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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Confiar noutras pessoas? (Assuntos fiscais e não só.)

Muitos, tendo actividades económicas (recibos verdes ou algum pequeno negócio) acabam por delegar o tratamento dos contactos com finanças e segurança social a um terceiro. (No caso de terem contabilidade organizada é obrigatório, pois só alguém reconhecido pela câmara de técnicos de contas pode entregar a documentação fiscal.) 

Infelizmente, nos últimos 10 anos, a quantidade de burlas e roubos efectuados por pessoas que eram de confiança, pelo diploma que possuíam, tem gerado muitos problemas a pessoas simples que nunca imaginaram que poderiam ter algum problema de dívidas fiscais ou com a segurança social. 

Se com o fisco, normalmente ao cabo de 1 ano ou menos que isso, surge a notificação que existe um valor não pago, a nível da segurança social, demasiadas vezes, a notificação chega a demorar 3 ou mais anos a ser feita. 

Só que, para além da culpa da pessoa que anda a receber o dinheiro e não paga as contas que se responsabilizou por fazer o pagamento, a própria pessoa também tem culpa... 

Existem várias coisas que qualquer pessoa deve controlar:

1- Devem ter a vossa senha de acesso ao portal da finanças. Podem partilhá-la com alguém que vos trate dos assuntos fiscais mas, a senha tem de estar na vossa posse. E devem confirmar, pelo menos, uma vez por ano, fazendo ou pedindo a alguém de família que o faça, logarem-se no site e pedirem uma certidão de não dívida. Essa certidão é gratuita e deve ser pedida anualmente, quer seja por pessoas individuais como por empresas. 

Abram o Portal das Finanças (se forem parar ao painel de azulejos, no topo direito escolham serviços tributários), escolham Cidadãos, no novo menu puxem para baixo e escolham Obter, surge um conjunto de opções. Logo a primeira é a que interessa: Certidões - Efectuar Pedido. Quando escolherem esta opção vão ter de usar a vossa senha das finanças (é a mesma com que entregam o IRS ou indexam as facturas). Depois disso, vão encontrar um menu de vários tipos de certidões disponíveis: Liquidação de IRS, Residência Fiscal, Dívida e Não Dívida, Domicilio Fiscal (ignorem as outras que lá aparecem). Ao escolherem a Dívida e Não Dívida, vão receber um ficheiro PDF. Guardem-no. (Quem fez alterações a empréstimos para habitação, já conhece este serviço... é uma das coisas pedidas pela banca.) 

Mesmo não garantindo que não existem dados a ser analisados, normalmente situações de falta de pagamento às finanças com mais de 4 meses, surgem nessa declaração, mesmo que não tenham recebido a notificação das dívidas fiscais. Por isso, ao obterem uma declaração anualmente (a melhor altura para o fazer é entre Novembro e Dezembro de cada ano, pois já passaram os meses de pagamentos principais e o processamento das Finanças já estará concluído para o ano anterior). 

2- Devem ter uma senha de acesso à Segurança Social Directa (isto deve ser feito por TODOS). Fazem o login e nos Menus, escolhem Conta Corrente. Surgem várias opções, escolham Situação Contributiva , nessa nova janela, tem 3 opções. A que interessa é logo a primeira: Obter declaração de situação contributiva. E na página que vos aparece, escolham Efectuar Pedido. No máximo em 2 semanas a declaração é emitida, recebem um aviso por e-mail. Terão de voltar a fazer o mesmo percurso que referi só que em vez de escolherem Obter declaração de situação contributiva, tem de escolher a opção do meio: Consultar situação contributiva. ATENÇÃO QUE ESTA DECLARAÇÃO SÓ É VÁLIDA POR 120 DIAS. Isto é útil mesmo para quem não tem actividade e recebe ordenado. Assim, podem verificar se existe alguma informação em falta por parte da entidade empregadora. 

3- NUNCA realizar pagamentos sem ter uma guia de pagamento. Qualquer pagamento a nível fiscal ou da segurança social tem por base uma guia. Sem essa guia, algo de errado se passa...

