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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

O meu filho tem gaguez?

(Imagem retirada daqui)

 

       A gaguez é um termo ainda muito complexo para a sociedade, muitos serão capazes de dizer que é apenas uma questão psicológica, outros uma questão apenas motora, mas a verdade é que a gaguez pode ser uma combinação das duas ou de nenhuma delas. Muitas vezes, a gaguez, é um grande receio para os pais 'Será que o meu filho é gago?', 'Será que a gaguez tem cura?', são sempre questão que lhes surgem nos pensamentos quando ouvem os primeiros sinais de repetição de sons ou hesitações em falar.

 

       O que é a gaguez? 

       A gaguez é uma perturbação na fluência do discurso, inapropriado à idade do indivíduo, ou seja, a fala da pessoa é caracterizada por repetições ou prolongamentos frequentes de sons ou sílabas. O grau de perturbação varia e frequentemente é mais severo quando existe uma pressão especial para se comunicar (por exemplo: falar para a turma na escola, ser entrevistado para um emprego, etc.). 

      Normalmente, quando uma pessoa gagueja, pode tentar evitar o problema alterando a velocidade da fala para mais lenta, evitando certas situações, ou evitando certas palavras ou sons que lhe sejam mais difíceis. A gaguez pode ainda ser acompanhada por 'tiques' físicos.

 

        Quando surgem os primeiros sinais?

        Os primeiros sinais de Gaguez surgem por volta dos 2 e os 5 anos, noutros casos podem até nem surgir antes dos 12/13 anos. No entanto, é preciso ter em atenção que numa fase inicial do desenvolvimento (quando as crianças ainda estão a aprender a falar) é normal as crianças apresentarem repetições de sons, palavras e frases. É preciso ter então em atenção outros sinais que nos possam levar às suspeitas de gaguez, como as hesitações e até as dificuldades em falar em determinados contextos e se essas características persistem a partir dos 5 anos.

         Os autores defendem que a gaguez surge de uma forma gradual, com a repetição das consoantes iniciais, palavras (habitualmente as primeiras de uma frase) ou palavras longas. Indicam também que até 80% dos indivíduos com gaguez esta perturbação tem cura, e em 60% dos casos a recuperação é espontânea. Esta recuperação surge normalmente antes dos 16 anos.

 

       Como surge a gaguez?

        A Associação Portuguesa de Gagos apresenta como causas da Gaguez a genética (em 60% dos casos há alguém com o mesmo problema na família), questões neurológicas (existem áreas neuronais que funcionam de forma diferente das pessoas que não têm gaguez) e o psicossocial, onde estão envolvida questão de como a gaguez foi vista pelo contexto desde os primeiros sinais.

        A passagem de uma gaguez normal (isto em idade de aprendizagem da fala) para uma questão de gaguez permanente ou perturbação do discurso, advém muitas vezes da atenção que damos às características que a criança apresenta enquanto fala. Por exemplo: se a estamos sempre a corrigir, se aumentamos a sua tensão enquanto fala, se lhe estamos sempre a chamar à atenção do problema, é provável que a criança comece a aperceber-se de que tem um problema e a partir daí tudo funciona como uma 'bola de neve', aumentando as suas inseguranças enquanto fala.

 

         Como devemos lidar com a gaguez em crianças?

         No Jardim de Infância e na Pré-Primária:

          - Não se lhe devemos prestar uma atenção especial;

          - O educador deve falar com o terapeuta e pais para obter informações;

          - Deve falar-se com calma e paciência e deixar a criança falar sem a interromper.

          Em casa:

          - Olhar para a criança enquanto ela fala;

          - Mostrar interesse, valorizando o que a criança tem para dizer e não a forma como o faz;

          - Não interromper nem completar as palavras e frases; 

          - Não permitir que a criança se aperceba que a forma como fala o preocupa;

          - Evitar comentários como «tem calma e fala devagar», «pensa antes de falar», «espera até conseguires dizer», isso só irá aumentar o problema.

 

A reter: a gaguez pode ser apenas uma fase do desenvolvimento e não um problema, apenas é um problema quando persiste no tempo e quando lhe conferimos alguma importância. Em caso de dúvidas, procurar a opinião de um Terapeuta da Fala.

