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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Como falar (e escrever) melhor português

Leituras (Imagem Pixabay)

 

Não há instância da nossa vida em que o domínio da língua não seja importante. Dar erros de português provoca doenças? Não. Mas além de, a mim, nalguns casos, provocar ligeiros enfartes do miocárdio (figurados), pode prejudicar-nos no trabalho e na vida pessoal. 
Atire a primeira pedra quem nunca descartou à primeira conversa aquele jeitosão porque ele diz hádes

 

É preciso ver que nem toda a gente chicoteia a língua portuguesa por desprezo puro. Nem todos têm as mesmas oportunidades de formação. E para além disso os calinas das aulas de português do passado, podem arrepender-se no presente. Mais além ainda, há pessoas que geralmente falam e escrevem sem erros, mas continuam a dar alguns por desconhecimento ou desatenção e querem aumentar o seu vocabulário. Eu, por exemplo, tenho uma deficiência grave ao nível do uso de vírgulas e tenho de pensar sempre dez vezes antes de escrever carrocel ou expectativas (e outras onde confundo o uso do o e do u).


Como fazê-lo então? Se o tempo de escola já foi (ou nem foi)?

A solução está numa palavra tão curta, que não há como errar ao escrevê-la: LER!

Ler algo, ler mais, ler melhor.

 

Encontrar o(s) género(s) em que nos sentimos confortáveis – nem que sejam romances de cordel – e aprender durante um momento de lazer, muito naturalmente. Aos poucos, vamos melhorar, mesmo sem a perceção palpável disso. E não quero ouvir ninguém dizer que não gosta de ler. Sobre isso já vos falei.

 

De resto, podem ler o que quiserem, quando quiserem (toda a gente consegue ler uma página e meia que seja antes de fechar os olhos ou à hora de almoço), em papel ou num ecrã, emprestado, vosso, pela web. Tenham uma mínima atenção à fonte: ler determinadas editoras que não reveem as obras que publicam pode resultar mal e muito do que se vê na net (incluindo blogs) está bem escrito como eu bem danço (nada). Na dúvida, sigam sugestões e referências de pessoas em cujo gosto e nível de português confiam. Ou, se quiserem, posso fazer um próximo post sobre isso. 

 

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5 Dicas para Fazer Mudanças

Mudanças - Imagem Pixabay

Como sabem (ou podem fingir que sabem) esta Maria que vos escreve (e faz hoje aninhos, não se coíbam de ir lá ao blog dar os parabéns) deu uma voltinha à sua vida e mudou-se  da terra dos mouros para norte, a 3 horas de distância da rua onde podia jurar que moraria para sempre. Fazer mudanças é difícil. Fazer mudanças para tão longe e sem tempo útil para tratar delas é pior que resistir a doces por 66 dias...

Ficam então as dicas que nos têm poupado dinheiro e tempo (e paciência):

 

1. Deitar fora tudo o que não usaram (ou viram) no último par de anos. Vão descobrir que têm infinitamente mais tralha do que juravam em sítios da casa onde já nem se lembravam que estavam a servir de armazém (mas também bem à vista). Se algo vos provoca a expressão "ah, já nem me lembrava que tinha isto": vai fora. Se fiz isso com todas as coisas que vi e devia ter deitado fora? Não. Foi assim que acabei com 53 caixas cheias de tralha para trazer para cima. Mas falando em caixas... 

 

2. Uma questão de caixas...grátis. Como disse, a minha estimativa era encher 4 caixas e meia: ora bem, uma para os tachos e copos, duas com roupa, uma com livros, meia com outras cenas. Yeah, right. Pois bem, 4 caixitas médias na AKI custam 5€ e picos. 53 caixas pedidas no LIDL e no Mini Preço lá da zona custaram: 0€. Falem com os super mercados da zona para que vos guardem caixas e recolham nos dias que vos indicarem. As da Panidor têm o tamanho ideal, as de bananas são bem resistentes para as coisas mais pesadas. Sim, estou uma especialista. 

 

3. Se tiverem mobília, eletrodomésticos e tuditudo para mudar e muita pressa e poucos braços, considerem contratar uma empresa de mudanças. Acreditem, quando forem fazer as contas a tudo (sobretudo quando envolve muitos quilómetros, portagens, aluguer de camião e afins) o preço acaba por ficar bastante semelhante, numa equação que não envolve força de braços. Vão encontrar preços para todos os gostos e as modalidades preço à hora vs preço fixo. Eu dou preferência ao preço fixo porque gosto de saber com o que contar (e se posso contar) e sei que estas coisas levam sempre mais tempo do que o estimado. Peçam muitos orçamentos para terem opções e leiam muitas reviews das empresas na net antes de fazerem a vossa escola.

