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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Hoje vou estar por aqui...

(Todas as fotos retiradas da internet)

Em pleno interior alentejano está esta pérola Munas de São Domingos um paraíso do nosso portugalinho  e eu vou estar lá!

Hoje quero aprender sobre - O Pal√°cio de Queluz

Tal como o nome indica, o Pal√°cio de Queluz est√° localizado na cidade com o mesmo nome (a cerca de 10 km de Lisboa na estrada que vai para Sintra). √Č um dos pal√°cios mais bonitos e visitados do patrim√≥nio art√≠stico-cultural do nosso pa√≠s e um excelente exemplo da arquitectura monumental do s√©c. XVIII e do estilo rococ√≥. Foi resid√™ncia sazonal real e hoje tem voca√ß√£o tur√≠stico-cultural, sendo que a ala mais recente, o Pavilh√£o de D. Maria, √© usada para alojar Chefes de Estado estrangeiros quando oficialmente de visita a Portugal.

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HIST√ďRIA

 

Primórdios

O edifício primitivo data de meados do séc. XVII e pertenceu aos marqueses de Castelo Rodrigo. Após a restauração da independência em Dezembro de 1640, o marquês foi considerado traidor à pátria e os seus bens foram-lhe confiscados para a coroa portuguesa. Em 1654, D. João IV instituiu a Casa do Infantado em favor dos filhos segundos dos monarcas portugueses e doou-lhe esses bens, entre outros igualmente confiscados a diversos nobres.

O primeiro senhor da Casa do Infantado foi o infante D. Pedro, mais tarde coroado como D. Pedro II. Ap√≥s a sua morte, a Casa passou para o seu segundo filho, D. Francisco, que lhe fez in√ļmeros melhoramentos durante os 35 anos em que a teve na sua posse; ap√≥s a sua morte e algumas querelas, a propriedade passou para as m√£os do infante D. Pedro, filho de D. Afonso V, que tomou posteriormente o nome de D. Pedro III em virtude do casamento com a sua sobrinha, a princesa herdeira (e mais tarde rainha) D. Maria.

 

Ampliação

Foi D. Pedro, enquanto ainda se encontrava algo à margem da corte, que decidiu aumentar a propriedade, tendo adquirido outras que lhe eram adjacentes, e entregar a concepção e execução de um novo palácio e jardins ao arquitecto português Mateus Vicente de Oliveira, numa primeira fase. Mais tarde, uma segunda fase das obras decorreu em paralelo com a reconstrução de Lisboa (após o terramoto de 1755) e após o casamento de D. Pedro com D. Maria (em 1760). Esta segunda fase foi executada sob a direcção do arquitecto e escultor francês Jean Baptiste Robillon, que desenhou o plano dos jardins, a escadaria e o pavilhão que hoje tem o seu nome. Concebeu também todo o conjunto de interiores, bem ao gosto do rococó francês (rocaille), tarefa em que teve a colaboração de Silvestre Faria Lobo. Foi nesta segunda fase que a planta do palácio tomou a forma de um U, fechando-se sobre si próprio e os jardins.

Em 1778 foi constru√≠da a Casa da √ďpera, inaugurada a 17 de Dezembro para solenizar o anivers√°rio da rainha D. Maria I, que foi mais tarde destru√≠da para dar lugar ao j√° referido Pavilh√£o de D. Maria, constru√≠do entre 1785 e 1792 com projecto de Manuel Caetano de Sousa.

O Pal√°cio era frequentado ami√ļde pela Corte, que a√≠ acorria para assistir a sumptuosas festas. Os dias de S. Pedro e S. Jo√£o, em Junho, eram particularmente celebrados, assim como o dia de anivers√°rio de D. Pedro III, a 5 de Julho. Os festejos inclu√≠am fogo-de-artif√≠cio, cavalhadas e corridas de touros. Ao cair da noite, o pal√°cio e os jardins eram feericamente iluminados, e eram oferecidos concertos, pois a m√ļsica assumia o papel principal nestas festas. Foram aqui exibidas muitas serenatas e √≥peras, a maior parte delas inspiradas em temas da mitologia cl√°ssica. Farinelli, o lend√°rio cantor ‚Äúcastrato‚ÄĚ que foi o mais popular e bem pago cantor de √≥pera do s√©c. XVIII, tamb√©m ali exibiu os seus dotes em Agosto de 1781. As festas inclu√≠am uma ceia, e quando a noite j√° ia adiantada queimava-se no jardim um grande fogo-de-artif√≠cio, alternando com exibi√ß√Ķes de repuxos que subiam dos lagos. O pintor Jo√£o Pedro Alexandrino Nunes foi o respons√°vel por grande parte das muitas constru√ß√Ķes ef√©meras erguidas para essas ocasi√Ķes, bem como pela redecora√ß√£o dos aposentos reais, que eram renovados consoante as esta√ß√Ķes do ano. A Corte aproveitava estas ocasi√Ķes para exibir as suas melhores j√≥ias e vestimentas, onde pontuavam as sedas e os veludos bordados a ouro.