4- Esta está ligada à 1 mas, é melhor ficar à parte. Quando alguém vos trata da entrega e validação de informações, a vossa senha fica na posse de outra pessoa. Se passarem a ser vocês (ou por qualquer razão quiserem passar para outra pessoa) a primeira coisa que devem fazer é requerer uma nova senha. Usem a antiga e vejam os dados pessoais, certifiquem-se que o email é o que usam actualmente. Se não for, alterem e validem o vosso e-mail. Não alterem a senha... peçam uma nova. Esse pedido, é para vos ajudar a saber a resposta secreta para o pedido de senha. (Se não souberem o email e perderem a senha, vão ter de passar por um questionário chato ou a terem de ir para a repartição de finanças identificar-se para receberem uma senha temporária. Tendo o email reconhecido, se se esquecerem da senha basta enviar um mail a partir desse, com o vosso NIF, morada e nome completo. Em 5 a 10 dias recebem a nova senha pelo correio.) 

5- NUNCA MAS, É NUNCA MESMO usem programas ou aplicações fornecidas por outras fontes que não seja o portal da finanças. TUDO o que precisam existe no portal. Por mais que vos prometam facilidades em registar facturas ou entregar declarações, consultar dados, ou outra coisa qualquer, vai duplicar a vossa informação. Ao usarem serviços de terceiros, estão a partilhar TUDO o que façam com pessoas que não devem saber nada sobre vocês. 

 

São maneiras simples de se manterem atentos à vossa vida a nível de contactos com os meios fiscais públicos. 

5 Dicas para Fazer Mudanças

Mudanças - Imagem Pixabay

Como sabem (ou podem fingir que sabem) esta Maria que vos escreve (e faz hoje aninhos, não se coíbam de ir lá ao blog dar os parabéns) deu uma voltinha à sua vida e mudou-se  da terra dos mouros para norte, a 3 horas de distância da rua onde podia jurar que moraria para sempre. Fazer mudanças é difícil. Fazer mudanças para tão longe e sem tempo útil para tratar delas é pior que resistir a doces por 66 dias...

Ficam então as dicas que nos têm poupado dinheiro e tempo (e paciência):

 

1. Deitar fora tudo o que não usaram (ou viram) no último par de anos. Vão descobrir que têm infinitamente mais tralha do que juravam em sítios da casa onde já nem se lembravam que estavam a servir de armazém (mas também bem à vista). Se algo vos provoca a expressão "ah, já nem me lembrava que tinha isto": vai fora. Se fiz isso com todas as coisas que vi e devia ter deitado fora? Não. Foi assim que acabei com 53 caixas cheias de tralha para trazer para cima. Mas falando em caixas... 

 

2. Uma questão de caixas...grátis. Como disse, a minha estimativa era encher 4 caixas e meia: ora bem, uma para os tachos e copos, duas com roupa, uma com livros, meia com outras cenas. Yeah, right. Pois bem, 4 caixitas médias na AKI custam 5€ e picos. 53 caixas pedidas no LIDL e no Mini Preço lá da zona custaram: 0€. Falem com os super mercados da zona para que vos guardem caixas e recolham nos dias que vos indicarem. As da Panidor têm o tamanho ideal, as de bananas são bem resistentes para as coisas mais pesadas. Sim, estou uma especialista. 

 

3. Se tiverem mobília, eletrodomésticos e tuditudo para mudar e muita pressa e poucos braços, considerem contratar uma empresa de mudanças. Acreditem, quando forem fazer as contas a tudo (sobretudo quando envolve muitos quilómetros, portagens, aluguer de camião e afins) o preço acaba por ficar bastante semelhante, numa equação que não envolve força de braços. Vão encontrar preços para todos os gostos e as modalidades preço à hora vs preço fixo. Eu dou preferência ao preço fixo porque gosto de saber com o que contar (e se posso contar) e sei que estas coisas levam sempre mais tempo do que o estimado. Peçam muitos orçamentos para terem opções e leiam muitas reviews das empresas na net antes de fazerem a vossa escola.

