficiam de uma enzima que é bastante mais activa nos europeus. Esta enzima transforma a testosterona em DHT (di-hidrotestosterona). E a DHT o que faz? Reduz o bulbo capilar e atrofia-o até provocar a queda do cabelo. Ora os asiáticos, nomeadamente os Chineses, por terem essa enzima menos activa, têm menores níveis de DHT e portanto, perdem menos cabelo!

Outro aspecto que se destaca no cabelo dos asiáticos é a tendência a ser liso e grosso, o que permite uma melhor aderência ao couro cabeludo do que o cabelo ondulado e é também mais resistente.

 

Alimentação

Os chineses comem bem e isso é fundamental para conservar os cabelos.

Podia ficar por aqui. ...

Mas deixem-me alongar. Alguns estudos defendem que a dieta rural chinesa é a mais benéfica para a saúde. Legumes, verduras (alface, acelga, couve e rebentos) e algas estão presentes nas mesas chinesas desde o pequeno almoço. A forma de cozinhar alimentos na wok é uma das que mais respeita os alimentos. Para além disso, o açúcar consumido é mínimo. E não bebem bebidas adocicadas. A lactose também não faz parte da alimentação, aliás tradicionalmente eles não bebem leite.

Estes hábitos alimentares são fundamentais para preservar a saúde capilar.

 

E por fim, o que está a ser indicado como o produto milagre no combate à calvície: o chá verde.

Para além de serem pouco propensos a problemas estomacais - acompanham as refeições com chá quente ao contrário dos europeus (um aparte: ao bebermos líquidos gelados, estamos a solidificar todas as gorduras ingeridas e a dificultar a digestão), usam o chá verde como fim medicinal.

O chá verde é um ingrediente que aparece cada vez mais quando se discute as preocupações com a saúde dos homens. De acordo com numerosos estudos, os efeitos do chá verde aparecem cada vez mais no tratamento de uma série de problemas de saúde tais como cancro, perda de peso, colesterol, e até mesmo agilidade mental.

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 Vamos beber uma tacinha?

 

Invenções no feminino

Sabemos que ao longo da história da Sociedade, muitas mulheres tiveram papéis preponderantes, nomeadamente durante as Grandes Guerras. Muitas delas estiveram à frente de estudos, invenções e descobertas e são mais ou menos conhecidas. Um exemplo disso é Marie Curie no ramo da radioactividade.

Mas deixando de lado as invenções mais conhecidas, vamos falar de algumas ideias concebidas por mulheres de diferentes nacionalidades e que foram inovações geniais, ainda que desconhecidas do grande público.

 

Serra circular

Em 1813, a americana Tabitha Babbitt inovou e substituiu a tradicional serra em que eram precisas duas pessoas a empurrar para a frente e para trás, por uma serra circular.

 

Lâmpada e telescópio submarino

Outra americana, Sarah Mather conseguiu concretizar em 1845, uma invenção excepcional e patenteou a lâmpada e do telescópio para os submarinos.

 

Sinais de fumo para a Marinha

Mais uma americana, Martha Coston. Encontrou alguns esboços num caderno do falecido marido, trabalhou neles durante 10 anos, com especialistas em pirotecnia e conseguiu realizar sinais de fumo no mar. Em 1859, atribuiu a invenção ao seu marido.

 

Limpa Pára-brisas

Em 1903, Mary Anderson, americana, inventou o limpa pára-brisas manual, que foi recebido com alguma relutância por parte dos condutores. Estes, não gostavam de ter de puxar uma alavanca, preferindo conduzir com a chuva a bater no vidro. Em 1917, uma outra mulher, Charlotte Bridgwood, inventou a versão automática. A marca pioneira? A Cadillac.

 

Vidro Invisível

Katherine Blodgett, física americana e primeira cientista da General Electric, que em 1935, criou um vidro sem reflexos ou distorções, tendo revolucionado a Ciência e o Cinema, em todo um conjunto de objetos, como câmaras, microscópios, óculos entre outros.

 

Computador

Almirante americana, Grace Hopper é um grande nome ligado à tecnologia. Em 1944, em parceria com Howard Aiken, inventou o primeiro computador, do tamanho de uma sala. Mais tarde, em 1959, ela fez parte da equipa que inventou uma das primeiras linguagens de programação modernas - o COBOL.

 

Casa solar

A bioquímica húngara Maria Telkes criou em 1947, a primeira casa 100% solar ou seja, auto-sustentável. Inventou ainda o primeiro gerador de energia termoeléctrica.

 

Kevlar

O Kevlar é uma fibra sintética muito leve mas cinco vezes mais resistente do que o ferro. Em 1966, Stephanie Kwolek tentava aperfeiçoar uma fibra mais leve para os pneus dos carros, quando a descobriu.