A √©poca √°urea da m√ļsica em Queluz chegou ao fim quando D. Pedro III morreu, em 1786. Dois anos depois, com a morte do pr√≠ncipe herdeiro D. Jos√©, a sanidade mental da Rainha D. Maria come√ßou a enfraquecer e a sua incapacidade para governar acabou por ser decretada em 1792, ano em que D. Jo√£o VI foi aclamado como Regente do reino.

 

Residência real

Em consequência do incêndio de grande parte da Real Barraca da Ajuda, em 1794 a família real viu-se obrigada a deslocar a sua residência oficial para Queluz, que até aí era essencialmente um palácio de Verão. Aí foi organizado, em 1795, o baptizado do príncipe herdeiro D. António Pio, que se revestiu de enorme ostentação, como era já costume. Ali também nasceu D. Pedro IV, a 12 de Outubro de 1798.

Foi durante esta √©poca que se introduziram no pal√°cio novas modifica√ß√Ķes e altera√ß√Ķes funcionais aos espa√ßos, cuja designa√ß√£o tamb√©m foi alterada.

As obras foram sendo prosseguidas sob a tutela de outros intervenientes, até 1807. Em Novembro desse ano, e por se terem recusado a aderir ao Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte, a família real parte para o Brasil, acompanhada por grande parte da nobreza e por muito do recheio do Palácio de Queluz.

Em 1821, já como rei, D. João VI regressou a Portugal e voltou a habitar o Palácio durante alguns anos. Após a sua morte e durante os cinco anos de governo absolutista, até 1833, ali viveram D. Miguel e duas das suas irmãs. Em Setembro de 1834 aí se acolheu D.Pedro IV, já gravemente doente, tendo morrido a 24 desse mesmo mês, com apenas 35 anos, precisamente no quarto onde havia nascido.

 

Decadência

O Pal√°cio entrou depois em decl√≠nio, at√© que em 1908 o rei D. Manuel II decidiu ced√™-lo √† Fazenda Nacional. Foi classificado como monumento nacional em 1910. Em 1934, um inc√™ndio de grandes propor√ß√Ķes destruiu o seu interior, ap√≥s o que foi pouco a pouco restaurado e mais tarde aberto ao p√ļblico como ponto tur√≠stico, fun√ß√£o que continua a desempenhar actualmente.

 

PAL√ĀCIO

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Composto por v√°rios corpos constru√≠dos ao longo de dois s√©culos, o Pal√°cio de Queluz tem uma planta irregular que reflecte o gosto da Corte portuguesa nos s√©cs. XVIII e XIX, misturando a arquitectura residencial, a rococ√≥ e a neocl√°ssica. As s√≥brias fachadas exteriores do pal√°cio contrastam fortemente com as fachadas interiores que abrem para os jardins, e que apresentam um tratamento mais cuidado do ponto de vista decorativo, numa clara viragem para o estilo rococ√≥, mais intimista. Balaustradas, front√Ķes e molduras sobre as janelas e portas ornamentam a longa fachada posterior. L√° dentro, vastos e brilhantes aposentos ostentam m√°rmores italianos e ex√≥ticas madeiras brasileiras, talhas douradas e pinturas coloridas.

Uma nota especial para a Capela, com estrutura barroca, cujo espa√ßo est√° dividido em apainelados pintados a marmoreados fingidos, a imitar pedras semi-preciosas e onde a c√ļpula da capela-mor √© rasgada por dois √≥culos, por onde a luz passa e se reflecte em dois espelhos e ilumina o ret√°bulo principal.

