Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Constipações

Hoje vou falar de Constipações, um mal muito frequente nesta época do ano, ou então não...

Depois de ler este artigo aqui http://www.ptmedical.pt/constipacao-crencas-e-expetativas-desmistificadas/, achei que era um tema  muito pertinente para esta rubrica, principalmente para desmistificar muitas crenças comuns relativas a esta doença.

constipada.jpg

 «Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a constipação não é causada pelo frio, pelas correntes de ar nem pela humidade. Como se apresenta com maior incidência no Inverno, associou-se esta doença ao frio, à humidade e às correntes de ar.

A constipação é causada por um vírus, sendo o Rinovírus o mais frequente de entre os mais de 200 vírus causadores desta doença. Este vírus pode sobreviver nas mãos ou em várias superfícies e ambientes durante várias horas, sendo que a principal via de infecção é a auto inoculação do nariz ou dos olhos após o contacto com secreções infectadas.

Depois de ocorrer a infecção, os sintomas começam a manifestarem-se dentro de 10 a 12 horas e começa com uma dor ou sensação de garganta arranhada, seguida por secreções nasais aquosas e nariz entupido, olhos lacrimejantes, espirros e tosse. O pico da doença ocorre no segundo ou terceiro dia. As secreções nasais pioram e podem tornar-se mais espessas e com aspecto amarelado/esverdeado. Esta descarga muco purulenta é comum e não indica necessariamente a presença de bactérias, o que não torna necessária a introdução de antibióticos no tratamento.

Outros sintomas da constipação incluem o mal estar, fadiga, dor de cabeça, rouquidão, dores articulares, pressão no ouvido, febre e dores musculares. Uma tosse seca pode desenvolver-se e persistir até à segunda semana de sintomas, às vezes mais tempo. A febre é comum em crianças, mas não é frequente em adultos. Os sintomas da constipação geralmente duram cerca de sete a dez dias, mas podem persistir por três semanas.

Porém, existem vários factores que aumentam o risco de vir a ter uma constipação, entre outros, o facto de ser fumador, o não ter uma alimentação saudável, viver em locais com grande densidade populacional, o sedentarismo, o stress, etc..

Para prevenir as constipações, e ao contrário da crença comum, a ingestão da vitamina C e evitar a exposição às frias temperaturas não impede o seu aparecimento,há que adoptar as seguintes estratégias:

- ter uma dieta equilibrada;

- dormir o suficiente;

- gerir o stress;

- praticar exercício físico;

- limitar a exposição ao tabaco;

- se possível, evitar contacto com as pessoas que apresentem sintomas de constipação;

- lavar as mãos com alguma frequência;

-  e desinfectar as superfícies regularmente.

 

Depois da constipação instalada, há algumas medidas para aliviar os sintomas e prevenir complicações, uma vez que não existe um tratamento curativo para a doença. Enquanto o organismo combate a infecção devemos:

 - beber muitos líquidos (água e chá), mais de 6 copos por dia, o que o vai manter hidratado e ajuda a que as secreções nasais fiquem mais líquidas, aliviando o nariz entupido. A Sopa de galinha, o “remédio da avó para a constipação”, tem um efeito anti inflamatório ligeiro que pode melhorar a mobilização das secreções. Não há necessidade de evitar o leite ou produtos lácteos, mas deve evitar as bebidas alcoólicas e com cafeína, pois tendem a desidratar;

 - os fumadores devem parar de fumar ou reduzir a frequência para evitar a progressão para uma superinfecção (infecção bacteriana que ocorre após a constipação);

 - exercício físico moderado, como por exemplo uma caminhada,  ajuda a diminuir os sintomas;

- assoar o nariz é o método mais simples de limpar o nariz, mas deve usar a técnica adequada para limitar a propagação do vírus para os ouvidos e seios perinasais, bem como a outras pessoas. O lenço de papel descartável é preferível ao lenço de pano, e não se deve assoar com demasiada força, pois a pressão excessiva pode empurrar o muco para dentro dos ouvidos e seios perinasais. As mãos devem ser lavadas após o manuseio do nariz e dos lenços para evitar a propagação da infecção;

- aumentar a humidade do meio ambiente com humidificadores ou vaporizadores ajuda a aliviar a congestão nasal;

- para aliviar as dores de garganta gargareje com água morna e sal (1 a 3 colheres de chá de sal por copo de água quente da torneira);

- a utilização de tiras de dilatação nasal pode fornecer alívio temporário da congestão nasal;

- para bebés e crianças pequenas, a aspiração suave das passagens nasais com uma seringa e a aplicação  de gotas nasais salinas ou soro fisiológico pode reduzir a congestão.

 

Para além destas medidas há também vários medicamentos não sujeitos a receita médica que poderão ser utilizados para tratar os sintomas de uma constipação comum, como os descongestionantes, os anti histamínicos, antiússicos, expectorantes e analgésicos.

 Os produtos que contêm apenas um princípio activo são preferíveis aos medicamentos com múltiplas substâncias devido ao menor custo, menor risco de interacção com outros medicamentos e menos efeitos laterais. Além disso, a utilização de produtos com vários componentes faz com que muitas vezes se estejam a ingerir substâncias orientadas para sintomas que não existem. Tratar o sintoma mais incómodo da constipação com um produto direccionado é mais prudente do que tentar uma abordagem tipo “bazuca” em que se aponta a todos os sintomas.

No entanto, algumas pessoas devem abster-se de tomar os medicamentos sem receita médica, sem a supervisão de um profissional de saúde, como as crianças até à adolescência, idosos e pessoas debilitadas. Também não se deve auto medicar se tiver febre, dor no peito, falta de ar, se tiver grávida, se tiver agravamento dos sintomas ou se for portador de outras patologias.

 

No entanto, existe também uma variedade de opções terapêuticas para  o alívio sintomático da constipação com necessidade de prescrição médica. Relativamente a estes fármacos, ficam algumas dicas úteis: 

- não deve fazer descongestionantes nasais por mais de três a cinco dias devido ao chamado “efeito rebound”. Ou seja, os sintomas vão piorar se continuar com o tratamento por mais tempo, assim que pare de tomar a medicação;

- não deve tomar anti histamínicos para a constipação, a não ser que exista história prévia de alergias, como  no caso da rinite alérgica;

- não tome anti tússicos (medicação para parar a tosse). A tosse é um mecanismo de defesa. A utilização deste tipo de medicamentos deve ser realizada apenas em casos particulares;

- se tiver dificuldade em expectorar as secreções, pode utilizar um expectorante, apesar da sua eficácia ser duvidosa. Uma boa hidratação é mais eficaz e mais barato;

- se tiver dores, prefira o paracetamol (Ben-U-Ron) a outros analgésicos, pelo menor número de efeitos secundários;

- o zinco, um elemento natural, tem demonstrado alguns efeitos na diminuição dos sintomas e duração da constipação. Apesar de existirem fármacos com zinco, é preferível uma alimentação rica neste elemento. É igualmente eficaz, mais natural e mais barato. Moluscos (por exemplo, ostras, mexilhões), carnes vermelhas e vísceras (por exemplo, o fígado) são alimentos ricos neste componente;

- por fim, a utilização de antibióticos é inadequada. Não tem qualquer eficácia. No entanto, cerca de metade dos pacientes atendidos por esta causa vai deixar o médico com um antibiótico. Esse uso indiscriminado de antibióticos para o tratamento da constipação está a levar ao aparecimento de resistências antibióticas. Cabe ao médico explicar a sua inutilidade e ao doente baixar as suas expectativas relativamente à cura imediata da doença.»

 

 

FONTE

 

 

5 comentários

Comentar post