 

4. Antes de começarem a empacotar tudo sem distinção separem devidamente as coisas que vão precisar durante o processo de mudanças e nas horas (dias?) seguintes. Roupa para dois ou três dias, calçado, artigos de higiene e mesmo toalhas e lençóis à mão é capaz de não ser mal pensado. Vão ser as primeiras coisas de que vão precisar e sabe-se lá a que horas terminam as mudanças.

 

5. Peçam ajuda! A amigos e familiares e à vizinha que mora com o seu gato. Acreditem, eu também não queria (e achava que não ia precisar). Mas quando em 48 horas tive de encaixotar uma casa e ao fim do segundo tinha exatamente uma divisão pronta, tive de me render às evidências.

 

Dia do Pai

Hoje é o Dia do Pai.  E nada melhor do que ficarem conhecer a história por detrás deste dia temático.

 

dia do Pai.jpg

 

Ao que tudo indica, foi em 1909, em Washington,  Estados Unidos, que Sonora Louise Smart Dodd teve a ideia de escolher um dia especial para homenagear os pais, depois de ouvir um sermão no Dia da Mãe. Ela queria homenagear o seu pai, William Jackson Smart, um veterano da Guerra Civil que, depois da morte da sua mulher, passou a cuidar sozinho dos seis filhos do casal numa quinta no leste de Washington.

Porém, só em adulta é que Sonora Dodd compreendeu a força e a generosidade demonstradas pelo seu pai ao criar os filhos sozinho. Com o apoio da Associação Ministerial de Spokane e da Associação de Jovens Cristãos, redigiu uma petição em que recomendava a aceitação de um Dia Internacional do Pai. E foi graças aos  seus esforços que o primeiro Dia do Pai foi celebrado a 19 de Junho de 1910, em Spokane, que era também o dia de aniversário do pai. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

 Aproximadamente ao mesmo tempo, em vários locais por toda a América começava a comemorar-se um “Dia do Pai” e em 1924 o Presidente Calvin Coolidge apoiou publicamente a ideia de um Dia do Pai a nível nacional.

Em 1972, o Presidente Richard Nixon introduziu o Dia do Pai na lei. e a partir desta data, passou a homenagear-se não só o pai, mas todos os homens que representam a figura paterna, como o avô, o padrasto ou o tio. A ideia inicial foi criar uma data para fortalecer os laços familiares e o respeito por aquele que nos deu a vida.

 

Curiosidades:

 

- Em Portugal, Espanha e Itália o dia escolhido para homenagear os Pais é o dia 19 de Março que é também os Dia de S. José.

- Na África do Sul, no Brasil e na Austrália, o Dia do Pai é no segundo Domingo de Setembro.

- Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais, esse dia é lembrado na mesma data que Jesus Cristo ressuscitou.

- No Reino Unido, é comemorado no terceiro domingo de junho, mas sem grande festividade.

- Na Grécia, é no dia 21 de Junho e é uma comemoração muito recente. Surgiu por já existir o dia da Mãe.

 - Na Rússia, o "Dia do Defensor da Pátria" substitui o Dia do Pai e é comemorado a 23 de Fevereiro.

Saber ler um ovo

Por acaso sabem que se pode ler um ovo?

Eu compro ovos caseiros que vou buscar a pessoas amigas mas, para quem não tem essa sorte, espero que aprendam a ler os ovos e que saibam o que comprar.

Desde há uns anos para cá, que todos os ovos que compramos em supermercados, têm obrigatoriamente um código carimbado em cada um, que funciona como o seu “bilhete de identidade”. Assim, conseguimos saber bastante informação sobre a sua origem e muito importante, a forma como as galinhas foram criadas e aquilo que comeram.

Na natureza as galinhas não comem nem cereais (sim, não comem milho), nem ração. As galinhas saudáveis comem “bicharocos”, ervas e produzem ovos nutricionalmente bem diferentes.

Códigos atribuídos aos ovos:

 O 1º número  corresponde ao “código de criação” e este varia entre o 0-3:

0- Modo Biológico: ovos provenientes de galinhas criadas ao ar livre mas que, beneficiam de uma alimentação maioritariamente da agricultura biológica.