No website 360¬į Portugal.com √© poss√≠vel fazer uma visita virtual do pal√°cio e dos jardins atrav√©s deste¬†link .

 

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Sala do Trono

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 Corredor das Mangas ou dos Azulejos

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Quarto D. José

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Sala dos Arqueiros ou Corpo da Guarda

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 Sala dos Embaixadores

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Sala do Toucador

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Quarto D. Quixote

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 JARDINS

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O Palácio de Queluz distingue-se também pelos seus jardins, que ocupam cerca de 16 hectares. O desnível entre os jardins e o parque é disfarçado pela sequência de terraços e galeria com pares de colunas toscanas, rematada por uma monumental escadaria. Animados por jogos de água e decorados com estatuária nitidamente inspirada na mitologia clássica e alegórica, neles se combinam a beleza geométrica de sebes de buxo e dos azulejos policromáticos com a pedra e o bronze das muitas estátuas.

Ao longo do jardim corre o rio Jamor, cujas águas são represadas na estação quente com comportas de madeira, dando origem a um grande lago com 115 m de comprimento e 12 m de largura, onde a projecção dos azulejos e das árvores oferece um belíssimo quadro. Quando está cheio, o lago forma uma queda de água de 5 m de altura.

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HOJE

O Palácio Nacional e Jardins de Queluz é desde Setembro de 2012 gerido pela Parques de Sintra-Monte da Lua, S.A.

Em 2014, o pal√°cio e os jardins receberam 132.000 visitantes, mais de 80% dos quais estrangeiros.

A maior parte do acervo artístico do Palácio de Queluz já está compilada no Google Art Project, e pode ser vista aqui.

Est√£o em curso desde Janeiro deste ano grandes obras de recupera√ß√£o do pal√°cio e dos seus jardins, que envolvem um investimento total de cerca de 2,8 milh√Ķes de euros e se prev√™ estarem conclu√≠das no Ver√£o. Nessa altura o edif√≠cio vai revelar a cor original das suas fachadas (que se descobriu ser um azul acinzentado), portas e janelas (verde), bem como ostentar as molduras em relevo que em tempos possuiu. Est√° tamb√©m a ser reconstru√≠do o Jardim Bot√Ęnico, entre outras √°reas de interven√ß√£o.

 

Exposição D.Pedro IV (projecto museológico)

Como comemora√ß√£o do 180¬ļ anivers√°rio da morte de D. Pedro IV, est√° patente desde o ano passado, no quarto D. Quixote, uma exposi√ß√£o sobre este rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil, que serve de tema para contar uma parte da hist√≥ria que une os dois pa√≠ses ‚Äď a independ√™ncia do Brasil e a consolida√ß√£o do liberalismo em Portugal. Mantendo-se o aspecto original do quarto, nele est√° exposta uma colec√ß√£o de 48 pe√ßas, na sua maioria emprestadas por outras institui√ß√Ķes, entre as quais 15 pinturas e miniaturas, 15 objectos pessoais de D. Pedro, e 9 pe√ßas de mobili√°rio, com especial destaque para a sua escrivaninha de viagem, pertencente ao acervo do Pal√°cio Nacional da Ajuda e alvo de restauro especial para esta mostra. O quarto D. Quixote deve o seu nome ao facto de existirem nele 18 pinturas decorativas representativas de epis√≥dios da hist√≥ria do cavaleiro de La Mancha.

A exposição pode ser visitada até ao próximo dia 27 de Março.

 

Curiosidade

Queluz √© um nome √°rabe, e significa ‚Äúvale da amendoeira‚ÄĚ.

 

 

principais fontes de pesquisa:

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6108

http://area.dgidc.min-edu.pt/inovbasic/cliteratura/pt/producoes-queluz.htm

http://guiastecnicos.turismodeportugal.pt/pt/museus-monumentos/ver/Palacio-Nacional-de-Queluz

http://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/4631.html

http://www.arqnet.pt/dicionario/queluzp.html

http://www.infopedia.pt/$palacio-de-queluz

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/em-queluz-portugal-e-o-brasil-encontramse-num-quarto-1671042

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70181/

http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4439495&referrer=FooterOJ

 

 

(O assunto deste post foi-nos sugerido pela blogger Uma Rapariga Qualquer)