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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Provérbios

Os provérbios são frases e expressões populares  que transmitem conhecimentos comuns sobre a vida. Muitos deles foram criados na antiguidade e são utilizados até os dias de hoje.

 

A maioria destes ditados populares são anónimos, muito fáceis de decorar e transmitir por serem curtos e diretos.

 

Fazem parte da cultura popular da humanidade sendo que existem provérbios típicos das várias regiões do mundo, além de que podemos encontrar provérbios para praticamente todas as situações de vida.

 

Numa breve recolha através do Google encontramos dezenas de provérbios por temas, aqui ficam alguns alusivos ao mês de Setembro:

 

Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.
Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo.
Setembro a comer e a colher.
Setembro molhado, figo estragado.
Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.
Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.
Abril, frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado. Agosto, debulhar, Setembro, vindimar.
Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor.
Arranja bom Setembro, com a burra fico eu.
Chuvas verdadeiras, em Setembro as primeiras.
Em Setembro palha no palheiro e meninas ao candeeiro.
Em Setembro ramo curto, vindima longa.
Em Setembro secam as fontes e as chuvas lavam as pontes.
Em Setembro semeia o teu pão.
No pó semeia, que Setembro to pagará.
Se em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para guardar.
Setembro cara de poucos amigos, cara de figos.
Setembro é o Maio do Outono.
Setembro que enche o celeiro dá triunfo ao rendeiro.
Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
Agosto madura, Setembro vindima.
Em Setembro tem Deus a mesa posta.
Para vindimar deixa o Setembro acabar.
Vindima molhada, pipa depressa despejada.
Agosto arder, Setembro beber.
Em Agosto secam os montes e em Setembro as fontes.

 

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Expressões populares

No nosso dia-a-dia usamos algumas expressões tão antigas que, muitos de nós, sabem o que elas querem dizer mas desconhecem a sua origem.

Hoje trago-vos a origem de algumas dessas expressões, que achei bastante curiosas:

 

Discutir o sexo dos anjos

Quando os turcos invadiram Constantinopla, capital do Império Bizantino, no século XV, saqueando e incendiando a cidade, violando mulheres e assassinando o último imperador, os teólogos locais, impassíveis, continuaram em concílio, onde discutiam se Adão tinha umbigo e qual era o sexo dos anjos.

Obras de Santa Engrácia

Erguida em 1568, a igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, foi severamente danificada por uma tempestade, em 1681. A sua reconstrução foi iniciada em 1682 mas só seria concluída em 1966 – 284 anos após o início da obra. Segundo a tradição popular, a igreja havia sido amaldiçoada como consequência de um amor impossível. Simão Pires Solis, um cristão-novo, cavalgava todos os dias até ao convento de Santa Clara, que ficava ao lado da igreja de Santa Engrácia, que estava em obras, para se encontrar às escondidas com a jovem Violante, feita noviça à força por seu pai, que não concordava com o namoro. Numa dessas noites, em 15 de janeiro de 1630,foi furtado o relicário de Santa Engrácia. Simão foi acusado do furto, preso e barbaramente torturado. Não podendo revelar a razão pela qual rondava a igreja todas as noites, pois comprometeria a amada, foi condenado à morte na fogueira. A execução da pena ocorreu em 3 de janeiro de 1631, nas proximidades das obras da nova igreja de Santa Engrácia. Enquanto as labaredas envolviam seu corpo, Simão gritava que era tão certo morrer inocente como as obras nunca acabarem. De fato, as obras da igreja duraram quase 300 anos. 

Ovo de Colombo

Num banquete na casa do cardeal Ximenes, ao ouvir o comentário de que, para descobrir a América bastava ter pensado nisso, Cristóvão Colombo desafiou os presentes a colocarem um ovo em pé sobre uma das extremidades. Como ninguém conseguiu, Colombo bateu ligeiramente a ponta do ovo na mesa e assim o colocou em equilíbrio estável. Todos retrucaram que assim também o fariam. Sem dúvida, retrucou Colombo, mas era preciso pensar isso, e ninguém o fez, senão eu.

Bicho de sete cabeças

A expressão tem origem discutida, mas destaco a que indica que a sua origem está na mitologia grega, mais precisamente na história da Hidra de Lerna, uma monstruosa serpente com sete (ou nove) cabeças que se regeneravam mal eram cortadas e exalavam um vapor que matava quem estivesse por perto. A morte da Hidra foi o segundo dos famosos doze trabalhos de Hércules.

 

Salvo pelo gongo

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Ora já todos ouvimos - e usamos - vezes sem conta a expressão: salvo pelo gongo (ou saved by the bell na língua de sua majestade). O que muitos não saberão é que esta expressão tem uma origem, vá, sinistra.

Em pleno século XVII, quando alguém morria havia sempre a dúvida se estaria mesmo morto ou se estaria em coma. Como ninguém queria enterrar os vivos, os ingleses resolveram a questão inventando o caixão como mostra a figura. O morto era enterrado e, se estivesse vivo e acordasse, bastava puxar a campainha.

Mas para que a campainha funcionasse era preciso que alguém a ouvisse. Para que alguém a ouvisse era preciso estar por perto. E foi assim que nasceu o velório. Ficava sempre uma pessoa ao pé do caixão, por 3 a 4 dias para poder salvar o morto caso estivesse vivo.

(notaram a série de contradições? pois, mas não há forma mais fácil de explicar)

Já agora e a título de curiosidade, conto-vos um episódio curioso e sádico relatado num livro que tenho algures na estante. Estava a decorrer um funeral no campo, na Inglaterra e o caixão ia à frente em cima da carreta puxada pelos cavalos e acompanhada, atrás, pelos familiares do morto. O morto, que afinal estava vivo, acordou a meio do funeral e saiu do caixão a correr sem ver para onde ia e por isso não reparou que vinham uns quantos cavalos com os respectivos cavaleiros na estrada. Resultado, foi espezinhado pelos cavalos. A seguir voltaram a mete-lo no caixão e o funeral seguiu sem mais demoras...