 

4. Antes de começarem a empacotar tudo sem distinção separem devidamente as coisas que vão precisar durante o processo de mudanças e nas horas (dias?) seguintes. Roupa para dois ou três dias, calçado, artigos de higiene e mesmo toalhas e lençóis à mão é capaz de não ser mal pensado. Vão ser as primeiras coisas de que vão precisar e sabe-se lá a que horas terminam as mudanças.

 

5. Peçam ajuda! A amigos e familiares e à vizinha que mora com o seu gato. Acreditem, eu também não queria (e achava que não ia precisar). Mas quando em 48 horas tive de encaixotar uma casa e ao fim do segundo tinha exatamente uma divisão pronta, tive de me render às evidências.

 

Um truque simples para ter mais likes na minha página de Facebook.

Disclaimer: Não se deixem enganar por fórmulas mágicas. A única coisa que traz mais pessoas a um blog ou página de Facebook ou Instagram é bom conteúdo ("bom" é relativo, mas digamos antes: conteúdo de interesse para determinado público). Se já leram alguma coisa sobre marketing digital encontraram muitas vezes a expressão "o conteúdo é rei" e muito embora seja uma área sempre em evolução, esta é a verdade que nunca ficou ultrapassada. 

Mesmo os passatempos são como pensos rápidos: a página chega a mais pessoas e de repente tens ali um punhado de seguidores novos, mas se não provares que mereces a sua atenção gerando interesse, é certinho que no final do passatempo o número de fãs volta a descer. A mesma coisa com os anúncios pagos, trocas de menções ou quaisquer truques fáceis para chamar mais gente. Trazê-los até pode ser relativamente simples, mantê-los é que é "o delas". 


Mas sim, tenho uma técnica para partilhar convosco que descobri recentemente e tenho aplicado com bons resultados. Porquê? Porque respeita a máxima do conteúdo ser mais importante e basicamente ensina a "repescar" as pessoas que já mostraram gostar do conteúdo que produzimos.

 

Convidem as pessoas que gostaram das vossas publicações a gostarem da vossa página. 

É mais comum do que seria de esperar. Muita gente (amigos de seguidores, sobretudo) acaba por interagir com os posts de uma página sem se dar ao trabalho de gostar da página - ou mesmo achando que já gosta, visto que ela aparece às vezes no feed (por via da interação de outros, seus amigos). 


Passo 1: Identificar posts com vários likes/gostos e abrir a lista de pessoas que reagiram ao post. 

Post Maria das Palavras no Facebook

 

Passo 2: Na lista de pessoas surge um botão ao lado que dirá Invite / Convidar quando a pessoa não tiver já assumido que quer seguir a página. É só clicar nele, mas ATENÇÃO, o convite é enviado do vosso perfil e não em nome da página. Aparecerá Fulana X convida para Maria das Palavras. Eu tenho um perfil do blog e é esse que uso para alimentar a página e portanto o convite vai com o nome do perfil, mas quem tenha apenas o seu perfil pessoal e uma página anónima e não queira associar os dois de forma nenhuma não deve usar esta técnica (ou pode criar um perfil para o efeito). 

 

Exemplo - Facebook Maria das Palavras

 
Só aceitará o convite quem achar que faz sentido para si e não correm o risco de convidar a mesma pessoas variadas vezes (torrando-lhe a paciência) porque as pessoas que já foram convidades e (ainda) não aceitaram aparecem como Invited / Convidadas, como ali a Raquelina. Peço desculpa por não ter disfarçado os nomes mas é informação pública que qualquer pessoa consegue ver ao visitar a minha página - se alguém me quiser dar nas orelhas por isso é só informar que eu troco as imagens. 

E foi a mini-pérola de hoje. Boa sorte!


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Desenformar bolos sem nojinhos

Não quero levar-vos ao engano: prefiro que me façam os bolos do que ser eu a fazê-los em qualquer circunstância. Mas quando os faço quase tudo me dá prazer menos uma etapa muito particular: untar a forma. Ele é manteiga nas unhas, ele é farinha na roupa, ele é o diabo a quatro. E aquela sensação gostosa (#sqn) de estar a tocar na manteiga melequenta que nasceu para se derreter em cima de pão caseiro e não para isto? Não precisam dizer: eu sei que isto sou eu armada em princesa e muita gente o faz sem qualquer dificuldade. 