1- Produção ao ar livre: ovos provenientes de galinhas criadas “ao ar livre”. Têm um espaço interior, de condições similares às de “produção em solo” onde pernoitam ou se abrigam, quando o tempo apresenta condições meteorológicas adversas. Mas também têm um espaço exterior, ao ar livre, adaptado às suas necessidades (com uma densidade mínima de 4 m2 por animal, isto é, 40 vezes maior do que no código 2).

2- Produção no solo: ovos provenientes de galinhas encerradas em gaiolas, juntas e num extenso galinheiro. A densidade de galinhas é de aproximadamente 10 animais por metro quadrado e sem possibilidade de sair para o exterior. Neste código e no código 3 o bico das galinhas é cortado, uma vez que a situação de stress fazem-nas ter comportamentos anormais, como atacar outras galinhas ou auto-mutilação.

3 – Sistema de gaiolas convencionais: ovos provenientes de galinhas produzidas em galinheiros, segundo o processo mais comum, mais baratos e menos saudáveis. Este tipo de ovos é produzido por galinhas que passam a vida adulta numa gaiola. As dimensões das gaiolas estão definidas, correspondendo a 550 cm2 por animal. As condições de iluminação são modificadas para criar nas galinhas a ilusão de que há mais horas de sol e, portanto, fazer com que tenham uma maior produtividade.

Os melhores ovos são os das galinhas criadas ao ar livre, que estão no campo, ao sol, comem insectos e plantas, têm uma vida mais saudável e feliz, que as galinhas criadas em gaiolas, de bicos cortados e sem ver o sol. As galinhas “felizes” produzem ovos cujas cascas são mais duras, o interior é mais consistente e denso, sabem melhor, têm menos gorduras saturadas e são mais ricos em vitaminas (A, E e D), proteína, beta-carotenos e omega3. A diferença de preço entre ovos de código 1 ou 0 e ovos de código 2 ou 3 pode ser mais que um euro, para meia dúzia de ovos. Para quem consome ovos todos os dias, este factor é muito relevante e a escolha de ovos (código 0) vale a pena o investimento!

O 2º código, composto por letras, corresponde ao País originário do ovo.

O 3º código diz repeito ao Código da Direção Regional de Agricultura de uma determinada região, a garantir que o produto está aí certificado.

Por último, o 4º código, separado por um travessão, estão três dígitos a identificar o código da exploração.

 

Posto isto, da próxima vez que forem às compras, abram a caixinha dos ovos e não tenham vergona de ler o ovo.

o dia da mulher não é o dia do elogio à pila

o dia da mulher é visto, nos últimos tempos, como uma reunião pública levada a cabo por um bando de senhoras, meninas, matronas, avós, mamãs, solteiras e mais que houvesse onde se come, bebe e se observa, com grande excitação, aquilo que naquele momento lhes parece de suma importância:

homens semi despidos com um pack que não é six. 

 

infelizmente é esse o significado que este dia assume para algum mulherio e para um maior número de homens:

a celebração, a festa, a data especial em que elas podem ver sem censura um ou outro espécime do sexo oposto, em trajes menores, depois de retirar com garra esta ou outra farda a lembrar profissões em que se usam bastões e mangueiras.

estranhamente é como que, se de uma forma absolutamente retorcida, o dia da mulher fosse uma ode ao pénis!

e há coisa mais errada do que isso?

 

eis que ficam pois 4 factos que demonstram que este dia nada tem a ver com pilas.

ou melhor: nada tem a ver com o elogio das ditas.

a haver alguma relação era na luta contra elas. 

16362-Como-Surgiu-o-Dia-Internacional-da-Mulher-

 

1. o dia internacional da mulher tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da rússia czarista na primeira guerra mundial. essas manifestações foram brutalmente reprimidas e marcaram o início da revolução de 1917. a data da principal manifestação, 8 de março de 1917  foi instituída como dia Internacional da mulher entre o movimento internacional socialista.

