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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Casamento Português - Tradições

Hoje quero homenagear aqui as noivas portuguesas em geral e a noiva M.J. em particular, sei que será uma noiva de Maio e por isso resolvi pesquisar sobre as tradições do casamento tipicamente português*.

 

Se bem que a M.J. já fez saber que não há cá arroz lançado sobre as cabeças dos noivos e nem fitinhas de tule no carro... aguardemos as fotos que a Maria nos vai mostrando no istagram...

 

 

  • «Tudo começa com o encontro na casa do noivo/noiva, onde se junta a família e amigos de cada um, respectivamente, e onde se serve a que será a primeira refeição antes da cerimónia. Coisas leves, como canapés e entradas. Esta comida normalmente é caseira, preparada pela mãe ou alguém da família do noivo/a.»

 

  • «Ainda em casa, os convidados recebem pedaços de tule para decorarem os seus carros, nos quais vão em "procissão" até ao local onde se realiza a cerimónia. E nesse percurso o não pode faltar são as famosas buzinadelas. Toda a terra ou cidade tem de saber que há um casamento naquele dia!»

 

  • A cerimónia típica de um casamento português pode ser também religiosa, ou seja, realiza-se numa igreja e seguindo os seus preceitos

 

  • «À saída os noivos levam com uma "chuva" de arroz e pétalas de rosa. Curiosamente a tradição do arroz foi adotada da tradição chinesa e significa fertilidade, abundância. Enquanto as pétalas representam o amor»

 

  • «Após a cerimónia, os noivos e convidados dirigem-se para o local do banquete e da festa. Servem-se novamente canapés, entradas e aperitivos, enquanto os noivos tiram fotografias os dois e depois com os convidados.»

 

  • Depois disto e finalmente passa-se ao banquete oficial. Os noivos dão início à refeição entrando na sala, enquanto são aplaudidos pelos convidados.

 

  • Depois de algumas horas, começa o tão esperado baile, aberto por uma valsa entre os noivos. A tradição manda que a noiva comece a dançar com o pai, que depois entrega a sua filha ao seu recente marido, tal como faz quando a leva ao altar. E a partir daqui a pista está aberta! Toda a gente dança, dos mais novos aos mais velhos. A música habitual e mais divertida que se ouve nesta festa é a música popular portuguesa. E casamento não é casamento, sem um comboio! Toda a gente se junta em fila a dançar, à medida que percorrem a sala.

 

  • Durante o baile, várias coisas acontecem:
    • Os noivos oferecem pequenos presentes de recordação deste dia tão importante nas suas vidas. O mais típico são os charutos aos homens.
    • Lança-se o tão esperado bouquet às convidadas solteiras. A noiva vira-se de costas para o grupo de raparigas solteiras, sem as ver e lança-o para trás, à sorte.
    • Parte-se o bolo da noiva e serve-se champanhe. Como tradição o bolo é partido pela noiva e pelo noivo ao mesmo tempo, significando que irão partilhar uma vida juntos.

     

  • E continua-se a dançar, a comer e a beber.

    • Até que já de madrugada é servido uma das coisas mais típicas portuguesas e também mais típicas de um casamento português e isto sim, por mais globalização que exista continua a ser só nosso: osaboroso caldo verde, que reconforta o estômago depois das energias gastas a dançar.
    • A última tradição da noite é a decoração do carro, onde os noivos partirão rumo à sua nova vida. Normalmente usam-se latas, que penduradas no carro, vão arrastando e fazendo o ruído e alarido desejados. Uma festa de casamento tipicamente portuguesa, é uma festa marcada principalmente por muita comida, música e alegria.

 

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Parabéns M.J.!

Aguardamos a reportagem!

 

 

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*(queria ser mais original, mas o tempo não me permitiu escrever um texto daí que sejam excertos da página acima referida)

Aliança

Deixando para lá as de namoro e as de noivado, falemos da origem da aliança de casamento, da união entre duas pessoas!

 

Segundo os historiadores, os Faraós  foram os primeiros a usar este acessório, que significava eternidade, perante uma promessa de honrar um compromisso ou um contrato.

A origem desta bijutaria ser usada para simbolizar o matrimónio vem dos hindus. 

Inicialmente, a aliança era vista como um certificado de posse sobre a noiva, indicando que esta não se encontrava disponível para mais nenhum homem. 

Durante o século IX, a igreja Católica adoptou a aliança como símbolo de união e de fidelidade entre os casais cristãos.

Quanto à sua forma, esta é circular, pois um círculo não tem fim- representando o amor eterno. 

É usada no dedo anelar porque antigamente se acreditava que nesse dedo havia uma veia ligada ao coração, e a mão utilizada é a esquerda pois diz-se que está mais próxima do coração.