Mas...não precisam! Há duas coisinhas mágicas que fizeram com que eu voltasse a fazer bolos com mais regularidade (menos agora por causa dos 66 Dias sem Porcarias)  e sem nojinhos. A saber:

 

 

1. As formas de silicone

 

forma_silicone_bolo_mor_4.jpg

Compram-se em qualquer hipermercado (a da imagem por exemplo, são 6€ no Continente) e massa nenhuma se pespega à parede. Tenho uma assim, uma sem buraco, duas de meia dúzia de queques, uma que faz desenho de flor e uma de tarte. Abençoadas. Na maior parte das receitas (que eu uso, pelo menos) não faz qualquer diferença na textura ou sabor, mas faz uma diferença maluca na minha predisposição para fada do lar. E se me disserem que o bolo X não ficam igual fazendo em silicone eu digo; acredito, nesse caso vou fazero bolo Y.

 

2. Spray para untar

 

Spray para Untar (Amazon)

 

A primeira vez que o vi foi no El Corte Inglès (nem perguntem o que andava lá a fazer, o mais provável é ter ido cinema e ter-me perdido no labirinto que é este centro comercial). Foi amor à primeira vista. Achei caro, mas compensador. E foi. Entretanto já o deitei fora por ter passado a validade - que até é longa, deve ser sinal que tenho de fazer mais bolos, mas assim que puder já compro outro, até porque já vi que há na Amazon (tudo há na Amazon). E parece que a Fula também tem um amiguinho destes agora. Também podem vir-me com a cantiga que não são saudáveis (porque a manteiga, é?), mas hoje em dia nada é saudável, nem o leitinho que cá para mim era dado adquirido, portanto não me parece desculpa válida para não usar. 

 

Espero ter-vos sido útil. Se não fui, reajam fazendo-me um bolo. De chocolate. Mas já sabem, só depois dos 66 dias(aliás o tema deste post pode ter sido afetado por isso mesmo, mas não garanto).

 


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Como fazer download de vídeos do Facebook

Já vos aconteceu quererem partilhar com alguém que não tem Facebook (sim, essas pessoas existem) um vídeo que viram no Facebook? Um que esteja mesmo alojado lá e não no Youtube ou outro assim? Pois, a mim já. Foi com pressa que tentei arranjar solução (era mesmo importante mostrar esta cena) e com alegria que a encontrei. 


Encontrei a explicação num fórum da comunidade do Facebook em inglês. Eis o que devem fazer (apertem os cintos que são alguns passos, mas são simples): 


1. Colocar o vídeo a dar no Facebook
2. Enquanto o vídeo está a passar, clicar nele com o botão direito do rato e clicar na opção Show video URL / Mostrar URL do vídeo.
3. Copiar o URL e pausar o vídeo.
4. Abrir um novo separador no browser e colar o URL copiado. 
5. Na barra de endereço trocar o www por m e clicar no ENTER no teclado
6. Colocar o vídeo a dar 
7. Enquanto o video passa clicar nele com o botão direito do rato e clicar na opção Save video as / Guardar como.
8. Guardar na pasta que quiserem, com o nome que quiserem.


E pronto está ao vosso dispor para verem, reverem e enviarem a quem queiram (Whatsapp ou email, entre outros - se for um ficheiro muito pesado usem o WeTransfer). 
Podem ver estas mesmas instruções neste vídeo, se tiver ficado alguma dúvida: 

 

 

 

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5 Regras para emprestar livros

Imagem Pixabay - Books

 

Eu gosto muito de ler e gosto muito de partilhar os livros que leio. Cada livro é uma viagem que merece ser feita por mais de uma pessoa. Não gosto que os livros morram nas estantes (mania minha) e quanto mais gosto do livro, mais acho que merecem novas vidas (novos olhos, novas mãos). Por isso não tenho pudor nenhum em emprestá-los. Riscar o "nenhum". Não tenho pudor em emprestá-los seguindo algumas regras preciosas: 

 

1. Despir o livro.
Que é como quem diz, por educação (e recato) retirem marcadores que não pertencem ao livro (e faturas que serviam de marcador) ou qualquer outra coisa que tenham deixado no meio enquanto o liam (o passe?). Uma vez peguei num livro meu e encontrei uma nota. Foi uma sensação boa, mas fiquei feliz por não o ter emprestado antes de volta a pegar nele...

