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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Problemas com a Língua Portuguesa na escola?

           Há uns anos atrás, todos os alunos que tinham dificuldades na escola eram intitulados como 'burros' ou como 'preguiçosos' para estudar. Finalmente, com o desenvolvimento da sociedade estes dois adjectivos começaram a ser eliminados gradualmente, apesar de ainda haver muitas pessoas que não entendem que se a criança tem dificuldades em aprender é porque poderá ter algumas bases irregulares do seu desenvolvimento. Como uma casa, primeiro precisamos de fazer as paredes para conseguirmos fazer o telhado, no desenvolvimento da criança é também necessário ela ter determinadas competências para conseguir aprender coisas na escola, nomeadamente, a escrever e a ler. Uma das mais importantes bases para uma boa aprendizagem das competências de leitura e escrita é a consciência fonológica.

          A consciência fonológica é aquilo que nos permite conhecer e manipular os sons da nossa língua, por exemplo: dividir uma frase em palavras, dividir as palavras em sílabas, reconhecer os sons presentes em cada palavra, identificar por que som começa uma determinada palavra e até conseguir distinguir sons em palavras muito semelhantes (por exemplo: bata e pata). Esta é uma das bases para a aprendizagem da leitura e escrita.

               Ao fim de alguns meses de vida (2 meses) uma criança com o desenvolvimento normal já sabe quais são os sons da sua língua materna e os que não são, no entanto até aos 5 anos a criança já deve ser capaz de fazer jogos de rimas, dividir as palavras em sílabas, assim como dividir frases em palavras. Aos 6 anos, já deve conseguir manipular os sons e identificar sons semelhantes em palavras.

        É quando este desenvolvimento normal não ocorre que começam a aparecer as primeiras dificuldades no primeiro ano de escolaridade, até lá a criança não foi devidamente estimulada de forma lúdica ou poderá ter perdido alguma etapa do seu desenvolvimento normal. Normalmente, quando os pais me vêm com queixas como 'O meu filho a escrever confunde sempre o /p/ pelo /b/', ou 'Ele fala muito bem, mas lê por sílabas e dá muitos erros a escrever', vejo imediatamente uma Perturbação Fonológica, que muitas vezes está associada a outras problemáticas.

         Normalmente explico que a Perturbação Fonológica é como se os sons estivessem desorganizados na cabeça, que cada um tem a sua gaveta, mas que no meio de tantos alguns se perderam e foram parar ao local errado e que simplesmente é necessário voltar a reorganizá-los para depois aparecerem correctamente enquanto lemos ou escrevemos. Hoje, já com alguma prática nesta matéria, apercebo-me que muitos dos meus amigos de escola que reprovaram e que tinham problemas escolares, poderiam no fundo ter este tipo de perturbação e que se tivesse sido diagnosticado e tratado, talvez hoje tivessem mais sucesso na vida.

          Não há crianças burras, como nos faziam crer antigamente, há crianças com problemas de aprendizagem e simplesmente é necessário identificá-los atempadamente. O tratamento pode ou não ser mais prolongado, mas terá sempre um grande impacto no processo de aprendizagem da leitura e escrita.

             Por isso, se o seu filho tem alguns problemas de leitura e escrita o ideal é ir fazer uma avaliação ao Terapeuta da Fala, pode ser algo tão simples como uma Perturbação Fonológica.

Aceitam-se dúvidas ou questões!

 

(Imagens retiradas daqui e daqui)

Querida mãe de uma criança aos gritos no supermercado

O texto original foi escrito Por Stuffmomsay e acho que todas já nos deparamos com mães nesta situação ou fomos as próprias mães que, cheias de vergonha de bater em público nos nossos filhos, agarramos neles ao colo e deixamos tudo para trás:

 

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Querida mãe da criança aos gritos no super-mercado:

Eu sei que estás envergonhada. Consigo ver nos teus olhos o desespero ao tentares levantar o teu filho histérico do chão. Estás toda encarnada, e vejo que prendes as lágrimas nos olhos para não correrem cara abaixo.

Tens umas calças elásticas pretas e uma t-shirt, e tal como eu, o cabelo com um ar de quem não vê pente há dias, embora o tenhas lavado e arranjado esta manhã. Eu sei que me viste a olhar para ti. Mas quero que saibas uma coisa: eu não te estava a julgar!

Eu não estou a pensar que deverias ter agido de outra forma, ou teres sido mais ou menos qualquer coisa. Eu não me estava a questionar porque é que trazes uma criança para o super-mercado, porque sei que não deves ter sítio melhor para a deixares. Nem me estou a questionar porque é que não consegues controlar o teu filho. As crianças não são robots, são pessoas livres que, de vez em quando, também lhes salta a tampa, e por vezes em público.

