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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

traições.

toda a gente já ouviu falar no nome atribuído aos tristes que, por uma infelicidade, veem o parceiro a meter a a foice em seara alheia, certo? é o chamado - e perdoem-me os mais susceptíveis, mas não fui eu que inventei - corno. 

mas corno porquê, perguntam vós?

segundo a história, o termo surgiu na europa medieval. quando o homem era traído a única maneira de conquistar a sua honra e ser visto como pessoa digna pelo resto da vizinhança era matar a esposa e o amante (sim, os dois). mas... e quando não conseguia? pois que nesse caso era hostilizado pela sociedade e recebia uma peruca de touro, com dois chifres.

não era bem? ficava completamente disfarçada qualquer calvície.

 

para contextualizar a coisa trago-vos três exemplos de cornos históricos:

 

Imperador cláudio (o corno) – que magnifico cognome, não é? qual conquistador, qual gordo, qual quê? o corno. e isto porque a sua terceira esposa (três? também estava a pedi-las) valéria messalina foi uma mulher adúltera e promíscua (aquilo que se pode chamar de macho latino). dizem as más línguas que a moça chegou a interessar-se pelo próprio padrasto, ápio silano (já naquela altura se banalizavam estes comportamentos, por isso não percebo o drama todo à volta do woody allen) assim como teve casos amorosos com seu servo narciso, com um ator chamado mnesteu, entre muitos outros homens.
uma louca, por isso.


* rei henrique VIII – ah, o famoso caso da ana bolena e do adúltero rei. é pois. o homem abandonou sua esposa, catarina de aragão, para ficar com a bela ana bolena. foi também por ela que o rei rompeu com a igreja católica e fundou a igreja anglicana. porém, o monarca mandou matá-la por traição. dizem as más línguas que a traição da rainha ana foi com cinco homens, incluindo o próprio irmão. no entanto, vários relatos e livros põem em causa esta versão, apostando antes que a vontade do rei (que se sentia corno) em mandar matar a moça foi porque, finalmente, havia conseguido o que queria (sexo, indo directos ao assunto) e farto por ela não lhe dar um filho achou que a melhor solução era essa.

tanto mais que o rei voltou a casar, feliz e contente da vida.

pensando bem, não sei se este é um bom caso de corno.


* rei da dinamarca, christian VII – casado com a rainha caroline mathilde, quando começou a apresentar problemas de saúde, foi seguido por um médico alemão chamado johann struensee. e o que dizem que aconteceu? já toda a gente percebeu. a rainha envolveu-se amorosamente com o médico que tinha ideias liberais. certo. e quando o rei melhorou mandou matá-lo? não meus senhores! o amante ganhou a confiança do monarca e passou a ajudá-lo na condução dos assuntos políticos da dinamarca.

uma linda história com final feliz.

 

alguém conhece mais alguma?

(não vale a pena virem aqui escarafunchar os assuntos da vizinhança.)

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