 

2. A pessoa certa.
Não é física quântica nem um exercício para encontrar uma alma gémea, é fácil encontrar pessoas adequadas a quem emprestar os livros e não tem nada a ver com a sua rapidez de leitura. Tem a ver com a regularidade com que vêem essa pessoa. Se a vêem frequentemente ou se conhecem minimamente, força. Se é aquela pessoa que adora ler, mas mora em Travincos e não sabem se mais alguma vez a vêem, pensem duas vezes. Claro que também convém que tratem bem dos bens alheios e que o devolvam com moderada rapidez, mas isso acaba por ser secundário face à possibilidade de nunca mais verem o livro. 

 

3. Apontar
Não é por não confiarem na pessoa a quem emprestaram o livro, é mesmo por não confiarem na vossa memória. E às tantas andam a revirar a casa para emprestar o livro X a alguém e já o tem emprestado a outra pessoa só que não se lembram. Ou lembram-se, mas não sabem quem é. E às tantas até a pessoa que tem o livro já não se lembra de quem lho emprestou. Por caridade, abram uma folha de Excel e apontem os livros emprestados - aos outros e a vocês (com data).
 
4. Adeus à vergonha
Não faz mal pedir o vosso livro de volta. A outra pessoa sabia que não era uma oferta e sim um empréstimo. E se precisam dele ou o querem de volta por já ter passado muito tempo, não faz mal nenhum que o peçam. Garanto que se passaram três anos (e sabem porque apontaram certo? nada de confiar na memória) a outra pessoa já não o vai ler. E às tantas até fica aliviada. 
 
5. À troca!
A não ser que tenham mil na estante por ler (ou mesmo que tenham) é sempre bom pedir um livro à troca que a outra pessoa tenha gostado. Exploram novos horizontes - ou quem sabe até é aquele livro que vos despertava curiosidade há muito. Se isto não vos convencer pensem que é uma forma de pressão e podem fazer uma chamada de chantagem mais tarde: Se quer ver o seu livro com vida, deixe o meu debaixo da ponte amanhã à meia noite em ponto. Caso contrário devolvo-o página por página por correio ao longo dos próximos meses...
 
 
 
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3 Dicas de Produtividade

Dicas de Produtividade - Maria das Palavras para Aprender Uma Coisa Por Dia

 

Há mil técnicas e é certo que nem todas funcionam com toda a gente, mas eis os três passos que me fazem de forma mais eficaz parar de procastinar e completar a tarefa em mãos, seja ela qual for: trabalho, projeto pessoal, terefa doméstica... 

 

1. Começar pela tarefa dolorosa. 

Às vezes é mais fácil pensarmos: então vou só ver ali o Facebook e já começo a trabalhar ou "vou só ver um episódio/ler um capítulo e a seguir faço isto". Erro. Para já não aproveitamos a atividade de distração porque sabemos que não era isso que devíamos estar a fazer e depois porque distração puxa distração. E trabalho puxa trabalho. Se começarmos por ver o Facebook passamos ao Youtube e acabamos a ler blogs. Se começarmos por responder a um email, passamos a verificar aquela outra coisa e acabamos a fechar outro assunto importante.

 

2. Usar um temporizador. 

A mim ajuda definir limites temporais para as tarefas penosas, sobretudo aquelas que não se fazem num instantinho. Assim, posso definir, por exemplo, que passarei pelos menos 5 horas nesse dia a trabalhar no projeto X e assim que as concluir posso dedicar-me a outras coisas. Mas não vale abandalhar. Dois minutos a passar roupa roupa ou escrever relatórios parecem três anos. E dois minutos a jogar Candy Crush parecem 7 segundos. Por isso uso uma aplicação do Google Chrome, chamada Stopwatch & Timer no desktop. Quando estou dedicada à tarefa coloco a andar, se parar (nem que seja para falar ao telefone) ponho em pausa. 

 

3. Dividir a tarefa em partes e riscar, riscar, riscar.

Se for um projeto já terá naturalmente diferentes sub-tarefas. Se for simplesmente o decorrer da profissão em si, também será fácil ter uma lista de atividades a cumprir diariamente (ou noutra extensão temporal). Mesmo se for limpar a casa podemos dividir em tópicos por divisão e tarefa. E mesmo que seja só passar a ferro, podemos dividir por peças de roupa. O importante é começar com uma lista, mais ou menos fixa, que vamos riscando à medida que cumprimos porções. E assim de cada vez que cumprimos e riscamos uma das linhas temos uma sensação positiva que motiva a continuação. Não vale é pensar: uff, já risquei duas tarefas de cem, mereço ir  fazer uma maratona de leitura...Pelo menos, não muito regularmente. Eheheh.