Nem sequer estou a perguntar porque é que não és um mestre Jedi, que usa o poder da força para acabar de vez com essa birra. Não estou a perguntar porque é que o teu filho não te respeita ou não tem medo suficiente de ti para se calar no minuto que o mandaste calar, porque sei que não és nenhum “Putin”.

Queres saber o que é que eu estou a pensar enquanto olho para vocês?

Eu estou a pensar em quantas horas de sono terás dormido a noite passada. Aliás, quantas horas de sono terás dormido nos últimos dois anos.

Eu queria saber se, tal como o meu, o teu filho ainda acorda todas as noites a chamar, apesar de já ter tentado de tudo! Eu queria saber se o teu filho também acorda com as galinhas, a pedir para ver televisão e para tomar o pequenos almoço (que acabo por ser eu a comer porque não aguento ver mais comida desperdiçada)

Eu tento adivinhar quando terá sido a última vez que fizeste uma refeição completa sem teres um par de mãos em miniatura a tirar-te o prato ou uma criança ao colo. Provavelmente foi há muito tempo. Será que o teu pequeno almoço, tal como o meu, foi o resto das torradas dos miúdos e meia chávena de café? A outra metade estava fria, puseste a aquecer no micro-ondas e nunca mais te lembraste dela? Pois, eu também…

Será que ficas tão animada simplesmente por sair de casa, mesmo que isso signifique que o teu filho te vai pedir para comprar o corredor completo de brinquedos, vai descalçar os sapatos no carro, pedir para fazer xixi 200 vezes e passar metade do tempo a chorar enfiado no carrinho do supermercado?

Enquanto tentas pegar no teu filho aos gritos, e pergunto-me se será a sua hora da sesta, e tal como eu, tentas fazer tudo o que precisas a correr para chegar a casa e pô-lo a dormir. E que anseias que não adormeça no caminho (claro que vai adormecer!) , e assim, em vez de teres uma tranquila hora de silêncio, vais ter uma tarde infernal de choro, drama, gritos, mais café à temperatura ambiente, isto tudo enquanto imaginas que a qualquer momento vais passar para uma bebida mais forte!

Gostava de saber se estarás tão surpresa como eu com o quão difícil é a maternidade, mas no entanto não mudarias nada!
Gostava de saber se amas os teus filhos mais do que pode ser descrito em palavras, e repetias tudo outra vez sem pestanejar. Menos a parte das birras!

Gostava de te perguntar se estás bem. Já levantaste o teu filho do chão e vais-te embora deixando o carrinho cheio de compras para trás. “I’ve been there!” Espero que os teus dias melhorem!

Acontece a qualquer uma. Basta ser mãe.

 

Fonte: aqui 

'O meu filho precisa de ir à Terapia da Fala?'

(Imagem retirada daqui)

 

    Uma das perguntas com que me deparo com maior frequência é sobre o quando uma criança deverá ir ver o Terapeuta da Fala. Às vezes basta os pais dizerem-me os que os preocupa e a idade da criança para saber o que me espera, no entanto, aconselho sempre uma avaliação apenas para o despiste e para deixar os pais mais tranquilos. Foram muitas as avaliações que fiz apenas para consciência dos pais, pois as queixas vinham-me parar aos ouvidos e a palavra 'normal' colava-se às características que os pais me apresentavam. Perguntas como 'é normal a minha filha aos 5 anos não falar muito?', 'o meu filho de 4 anos não diz o L nas palavras, estou preocupada!', 'sabe, ele fala desde os 2 anos e agora com 4 gagueja, que faço?' ou até 'tem 2 anos e não diz nadinha!', são bastante frequentes. Os pais que me conhecem apanham-me na rua e perguntam-se se acho normal, e caso seja ou não, respondo sempre a necessidade de fazer uma avaliação e (o mais importante) lembrar-lhes que cada criança tem um ritmo de aprendizagem próprio.

      Hoje em dia os pais já estão mais alertados (pelo menos alguns) para as capacidades de aprendizagem dos filhos, ainda assim, o conceito de normalidade preocupa-os com o receio de que as suas crianças estejam atrasadas em relação aos outros. O que acho que falha é na transmissão de informação para os pais do que é normal em cada idade, dando sempre uma margem de alguns meses, eu faço questão de apresentar tabelas e livros com provas do que é normal aos pais dos meus meninos. É a apresentação da 'normalidade' que os deixa mais tranquilos. Por isso, antes de mais, em casos de dúvidas é só perguntar.

       Contudo, hoje apresento-vos alguns aspectos que deverão ser tidos em conta ao longo do desenvolvimento da criança que podem dar um alerta para a necessidade de procurar um Terapeuta da Fala.

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    Espero ter conseguido tirar algumas das vossas dúvidas, ainda assim, se persistirem é só perguntarem!