 

Querida mãe de uma criança aos gritos no supermercado

O texto original foi escrito Por Stuffmomsay e acho que todas já nos deparamos com mães nesta situação ou fomos as próprias mães que, cheias de vergonha de bater em público nos nossos filhos, agarramos neles ao colo e deixamos tudo para trás:

 

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Querida mãe da criança aos gritos no super-mercado:

Eu sei que estás envergonhada. Consigo ver nos teus olhos o desespero ao tentares levantar o teu filho histérico do chão. Estás toda encarnada, e vejo que prendes as lágrimas nos olhos para não correrem cara abaixo.

Tens umas calças elásticas pretas e uma t-shirt, e tal como eu, o cabelo com um ar de quem não vê pente há dias, embora o tenhas lavado e arranjado esta manhã. Eu sei que me viste a olhar para ti. Mas quero que saibas uma coisa: eu não te estava a julgar!

Eu não estou a pensar que deverias ter agido de outra forma, ou teres sido mais ou menos qualquer coisa. Eu não me estava a questionar porque é que trazes uma criança para o super-mercado, porque sei que não deves ter sítio melhor para a deixares. Nem me estou a questionar porque é que não consegues controlar o teu filho. As crianças não são robots, são pessoas livres que, de vez em quando, também lhes salta a tampa, e por vezes em público.

Nem sequer estou a perguntar porque é que não és um mestre Jedi, que usa o poder da força para acabar de vez com essa birra. Não estou a perguntar porque é que o teu filho não te respeita ou não tem medo suficiente de ti para se calar no minuto que o mandaste calar, porque sei que não és nenhum “Putin”.

Queres saber o que é que eu estou a pensar enquanto olho para vocês?

Eu estou a pensar em quantas horas de sono terás dormido a noite passada. Aliás, quantas horas de sono terás dormido nos últimos dois anos.

Eu queria saber se, tal como o meu, o teu filho ainda acorda todas as noites a chamar, apesar de já ter tentado de tudo! Eu queria saber se o teu filho também acorda com as galinhas, a pedir para ver televisão e para tomar o pequenos almoço (que acabo por ser eu a comer porque não aguento ver mais comida desperdiçada)

Eu tento adivinhar quando terá sido a última vez que fizeste uma refeição completa sem teres um par de mãos em miniatura a tirar-te o prato ou uma criança ao colo. Provavelmente foi há muito tempo. Será que o teu pequeno almoço, tal como o meu, foi o resto das torradas dos miúdos e meia chávena de café? A outra metade estava fria, puseste a aquecer no micro-ondas e nunca mais te lembraste dela? Pois, eu também…

Será que ficas tão animada simplesmente por sair de casa, mesmo que isso signifique que o teu filho te vai pedir para comprar o corredor completo de brinquedos, vai descalçar os sapatos no carro, pedir para fazer xixi 200 vezes e passar metade do tempo a chorar enfiado no carrinho do supermercado?

Enquanto tentas pegar no teu filho aos gritos, e pergunto-me se será a sua hora da sesta, e tal como eu, tentas fazer tudo o que precisas a correr para chegar a casa e pô-lo a dormir. E que anseias que não adormeça no caminho (claro que vai adormecer!) , e assim, em vez de teres uma tranquila hora de silêncio, vais ter uma tarde infernal de choro, drama, gritos, mais café à temperatura ambiente, isto tudo enquanto imaginas que a qualquer momento vais passar para uma bebida mais forte!

Gostava de saber se estarás tão surpresa como eu com o quão difícil é a maternidade, mas no entanto não mudarias nada!
Gostava de saber se amas os teus filhos mais do que pode ser descrito em palavras, e repetias tudo outra vez sem pestanejar. Menos a parte das birras!

Gostava de te perguntar se estás bem. Já levantaste o teu filho do chão e vais-te embora deixando o carrinho cheio de compras para trás. “I’ve been there!” Espero que os teus dias melhorem!

Acontece a qualquer uma. Basta ser mãe.

 

Fonte: aqui 

A vida sexual após a Maternidade

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Após o nascimento do primeiro filho a vida sexual de um casal é completamente abalada. Não apenas pela entrada de um novo membro em casa como por toda a alteração da vida familiar.

Nos primeiros meses de vida de um bebé os horários passam a ser estipulados pelas necessidades da criança, o tempo a dois é escaço ou inexistente devido à necessidade constante de amamentar (tarefa que cabe única e exclusivamente à mãe), após o parto existe sempre o risco de DPP, do pós parto até à retoma da vida sexual pode levar algum tempo derivado a receios ou medo de que o acto seja doloroso, a dedicação total e completa de uma mãe ao filho – acaba por se esquecer que o parceiro existe e também ele carece de atenção e carinho.

