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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

(Afinal) as urtigas comem-se

 Estamos cada vez mais preocupados com aquilo que comemos. Ainda bem. É sinal que as campanhas de sensibilização, para uma alimentação equilibrada, começaram (já) a surtir efeito. Por outro lado, o trabalho (e o esforço) dos nutricionistas parece, finalmente, começar a fazer todo o sentido.

 Como professora fico satisfeita de continuar a ver plasmada, nas metas curriculares (do nono ano de escolaridade), esta pertinente temática. Sempre foi um assunto contemplado no currículo nacional; atualmente com mais afinco e explorando vertentes verdadeiramente interessantes, como a “dieta mediterrânica”. Esta dieta, para além da riqueza nutricional que envolve é, desde há milhares de anos, o regime alimentar dito típico dos povos do sul. Pessoalmente, cresci no seio de uma família alentejana, de cuja alimentação sempre fizeram parte integrante: o pão, o azeite e as ervas aromáticas. Aprendi, desde sempre, a degustar o sabor inconfundível de plantas como: orégãos, coentros, poejo, salsa, louro, etc. Uma alquimia de cheiros e sabores que tornam mais apetitosos os alimentos, confecionados à base das mesmas. Eu própria sempre utilizei as ervas aromáticas na confeção dos mais variados pratos (de peixe ou de carne).

 Um destes dias, num workshop sobre alimentação, em que a dieta mediterrânica era o tema em debate, o formador a dada altura refere: “Poucas pessoas utilizam as urtigas na alimentação!” Fiquei, confesso, um pouco confusa. Desconhecia que as urtigas (os ortigões, para alguns) fossem tão utilizadas nalgumas regiões do país e, confesso, desconhecia que fossem comestíveis. Sim, para quem não sabe, as urtigas comem-se. E eu assumo, aqui, esta minha “ignorância gastronómica”. Pelos vistos são vários os benefícios das referidas plantas urticantes: para além de ricas em vitaminas do complexo B, vitaminas C e K e muitos outros nutrientes eficazes no combate às anemias, artroses e outras maleitas. Conclusão: afinal as urtigas que a minha avó materna cozia - às quais adicionava farelo de trigo e ovo cozido, para confeção de uma papa de cheiro agradável – para dar aos perus em juvenis, são um fonte nutricional de valor significativo.

Mais uma “coisa” nova que aprendi (recentemente).

 

Nota: existe, até, em Portugal, a “Confraria da Urtiga” - em Fornos de Algodres

http://lifestyle.publico.pt/artigos/320555_cozinhar-com-pica-tres-receitas-de-urtigas#.VSZianz0CiY.gmail

Para mais algumas dicas sobre urtigas sugiro, ainda, uma visita ao site: http://www.dulcerodrigues.info/plantas/pt/ortiga_pt.html

 

 

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