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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Provérbios do mês de Abril

“Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.”
 
“Em Abril águas mil.”
 
“Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.”
 
“Abril molhado, sete vezes trovejado.”
 
“Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.”
 
“Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.”
 
“Em Abril cada pulga dá mil.”
 
“Quem em Abril não merenda, ao cemitério se encomenda.”
 
“Tarde acordou quem em Abril podou.”
 
“Em lua de Abril tardia, nenhum lavrador confia.”
 
“Vinha que rebenta em Abril, dá pouco vinho para o barril.”
 
“O vinho e Abril é gentil.”
 
“No princípio ou no fim, Abril é ruim.”
 
“O grão em Abril, nem por semear nem nascido.”
 
“Sáveis por S. Marcos (dia 25) enchem os barcos.”
 
“Não há mês mais irritado que Abril zangado.”
 
“Inverno de Março e seca de Abril deixam o lavrador a pedir.”
 
“Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.”
 
“Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.”

“Abril, Abril, está cheio o covil.”

“Não há mês mais irritado do que Abril zangado.”

“No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.”

“Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.”
 
“Em Abril queima a velha o carro e o carril.”

“Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.”

“Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.”
 
 

Provérbios

Os provérbios são frases e expressões populares  que transmitem conhecimentos comuns sobre a vida. Muitos deles foram criados na antiguidade e são utilizados até os dias de hoje.

 

A maioria destes ditados populares são anónimos, muito fáceis de decorar e transmitir por serem curtos e diretos.

 

Fazem parte da cultura popular da humanidade sendo que existem provérbios típicos das várias regiões do mundo, além de que podemos encontrar provérbios para praticamente todas as situações de vida.

 

Numa breve recolha através do Google encontramos dezenas de provérbios por temas, aqui ficam alguns alusivos ao mês de Setembro:

 

Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.
Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo.
Setembro a comer e a colher.
Setembro molhado, figo estragado.
Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.
Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.
Abril, frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado. Agosto, debulhar, Setembro, vindimar.
Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor.
Arranja bom Setembro, com a burra fico eu.
Chuvas verdadeiras, em Setembro as primeiras.
Em Setembro palha no palheiro e meninas ao candeeiro.
Em Setembro ramo curto, vindima longa.
Em Setembro secam as fontes e as chuvas lavam as pontes.
Em Setembro semeia o teu pão.
No pó semeia, que Setembro to pagará.
Se em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para guardar.
Setembro cara de poucos amigos, cara de figos.
Setembro é o Maio do Outono.
Setembro que enche o celeiro dá triunfo ao rendeiro.
Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
Agosto madura, Setembro vindima.
Em Setembro tem Deus a mesa posta.
Para vindimar deixa o Setembro acabar.
Vindima molhada, pipa depressa despejada.
Agosto arder, Setembro beber.
Em Agosto secam os montes e em Setembro as fontes.

 

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Os provérbios e os meses do ano!

Porque ainda estamos a começar o ano e eu adoro o que diz a sabedoria popular, aqui ficam os provérbios associados aos meses do ano:

 

Janeiro   

- Janeiro: geeiro.
- Em Janeiro, sobe ao outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.
- Janeiro molhado não é bom para o pão, mas é bom para o gado.
- Janeiro frio e molhado enche a tulha e farta o gado.
- Em Janeiro, sete casacos e um sombreiro.
- Em Janeiro, seca a ovelha no fumeiro.
- Em Janeiro, cada pinga mata seu grãeiro.
- Trovão em Janeiro: nem bom canastro nem bom palheiro.
- Se o Janeiro não tiver trinta e uma geadas, tem de as pedir emprestadas.
- Luar de Janeiro não tem parceiro, mas o de Agosto dá-lhe no rosto.

 

E entretanto surgiram mais por sugestão dos leitores:

- Mom Sandra :  Não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro.  

 
Fevereiro     

- Fevereiro: rego cheio.
- Fevereiro enxuto rói mais que todos os ratos do mundo.
- Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom celeiro.
- Chuva de Fevereiro mata o onzeneiro.
- Água de Fevereiro enche o celeiro.
- Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.
- Em Fevereiro, chega-te ao lameiro.
- Fevereiro afoga a mãe no ribeiro.
- Ao Fevereiro e ao rapaz perdoa tudo o que faz, se o Fevereiro não for secalhão e o rapaz não for ladrão.
- Neve em Fevereiro não faz bom celeiro. 