A Terapia da Fala

(Imagem retirada daqui)

 

     Hoje, de uma forma breve e simplista, será explicado o que é a Terapia da Fala, a minha profissão. Uma área da saúde que há poucos anos começou a ganhar terreno e que, apesar do seu crescimento, se mantém incógnito para muita gente. Hoje será transmitido o básico da Terapia da Fala e todas as semanas serão faladas as áreas específicas da profissão, algumas doenças e a Terapia da Fala e dúvidas que desse lado possam surgir.

 

O que é a Terapia da Fala?

     Se formos começar por uma definição poderemos dizer que segundo a Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala, o Terapeuta da Fala é responsável por avaliar, diagnosticar e reabilitar ou habilitar perturbações relacionadas com a comunicação, linguagem, fala e funções estomatognáticas (entenda-se mastigação, deglutição, respiração). Sendo o Terapeuta da Fala o terapeuta da comunicação, é necessário que este tenha em conta todos os tipos de comunicação, sejam eles verbais ou não-verbais.

     Esta é a versão ‘pomposa’ do que o Terapeuta pode fazer, mas a realidade é que ainda assim muita gente não saberia explicar e explorar o que o terapeuta da fala faz na realidade.

 

Quais as áreas de intervenção e com quem trabalha o Terapeuta da Fala?

      A maioria das pessoas com que me cruzo pensam que Terapia da Fala é só ensinar crianças a falar “ah tu ajudas as crianças a dizer o L quando não sabem!”, sim é verdade que o faço, mas faço muito mais que isso.

      As áreas de intervenção de terapia da fala podem ser divididas em: Linguagem (oral e escrita), comunicação, articulação, voz, deglutição, motricidade orofacial e fluência. Cada uma destas áreas pode ser trabalhada em todas as faixas etárias, desde crianças a adultos. Não é por se ter 80 anos que não podemos melhorar as competências de mastigação e não é por se ter 7 anos que não podemos ensinar uma criança a não abusar da voz e não ficar rouca com tanta frequência. O Terapeuta da Fala está responsável por todas estas áreas de intervenção, mas é necessário ter em atenção que esta valência da área da saúde pode ter de ser complementada com outras, nomeadamente, Fisioterapia, Terapia da Ocupacional, Ortodontia, Otorrinolaringologia, Audiologia, entre outras, até professores e educadores. Para se obterem os melhores resultados de cada caso é necessário o terapeuta trabalhar em equipa e coordenar os seus objectivos com outros profissionais, e claro com a família e o paciente em questão.

 

Onde trabalha o Terapeuta da Fala?

      Em tempos o local de trabalho mais comum para um Terapeuta da Fala seria num consultório médico, hoje em dia a tendência do terapeuta é enorme. Já podemos encontrar terapeutas em hospitais, clínicas de fisiatria, centros de reabilitação, escolas, infantários, lares de idosos, gabinetes privados, centros de saúde, IPSS e até em serviços ao domicílio.

      A Terapia da Fala tem aumentado a sua presença em vários locais, ainda está em crescimento e há imensas entidades que ainda não compreendem a importância da terapia em diferentes contextos, mas aos bocadinhos temos conseguido ganhar terreno.

 

      No fim, apenas podemos dizer, apesar do nome sugerir que Terapia da Fala é só fala, que Terapia da Fala é muito mais que isso!

Infertilidade Feminina

 Como devem saber na passada segunda feira foi o dia de todas as crinças- http://aprenderumacoisanovapordia.blogs.sapo.pt/dia-mundial-da-crianca-50852. Mas há muiitos casais que não as conseguem ter. 

 

Nos últimos anos o aumento da infertilidade é notório e hoje deixo-vos alguns dos factores femininos que contribuem para tal.

 

Obesidade: o excesso de peso reduz a produção de hormonas, prejudicando o bom funcionamento dos ovários.

Se o excesso de peso é um dos factores que causam infertilidade, a magreza é outro: as mulheres com um índice de massa corporal reduzido têm dificuldades em produzir leptina, o que leva à ausência da menstruação.

Idade: Devido À menopausa

Genes Maternos: Se a nossa progenitora teve a menopausa cedo, é normal que nós também tenhamos, sendo a fecundação cada vez mais fraca. 

Químicos: A exposição a poluentes, pesticidas e compostos industriais diminui a capacidade de uma mulher engravidar em 29%

Tabaco, drogas e álcool- 13% dos casos de infertilidade do mundo têm como consequência o tabaco.

Amamentação: No período de amamentação há menos probabilidade de engravidar.

Exercício físico em excesso: treinar exageradamente alteras as hormonas e prejudicar a ovulação.

 

 

Fontes:

  • http://www.hmsj.com.br/centroreproducaohumana/causas-infertilidade
  • http://www.brasilescola.com/biologia/infertilidade.htm