 

 Wireless

A austríaca Hedy Lamarr, para além de atriz famosa de Hollywood, foi a inventora de uma tecnologia que permitia controlar torpedos à distância, durante a Segunda Guerra Mundial, alterando rapidamente os canais de frequência de rádio para que não fossem interceptados pelo inimigo. Este conceito de transmissão, permitiu mais tarde chegar a tecnologias como o Wi-Fi e o Bluetooth. 

 

Sistema de monitorização doméstico

A inventora afro-americana Marie Van Brittan Brown criou em 1969, o primeiro sistema de vigilância por vídeo para uso doméstico. Este sistema foi a “mãe” dos sistemas modernos de vigilância.

 

Seringa

Letitia Mumford Geer inventou em 1899, a primeira seringa para aplicação de substâncias por meio de um pistão, e que podia ser utilizada pelo médico com apenas uma mão. As seringas modernas são ainda hoje, inspiradas pelo modelo original. 

 

 

Outras invenções:

. O saco de papel por Margaret Knight em 1871

. Os blocos alfabéticos por Adeline D.T. Whitney em 1882

. A secretária-cama por Sarah E. Goode, em 1885 (primeira americana negra com uma patente)

. A máquina de lavar loiça por Josephine Cochrane, em 1886, já com secagem incorporada

. O caixote do lixo com pedal, prateleiras na porta dos frigoríficos e latas mais simples de abrir são alguns exemplos do que Lillian Gilbreth inventou ou aperfeiçoou no início dos anos 90

. O monopólio, por Elizabeth Magie, em 1904, com o nome original O jogo dos senhorios,

. Trela extensível, por Mary A. Delaney em 1908

. Fraldas descartáveis, por Marion Donovan, em 1951 cuja patente vendeu por um milhão

. A escala de Apgar, pela dra. Virginia Apgar, em 1952

. Tira-nódoas, pela química Patsy Sherman, em 1969

. Corretor líquido, por Bette Nesmith Graham, em 1958; patenteou a marca Liquid Paper e vendeu-a 20 anos depois, por quase 40 milhões

. Filtro de café, pela alemã Amalie Auguste Melitta Bentz, em 1908

 

Tinham noção de todos estes feitos? Alguns tão improváveis e importantes?

Cotonetes

O cotonete foi criado em 1922 por Leo Gersternzang, quando via a esposa a limpar as orelhas da filha utilizando um palito de madeira com algodão na ponta. Preocupado com o risco da madeira poder ferir as orelhas da sua filha ou do algodão poder ficar inserido no ouvido, decidiu criar um algo flexível que fosse mais seguro de manusear.

Leo tinha uma empresa especializada em produtos para bebés, a Leo Gerstenzang Infant Novelty Company, pelo que foi através dela que efetuou toda a pesquisa e desenvolvimento da sua ideia.

Apesar dos recursos da sua empresa, só alguns anos mais tarde é que conseguiu chegar ao modelo pretendido, que tivesse a mesma quantidade de algodão em cada ponta. Por fim decidiu ainda conceber uma embalagem prática que fosse possível ser aberta com uma só mão e tirar o cotonete, enquanto com o outro braço se segura o bebé.

Após ter aperfeiçoado o produto, Leo começõu a comercializa-lo. Por ser um produto item a manter as crianças felizes e cuidadas chamou-lhe “Baby Gays”. Em 1926 mudou o nome para “Q-Tips Baby Gays”, significando o “Q” qualidade.

Posteriormente o nome mudou para “Q-Tips” e atualmente são uma marca registada da Chesebrough-Ponds, Inc.

No entanto, a comunidade médica desaconselha o uso de cotonetes pois estes apenas empurram a cera para o interior do ouvido, levando, por vezes, à rutura do tímpano. 

Além disso, a cera dos ouvidos  é uma gordura naturalmente produzida pelo organismo para manter o bom funcionamento do canal auditivo, impedindo que qualquer poeira ou cabelo o danifique. A cera só incomoda se estiver seca ou acumulada.

 

 Curiosidade: Os cotonetes são os resíduos mais encontrados no mar e nas praias uma vez que a maioria da população, após a sua utilização, deita-os na sanita. 

 

Fontes:

 http://www.curiosityflux.com/2015/03/conhece-os-perigos-de-colocar-cotonetes.html

http://origemdascoisas.com/a-origem-do-cotonete/

https://www.greenme.com.br/viver/saude-e-bem-estar/4205-limpar-ouvidos-sem-cotonetes

https://greensavers.sapo.pt/2014/02/cotonetes-sao-os-residuos-mais-encontrados-no-mar-e-praias-saiba-porque-com-video/