 

Março   
- Páscoa em Março: ou fome ou mortaço.
- Enxame de Março apanha-o no regaço.
- Março zangado é pior que o diabo.
- Março, marçagão, de manhã cara de rainha, de tarde corta com a foucinha.
- Em Março, onde quer passo.
- Em Março, tanto durmo como faço.
- Março liga a noite com o dia, o Manel co'a Maria, o pão com o pato e a erva com o sargaço.
- Nasce a erva em Março, ainda que lhe dêem com o maço.
- Sol de Março queima a dama no paço.      

- Em Março, chove cada dia um pedaço.

- Março, Marçagão, de manhã Inverno à tarde Verão

 

Abril   
- Em Abril, mau é descobrir.
- Abril: águas mil, quantas mais puderem vir.
- Em Abril, águas mil, coadas por um mandil.
- A água que no Verão há-de regar em Abril e Maio há-de ficar.
- Abril molhado, ano abastado.
- Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril.
- Seca de Abril deixa o lavrador a pedir.
- Abril frio e molhado enche o celeiro e farta o gado.
- Abril frio: pão e vinho.
- Em Abril, queimou a velha o carro e o carril; e uma cambada que ficou em Maio a queimou.

 

 Maio    

- Maio hortelão: muita palha e pouco grão.
- Maio couveiro não é vinhateiro.
- Maio pardo faz o ano farto.
- Maio pardo e ventoso faz o ano farto e formoso.
- Maio pardo e Junho claro podem mais que os bois e o carro.
- Fraco é o Maio se o boi não bebe na pegada.
- Fraco é o Maio que não rompe uma croça.
- Guarda para Maio o teu melhor saio.
- Em Maio, comem-se as cerejas ao borralho.
- Em Maio, nem à porta saio.

 

Junho    
- Junho calmoso: ano formoso.
- Junho floreiro: paraíso verdadeiro.
- Sol de Junho amadura tudo.
- Chuva de Junho: peçonha do mundo.
- Chuva de Junho: mordedura de víbora.
- Chuva junhal: fome geral.
- Junho chuvoso: ano perigoso.
- Enxame de Junho nem que seja como punho.
- Em Junho, foice no punho.
- Em Junho, perdigotos como punho.
- Feno, alto ou minguado, em Junho é segado.

 

Julho    
- Julho quente, seco e ventoso: trabalha sem repouso.
- Em Julho, prepara o vasculho.
- Em Julho, ceifa o trigo e faz o debulho. E, em o vento soprando, vai-o limpando.
- Em Julho, reina o gorgulho.
- Não há maior amigo do que Julho com seu trigo.
- Por todo o mês de Julho, o meu celeiro entulho.
- Julho abafadiço: abelhas no cortiço.
- Chuva de Julho que não faça barulho.
- Por muito que Julho queira ser, pouco há-de chover.

 

Agosto   
- Agosto nos farta, Agosto nos mata.
- Quem em Agosto ara, riqueza prepara.
- Quem não debulha em Agosto debulha com mau gosto.
- Quem malha em Agosto malha contra gosto.
- Chuva em Agosto enche o tonel de mosto.
- Chuva em Agosto: açafrão, mel e mosto.
- Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.
- Agosto amadurece, Setembro vindimece.
- Agosto tem culpa se Setembro leva a fruta.
- Em Agosto, toda a fruta tem gosto.
- Temporã é a castanha que em Agosto arreganha.
- Seja o ano que for, Agosto quer calor.
- Se queres o teu homem morto, dá-lhe couves em Agosto.
- Em Agosto, ardem os montes; em Setembro, secam as fontes.
- Nem em Agosto passear nem em Dezembro marcar.
- Em Agosto, candeeiro posto.
- Em Agosto, frio no rosto.

 

Setembro    
- Setembro: mês dos figos e cara de poucos amigos.
- Setembro molhado: figo estragado.
- No pó, semearás; em Setembro colherás.
- Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.
- Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.
- Lua nova setembrina sete luas determina.  

- Setembro é o Maio do Outono.

 

 Outubro   
         - Outubro quente traz o diabo no ventre.
         - Outubro suão: negaças de Verão.
         - Logo que Outubro venha, prepara a lenha.
         - Outubro meio chuvoso faz o lavrador venturoso.
         - Em Outubro, o sisudo colhe tudo.
         - Em Outubro, sê prudente: guarda pão e semente.
         - Em Outubro, pega tudo.
         - A árvore plantada no Outono tem um ano de abono.
         - Se Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro.
 
 

Novembro   

          - Em Novembro, prova o vinho e semeia o cebolinho.
          - Se em Novembro houver trovão, o ano seguinte serão bão.
          - Cava em Novembro e planta em Janeiro.

 

Dezembro   
- Em Dezembro, treme de frio cada membro.

          - Em Dezembro, lenha no lar e pichel a andar.

          - Em Dezembro, descansar, para em Janeiro trabalhar.