 

 

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Já atualizaste os teus contactos de emergência?

Talvez isto seja novidade apenas para mim, mas fiquei bem impressionada e achei por bem partilhar. Como mudei "recentemente" de residência e portanto (finalmente) de médico de família - que acho que já nem tinha, acedi ao serviço online do SNS em https://servicos.min-saude.pt/utente/ - o Portal do Utente - para ver qual era o meu novo centro de saúde, médico de família atribuído e para marcar a minha primeira consulta no novo centro.

 

SNS Portal do Utente

 

Ao contrário das minhas piores expectativas, funcionou tudo na perfeição. A marcação de consultas então, foi fenomenal (eficiente, podendo escolher data e hora de maior conveniência dentro dos horários vagos e depois foi só aguardar confirmação), e ainda aprendi que podia atualizar muitas outras coisas, incluindo alergias, medicação e doenças, de forma a que a informação possa ser consultada por profissionais de saúde - as autorizações também são editáveis -, marcar consultas, pedir comprovativos, pedir receitas e tudo e tudo. Também lá estará para consulta o Testamento Vital (assim exista) e outra série de dados. 

 

SNS - Portal de Saúde | Funcionalidades

 

Tudo isto valerá a pena que atualizemos com regularidade, no que depende de nós, mas destaco a área de Contactos de Emergência, que pode ter vários contactos, organizados com a prioridade que lhes quisermos atribuir. O que é bastante útil visto que não podemos escolher quando ou com quem a coisa pode correr para o torto. São as intermitências da vida.

Os meus critérios foram: pessoas mais próximas (afetivamente), por ordem de distância geografica, uma por cada contexto em que me insiro e, finalmente, por ordem de capacidade de encaixe em tempo de crise (esperada, porque nestas coisas nunca se sabe). 

Contactos de emergência atualizados? Check! Agora é a tua vez.

 

 

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10 Coisas que Todos devíamos saber sobre a Doença de Alzheimer

Alzheimer - Maria das Palavras (imagem Pixabay)

 

Estes factos foram recolhidos no site da Alzheimer Portugal (onde podem obter muito mais informação) com o apoio de uma porta-voz da instituição. Claro que os comentários parvos são meus. Mas nada como usar o humor para aligeirar uma situação que de ligeira não tem nada. São dez factos importantes. A saber:

 

  1. Ninguém tem Alzheimer.

O que as pessoas têm (infelizmente) é a doença de Alzheimer. O Alzheimer é o senhor Alois Alzheimer que identificou a doença em 1908. Por isso “ter Alzheimer” seria ter o senhor lá em casa – ora o homem até já morreu e a família podia não gostar muito disso. Como já foi em 1915 que morreu, aposto que vocês também não iam adorar.

 

  1. É o tipo mais comum de demência.

50 a 70% dos casos de demência são de Doença de Alzheimer. Pelo que, pelo menos, devíamos saber dizer o nome corretamente...

 

  1. Não é tão hereditária como pensamos...

A forma mais comum da Doença de Alzheimer, afeta pessoas independentemente de haver casos na família ou não e até à presente data o único fator de risco evidente para o desenvolvimento desta doença parece ser a existência prévia de um traumatismo craniano severo. Há um gene apenas identificado como estando associado à doença (ApoE14) e que portanto pode ser transmitido de pais para filhos, mas também pode ser transmitido sem que a doença se venha a manifestar (o que acontece em metade dos casos). Neste caso, nem estamos a falar do tipo mais comum de Doença de Alzheimer, mas de um tipo que se desenvolve entre os 40 e os 60 anos e que apresenta um número reduzido de casos face à Doença de Alzheimer mais comum que surge a partir dos 65.

 

  1. O esquecimento não é o único sintoma.

E se eu disser que os sintomas incluem, por exemplo, coisas simples e que não associamos normalmente à doença, como: apresentar um discurso vago durante uma conversa, perder entusiasmo na realização de atividades anteriormente apreciadas ou demorar mais tempo na realização de atividades de rotina? Faz-nos querer estar um bocadinho mais atentos, não é?