São alguns dos muitos motivos que levam um casal a afastar-se após o nascimento de uma criança e pode levar – na pior das hipóteses – ao divórcio.

Após o nascimento do primeiro filho é necessário um esforço conjunto do casal para que a vida sexual retome um curso normal e seja prazerosa para os dois.

 

A ginecologista Carol Ambrogini, criadora do Projeto Afrodite, desenvolve estudos nesta área e ajuda mulheres que, após o primeiro filho, não conseguem retomar sozinhas e de forma natural a vida sexual.

 

Existe vida sexual depois dos filhos ou isso é lenda? 

O sexo deve ser parte importante de qualquer relacionamento amoroso, independente se o casal tem filhos ou não. É ele que traz a conexão homem-mulher à relação, que gera cumplicidade, alegria e sintonia aos dois como casal. Os filhos pertencem aos papéis de pai e mãe, são de outro “departamento” da união e não são desculpa para que a vida sexual seja anulada. Se o sexo está má, ou difícil, outros fatores devem ser pesquisados. O casal que tem desejo sexual mútuo pode ter uma vida sexual satisfatória mesmo tendo dez filhos.


Como manter uma vida sexual ativa e quente quando você só pode fazer sexo nos mesmos horários e dentro do quarto e, ainda assim, correndo o risco de seu filho bater na porta e ficar chamando mamããã? 

Mas são justamente a imaginação e a criatividade que dão toda a graça ao sexo. Se for pra fazer sexo todas as vezes da mesma maneira, vai ficar chato, previsível, acabando com o desejo sexual. O bom é pensar em situações diferentes dentro desta nova realidade com os filhos. Para isto, é importantíssimo que o casal tenha tempo para namorar, que a criança durma (em sua própria cama), num horário em que se é possível ter “vida” depois. Numa casa organizada e com rotina é mais fácil ter tempo e disposição para o sexo.

  
Por que o desejo sexual diminui tanto depois da chegada dos filhos, especialmente quando eles são pequenos? É uma questão física, hormonal ou emocional? 

Acho importante falar que ter uma diminuição de desejo após os primeiros meses da chegada de um bebê é perfeitamente normal e esperado. Biologicamente falando, o “corpo não quer” que a mulher engravide de novo, pois precisa desenvolver aquela “cria” primeiro. A prolactina, a hormona responsável pela amamentação, bloqueia a produção de testosterona, um dos fatores responsáveis pelo desejo sexual. Sem falar no cansaço das noites mal dormidas, nas mulheres que sofrem com depressão pós-parto, na vida que fica mais corrida... Identifico outro fator marcante: a maternidade vem para a mulher com uma força estrondosa. Ela chega para ocupar o papel central de suas vidas e muitas esquecem-se de que no meio à mãe, à profissional que ela tem que continuar sendo, à dona de casa, existe também a mulher. E é fundamental para a libido que este papel de mulher seja respeitado e cuidado, sem culpa e com leveza. Também há de se ter muito cuidado para não “maternalizar” a relação. Nas conversas com o parceiro, evite tornar-se repetitiva com o assunto filhos. 

 

Dizem que a retomada da vida sexual vem junto com a independência do filho. Isso significa que o sexo só vai rolar de verdade quando o filho for morar com a namorada? 

De forma alguma. O casal deve readaptar-se à nova rotina com as crianças. É fundamental para um bom relacionamento, uma vida sexual satisfatória. O casamento não pode ficar restrito aos filhos, eles são uma parte importante deste, mas não o todo. O casal deve reservar um tempo para namorar, fazer projetos para o futuro, ter vida social. Está complicado? Prepare um jantar romântico, abre um vinho, prepare-se para o sexo, não como uma obrigação e sim como um momento de lazer.

Essa redução do desejo sexual diminui para todas as mulheres depois da maternidade ou também é comum o ritmo voltar rapidamente ao normal? 

A diminuição do desejo após a chegada dos filhos é uma queixa frequente. Como disse, é esperado que ela ocorra principalmente durante o período de amamentação. No entanto, muitos casais vão se adequando com o tempo. Uma pesquisa inglesa mostrou uma redução dos níveis de testosterona nos homens logo após tornarem-se pais. Os pesquisadores levantaram a hipótese de esta redução ser uma adaptação biológica do homem à vida em família.

Não acho certo culpar os filhos pela diminuição de desejo. Outras questões devem ser pesquisadas. Na verdade, muitos casais relatam que ao tornarem-se pais, ficaram mais unidos e felizes.

