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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Desenformar bolos sem nojinhos

Não quero levar-vos ao engano: prefiro que me façam os bolos do que ser eu a fazê-los em qualquer circunstância. Mas quando os faço quase tudo me dá prazer menos uma etapa muito particular: untar a forma. Ele é manteiga nas unhas, ele é farinha na roupa, ele é o diabo a quatro. E aquela sensação gostosa (#sqn) de estar a tocar na manteiga melequenta que nasceu para se derreter em cima de pão caseiro e não para isto? Não precisam dizer: eu sei que isto sou eu armada em princesa e muita gente o faz sem qualquer dificuldade. 

Mas...não precisam! Há duas coisinhas mágicas que fizeram com que eu voltasse a fazer bolos com mais regularidade (menos agora por causa dos 66 Dias sem Porcarias)  e sem nojinhos. A saber:

 

 

1. As formas de silicone

 

forma_silicone_bolo_mor_4.jpg

Compram-se em qualquer hipermercado (a da imagem por exemplo, são 6€ no Continente) e massa nenhuma se pespega à parede. Tenho uma assim, uma sem buraco, duas de meia dúzia de queques, uma que faz desenho de flor e uma de tarte. Abençoadas. Na maior parte das receitas (que eu uso, pelo menos) não faz qualquer diferença na textura ou sabor, mas faz uma diferença maluca na minha predisposição para fada do lar. E se me disserem que o bolo X não ficam igual fazendo em silicone eu digo; acredito, nesse caso vou fazero bolo Y.

 

2. Spray para untar

 

Spray para Untar (Amazon)

 

A primeira vez que o vi foi no El Corte Inglès (nem perguntem o que andava lá a fazer, o mais provável é ter ido cinema e ter-me perdido no labirinto que é este centro comercial). Foi amor à primeira vista. Achei caro, mas compensador. E foi. Entretanto já o deitei fora por ter passado a validade - que até é longa, deve ser sinal que tenho de fazer mais bolos, mas assim que puder já compro outro, até porque já vi que há na Amazon (tudo há na Amazon). E parece que a Fula também tem um amiguinho destes agora. Também podem vir-me com a cantiga que não são saudáveis (porque a manteiga, é?), mas hoje em dia nada é saudável, nem o leitinho que cá para mim era dado adquirido, portanto não me parece desculpa válida para não usar. 

 

Espero ter-vos sido útil. Se não fui, reajam fazendo-me um bolo. De chocolate. Mas já sabem, só depois dos 66 dias(aliás o tema deste post pode ter sido afetado por isso mesmo, mas não garanto).

 


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O Pampilho

Continuando com a gastronomia aqui da região, hoje falo-vos do Pampilho. Há uns anos, em Lisboa, pedi numa pastelaria se tinham pampilhos, do outro lado tive como resposta um efusivo: "O quê???"

 

Na verdade, o pampilho sempre foi um dos bolos de pastelaria mais vendidos na minha região, como era possível que em Lisboa não soubessem sequer o que era? 

 

Hoje vamos aprender: o que é afinal um pampilho

 

É a vara comprida que os campinos usam para conduzir o gado nas pastagens do Ribatejo!

Hoje em dia já pouco se vêem na sua função original, mas em qualquer festa ribatejana que se preze haverá sempre um campino trajado a rigor com o seu pampilho!

 

pampilho.jpg

 

Em homenagem a esta, tão digna e difícil arte, foi criado na região este magnífico bolo de pastelaria com doce de ovos e canela no interior, que na versão moderna também pode ter chocolate. Os melhores pampilhos são os que, embora estejam tostados por cima, tenham a massa mal cozida por dentro... pois se estiverem muito cozidos por dentro tornam-se secos e sem aquele creme delicioso!

 

Pampilhos-2.jpg

 

 

Dá-me a sensação de que eles estão à venda, não só em Santarém e em Lisboa, mas um pouco por todo o país, é só perguntarem por eles... mas...

 

... Para quem gosta de se aventurar na cozinha podem consultar uma das várias receitas disponíveis na internet, encontrei esta por exemplo!

 

 

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Nota final aos nossos queridos mestes do Sapo Blogs, acrescentem esta palavra no vosso/nosso corretor ortográfico, pode ser? Obrigada!