 

  1. Pode ser confundida com depressão ou...carências nutricionais!

É verdade...não tem um diagnóstico tão direto como pensávamos, pois não? As pessoas começam a ficar esquecidas e já está...Só que não! O diagnóstico, que importa ter o mais cedo possível, é obtido através de uma série de exames e análise da pessoa e do seu historial. E 100% de certezas, só mesmo após a morte, ao observar o tecido cerebral.

 

  1. Ter diabetes, colesterol, tensão alta...são fatores de risco.

Não basta não ser tão genético como pensávamos: a verdade é que podemos fazer alguma coisa para não alimentar esta doença. Uma dieta equilibrada e exercício físico podem ser chave (normalmente só ouvimos falar em exercícios mentais, mas o Sudoku não é mais importante que o “mexer o cu”). Não há nada que possa prevenir a doença de Alzheimer garantidamente (pelo menos identificado, até ao momento), mas o exercício físico e mental, bem como os bons hábitos alimentares, podem ajudar a reduzir o risco ou adiar o seu desenvolvimento.

 

  1. Devíamos todos saber um bocadinho mais sobre isto.

A Demência afeta 1 em cada quatro pessoas a partir dos 85 anos. Tendo em conta que a esperança média de vida é cada vez maior há uma alta probabilidade de nós ou um dos nossos vir a sofrer com a Doença de Alzheimer. Nesse sentido todos deveríamos ter mais informação sobre a doença, desde os fatores de risco – que já vimos que estão longe de ser maioritariamente genéticos – aos sintomas, às formas de lidar com a doença.

 

  1. As mulheres são mais afetadas.

As mulheres constituem entre dois terços e três quartos das pessoas com demência. O risco de demência duplica a cada 5 anos depois dos 65 anos, sendo a idade o maior fator de risco. A esperança média de vida é mais elevada nas mulheres, pelo que existe um maior número de mulheres com demência.

 

  1. Não há cura.

Há medicação que pode ajudar a estabilizar a doença e a combater outros efeitos da mesma (como a depressão) mas a doença não regride, nem se cura. Pelo menos não até ao momento.

 

  1. O Passeio da Memória é mais do que um passeio no parque.

O evento ocorre anualmente e em vários pontos do país e todos estamos convidados: não só doentes e cuidadores, mas toda a gente que encaixe na categoria “ser humano”. E agora que penso nisso, talvez até possam levar os vossos animais de estimação. É um importante momento de sensibilização para a doença, em torno da data em que se marca o Dia Mundial da Doença de Alzheimer (21 de Setembro) e de recolha de donativos, organizada pela Alzheimer Portugal. A inscrição/donativo são 5€ e podem juntar-se ao “Passeio” aqui. É a altura do ano em que se ouve falar mais da doença – e tendo em conta que é uma doença que pode afetar cada um de nós ou dos nossos familiares (nunca sabemos – não sou da política do medo, mas sou da política da informação-na-mão) talvez seja bom gerar todo o impacto possível. Vamos todos?

 

 

[Nota: Não é a primeira vez que se fala e Alzheimer por aqui. Ora espreitem. Este artigo também foi publicado no blog Maria das Palavras - achei que era de tal forma importante que nenhuma réplica seria demais. Partilhem também, se acharem que devem. Eu acho.]

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As marcas do país trocado

Há marcas que fazem mais ou menos como aqueles casais do bairro da lata que chamam Carminho e José Maria aos filhos. Ou seja, os donos dão-lhes um nome que as fazem parecer uma coisa que não são, para obterem respeito. No caso, para parecer que são doutro local. Doutro país. 
Chama-se a isto, nos meandros do marketing, o foreign branding. Por exemplo, é muito comum que as marcas de cosmética utilizem nome que soam franceses porque lhes reconhecemos autoridade nisso da beleza e da moda, ou que marcas orientais usem nomes ingleses por uma questão de globalização. Eu também devia ter dado um nome francês ao meu blog (se quisesse usar esta técnica) porque é o país de onde saíram mais premiados com o Nobel da Literatura. Estou mesmo a considerar passar a Marie des Mots

Algumas marcas bem conhecidas, pelas quais dávamos uma perninha, batendo com a mão no peito, jurando que são daqui ou dali...não são. Querem jogar às adivinhas? Vamos a isso. 

A galeria de fotos seguinte apresenta-vos a marca e logo a seguir (cliquem na seta) revela o país a que pertence. Depois digam-me nos comentários quantas acertaram (se tiveram de julgar pelo nome, claro).