 
Um dos conselhos que as mães ouvem é para jogar fora as calcinhas e sutiãs beges dos tempos de gravidez e investir em roupas íntimas mais interessantes. Mas muitas vezes o cansaço é tão grande que o que menos se quer é provocar o marido. Como faz para não chatear o parceiro?

A mulher deve sim, doar toda esta lingerie “foleira”, também deve ter cuidados com a sua imagem e feminilidade. Vejo muitas mulheres que, depois de mães, adotam como vestuário, roupa de agasalho e tênis. Sentir-se bonita e atrativa é essencial para a libido, mesmo que não se vá fazer sexo.

Com relação ao cansaço, uma coisa é sentir-se cansada ocasionalmente, neste caso não há problema nenhum em frustrar o parceiro, afinal mulher nenhuma tem que estar sempre pronta para o sexo. Outra questão diferente é estar cansada o tempo todo e ficar inventando desculpas para não fazer sexo. Se a mulher está nestas condições, algo está errado na sua rotina ou na sua saúde, que precisam ser revistos. Às vezes é só uma questão de pedir ajuda, de expor o problema, inclusive para o parceiro.

 
A postura do parceiro como pai tem influência no desejo sexual da mulher? 

Acredito que sim. Não admirar o parceiro como pai é bem tocante para a imagem dele como companheiro de vida, gera decepção. No entanto, ser este “excelente pai” é também uma idealização feminina. Ao invés de ficar apontando defeitos, é importante conceder espaço para este pai e analisar o vínculo da criança com ele. Este último item diz tudo sobre ser ou não ser um bom pai.

 


Algum conselho para os maridos/companheiros? 

Companheiros que elogiam e galanteiam suas parceiras ganham sempre pontos. Entender que a mulher ganhou uma função a mais com a maternidade também é importante, bem como ajudá-la nesta nova fase. Não precisa trocar fralda, mas saber cuidar da criança para ela poder ir à manicura, só vai facilitar a relação dos dois. Quanto ao sexo, é relevante saber que as mulheres sentem menos desejo sexual que os homens e que a qualidade é mil vezes mais importante do que a quantidade.

 

E dicas para nós, mulheres?

O desejo feminino é complexo e delicado. Muitas vezes é preciso ir atrás dele com atitudes mais ativas. Uma dica é erotizar a relação, buscando estímulos em contos, filmes, músicas, brinquedos eróticos, etc. Proponha-se a ter uma determinada frequência sexual e  seja mais disponível ao sexo. Pode ser que não esteja com “aquela” vontade, mas ao permitir uma investida do parceiro pode animar-se e ter uma ótima relação sexual. No dia seguinte, vai lembrar-se dela e poderá até ficar mais entusiasmada. Resumindo, XÔ, preguiça sexual!

 

Fonte: http://mamatraca.com.br/?id=270

 

 

 

Divórcio, como os filhos reagem

 

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Numa situação de divórcio e havendo filhos pelo meio as coisas tornam-se sempre mais complicadas.

Em Portugal e, segundo fontes do site, de 100 casamentos resultam 70 divórcios.

Por muito que os pais tentem que as coisas resultem para que a criança tenha uma estrutura familiar equilibrada, na maioria das vezes isso acaba por não acontecer e devido a várias situações o casal acaba por pôr fim ao relacionamento.

Em conversa na semana passada com um pediatra, o mesmo disse que “Quanto mais nova é a criança menos capacidade a mesma terá de se lembrar de uma vida com os pais juntos”.

Segundo a psicóloga espanhola Cristina Noriega, autora do livro “Divórcio: como ajudarmos os nossos filhos? ” as crianças vão ter reacções diferentes face ao divórcio consoante a faixa etária em que estão.

 

Até aos dois anos:

 

A relação de confiança entre o bebé e os pais começa logo no dia do nascimento. Primeiro com a mãe, porque é ela a principal cuidadora uma vez que o amamenta e, pouco a pouco, com o pai e os restantes elementos da família. Pode pensar-se que a criança não sente o divórcio dos pais, mas sente. Ao nível emocional e a nível visual. Vai sempre acabar por sentir a ausência do pai ou da mãe. No caso de uma mudança de local de habitação, a criança vai ter uma percepção visual das diferenças entre um local e outro. Este tipo de alterações pode causar mudanças a nível do humor, sono e alimentação.

 Conselho da psicóloga: É fundamental que a criança tenha contacto habitual com os progenitores. É fundamental que se mantenha confiante e que mantenha o mais possível a sua rotina diária.

