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Nem sabe o bem que lhe fazia

“Alterações Climáticas” e “Extinção de Espécies”

 As “alterações climáticas” estão aí. Alguém duvida?

 Quando ouço ou leio notícias alusivas às “alterações climáticas” lembro-me (sempre) do fabuloso documentário de Al Gore[1]: “Uma Verdade Inconveniente” - uma abordagem de grande qualidade técnico-científica sobre as mudanças climáticas, mais especificamente sobre o aquecimento global. Num apelo à “consciência ecológica” de todos, Al Gore demonstrou as consequências desastrosas das “alterações climáticas” se os países nada fizerem para inverter a situação.

 Mas sempre houve alterações climáticas ao longo da história da Terra, dirão alguns de vós. Sim, é verdade. Todavia, o ritmo e a intensidade dessas alterações são, atualmente, maiores e têm efeitos mais gravosos.

 Entre os vários impactes ambientais graves, está a diminuição da biodiversidade do planeta; será sobretudo na América do Sul, Austrália e Nova Zelândia que o problema terá maior impacte, pois são países com grande diversidade de espécies, muitas delas endémicas.

 Além da destruição de habitats provocada pelo aquecimento global, a desflorestação, a poluição e a exploração excessiva dos recursos naturais são, também, fatores que provocam efeitos negativos na vida selvagem. Ou seja, a atividade humana, tal como foi demonstrado em 2007[2], é a principal causa destas alterações.

 De acordo com um estudo de investigadores da Universidade de Connecticut nos EUA: “uma em cada seis espécies enfrenta perigo de extinção devido às alterações climáticas”.

 Se os governos mundiais não adotarem uma política ambiental que “reforce as medidas de contenção das emissões de CO2”, responsáveis pelo aquecimento global, as extinções de espécies serão uma realidade e as sociedades humanas sofrerão consequências ao nível da sua economia, da sua cultura, da sua segurança alimentar e da sua saúde.

 

NOTA: em Portugal, à semelhança do que acontece a nível mundial, também existem algumas espécies ameaçadas.

 De acordo com a WWF[3], as cinco espécies mais ameaçadas e mais emblemáticas de Portugal são:

o sobreiro (Quercus suber); a águia-imperial ibérica (Aquila adalberti); o lince ibérico (Lync pardinus); o saramugo (Anaecypris hispanica) e a foca monge do Mediterrâneo (Monachus monachus).

 

Mais aqui:

http://greensavers.sapo.pt

http://www.wwf.pt/o_nosso_planeta/alteracoes_climaticas/

 

 

[1] Jornalista, ecologista, ativista e político norte-americano (vice-presidente durante a administração de Bill Clinton), que ganhou o prémio nobel da paz em 2007 junto com o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU.

[2] Segundo cientistas especializados, reunidos no Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas.

[3] WWF - “World Wildlife Fund” (“Fundo Mundial da Natureza”).