 

Dos dois aos três anos:

 

É nesta etapa da vida da criança que as mesmas sofrem as maiores alterações, falar, andar e o largar da fralda e da chucha. Uma separação nesta fase pode abalar todas estas pequenas conquistas e até, fazer com que a criança ao invés de progredir, regrida ou (em casos extremos) estanque completamente a evolução devido à tristeza de já não ter os pais juntos como habitualmente.

 Conselho da psicóloga: Mostrar-se ao filho o que se quer e permitir o contacto com ambos os pais. Os pais devem também estabelecer limites, porque é possível que os filhos desta idade entrem em negação constante. Através de atividades, como jogos, também é possível perceber o que eles estão a sentir. Caso existam comportamentos regressivos na criança, como chupar no dedo ou não controlar a urina e as fezes, é importante que deixe que o seu próprio filho ganhe autonomia por si. Não o repreenda. Dê-lhe tempo para se controlar sozinho.

 

Dos três aos cinco anos:

 

Entramos na fase dos “porquês”. Estão numa fase em que a imaginação é muito fértil, imaginam e contam muitas histórias. É também a fase da vida em que a criança é mais egocêntrica, achando que tudo e todos vivem em função dela. Uma separação nesta fase pode abalar muito a criança pois a mesma, devido aos aspectos referidos, pode achar que a mesma ocorreu porque se portou mal, disse ou fez algo que levou os pais a deixar de viver juntos.

 Conselho da psicóloga: Corrigir possíveis interpretações erradas sobre o que é o divórcio. E insistir que a culpa não é da criança e que nem a mãe nem o pai os vão abandonar.

 

Dos seis aos doze anos:

 

Nesta fase as crianças estão mais focadas na escola e na sua aprendizagem. É nesta fase que começam a ter mais percepção dos sentimentos dos outros e dos delas próprias. Esta é a fase que as crianças têm mais capacidade para entender e aceitar o divórcio. Se bem que também é a fase em que acalentam mais esperanças de que as coisas se vão resolver e daí pode advir a frustração e a tristeza. Podendo mesmo chegar a ter pesadelos e sensação de abandono por parte de um dos pais ou mesmo dos dois.

 Conselho da psicóloga: É importante manter contacto com a escola para informar da situação. Manter-se atento à evolução na aprendizagem escolar. Mais:  dizer aos seu filhos que os pais não os vão abandonar, mas também deixar claro que não ficarão juntos.


Adolescência

 

Esta fase é também complicada pois, é nesta fase que a criança/jovem começa a desenvolver os traços de personalidade. Um divórcio nesta fase pode causar danos irreversíveis nesses mesmos traços de personalidade. É a fase em que a criança/jovem necessita de mais apoio por parte dos pais e se não se sentir seguro em casa isso irá coloca-lo numa situação de insegurança e medo permanentes. O adolescente pode nesta fase tornar-se revoltado e apresentar distúrbios alimentares, comportamentos sociais de risco, consumo de substâncias psicotrópicas e comportamentos sexuais de risco. Pode também, de modo a que os pais estejam frequentemente juntos e a tentar protege-lo, apresentar quadros de dores de cabeça ou dores de barriga.

Conselho da psicóloga: Explicar abertamente em que consiste o divórcio e implicar o filho em decisões como a da custódia partilhada. É preciso estar atento ao seu comportamento na escola, às notas, porque na maior parte das vezes é aqui que se sentem as consequências de um divórcio. Atenção, é importante não converter o filho num parceiro, num pai ou num confidente.

 

Como é óbvio, todos estes quadros apresentados são baseados em estudos efetuados numa parte da população infantil/adolescente em situação de separação parental. Não se pode de maneira alguma generalizar a situação até porque cada caso é um caso e cada criança/jovem encara a separação de um modo diferente. A mesma condicionada muitas vezes vela situação familiar vs maneira como o divórcio acontece.

Nos casos mais extremos os pais são aconselhados a recorrer a ajuda profissional, esteja a criança/jovem inserida em qualquer uma das faixas etárias a cima indicadas, para que se perceba até que ponto a separação a afetou psicologicamente.

Em todo o caso, é necessário que o assunto divórcio seja o menos penoso e traumático possível, tanto para a criança/jovem como para os próprios pais. Uma vez que a criança é um autêntico aspirador de emoções e, ao sentir os pais desinquietos, vai ter a tendência para ela própria andar mais irritada.