 

2. por sua vez, a primeira proposta de criar um dia em homenagem às mulheres foi feita pelo partido socialista norte-americano em 1909. no ano seguinte, a internacional comunista, realizada em copenhaga, decidiu colocar a ideia em prática, já que as manifestações pelo direito de voto e o fim da discriminação feminina se multiplicavam em todos os países industrializados.

 

3. no ocidente, o dia internacional da mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. depois a data foi esquecida por muito tempo e só recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960.


4. 1975, foi designado pela ONU como o ano internacional da mulher e, em dezembro de 1977, o dia internacional da mulher foi adotado pelas nações unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.

existem algumas versões para que a escolha tenha recaído no dia 8 de março. a versão mais conhecida diz que, nessa data, em 1857, 129 operárias de uma fábrica têxtil de nova iorque entraram em greve. além de salário igual ao dos homens, elas reivindicavam a redução das horas de trabalho, que era de até 16 horas diárias. os patrões trancaram as operárias e incendiaram a fábrica. todas elas morreram queimadas.

 

em suma: como bem se vê o objectivo da data nunca foi somente comemorar.

pretendia-se antes alertar, não fazer esquecer e, sobretudo, discutir o papel da mulher na sociedade, tentando-se erradicar o preconceito e a desvalorização da mulher que ainda sofre - e vai sofrer - com

  • salários mais baixos sem qualquer justificação;
  • violência masculina;
  • horários de trabalho excessivos; e,
  • desvantagens na carreira profissional unicamente por terem uma vagina em vez de uma pila.

 

por isso mesmo minhas senhoras, logo à noite quando vestirem a mini saia e forem dar gritinhos histéricos a duas pilitas mais pequenas do que os peitorais de quem as apresenta, pensem duas vezes se na data em que deviam pensar seriamente na vossa posição relativamente ao homem, vos apetece soltar elogios ao tamanho da masculinidade que durante séculos vos amarrou como bicho inferior.

 

sejamos francas:

nada tenho contra pilas.

em algumas ocasiões consigo até ver-lhes muita utilidade.

mas daí a transformarem esta data no elogio da dita é coisa que não entendo.

(ia dizer é coisa que não me entra, mas acho que o texto já está poético que chegue). 

 

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também escrevo aqui.

e vem ter comigo ao facebook - aqui,  e instagram - aqui

 

 

 

 

Diferença entre Trabalho de equipa e Trabalho de grupo

 

 

Na nossa sociedade cada vez mais somos impulsionados a trabalhar em equipa. As próprias empresas gostam de se ver a si mesmas como grupos de pessoas que trabalham em equipa para atingir um único propósito, o SUCESSO.

Mas existem enormes diferenças entre trabalhar em equipa e trabalhar em grupo ora vejamos:figura22.jpg

Trabalho de equipa - Vantagens:

  • Todos trabalham com um propósito único
  • Ao trabalhar em equipa é essencial que se troque conhecimentos e experiências
  • Ao partilhar experiência contribui-se para uma maior agilidade e rapidez bem como facilita a optimização do trabalho
  • Aqui todos os intervenientes trabalham com um objectivo comum

 

Trabalho de equipa - Desvantagens:

  • Ao trabalhar em equipa pode haver uma maior limitação da criatividade pessoal pois o que para uns é válido para a maioria pode não ser
  • Como cada individuo tem a sua personalidade pode acontecer haver um conflito de ideias e de interesses e isso pode proporcionar mau ambiente aos demais intervenientes
  • Sempre que se trabalha em equipa é necessário que haja um líder para que as tarefas sejam divididas em igual proporção a cada pessoa – uma má distribuição de tarefas pode levar a um atraso e todo o grupo ficará afectado.
  • Quando se trabalha em grupo um dos factores a ter em maior consideração é a competição entre pessoas – este factor pode colocar em risco toda uma organização bem como acaba por gerar mau ambiente laboral.

 

Trabalho de grupo - Vantagens:

  • As tarefas são distribuídas e cada interveniente desempenha uma função
  • Cada pessoa é responsável por fazer cumprir os prazos que são estipulados para as tarefas que lhe são atribuídas
  • Cada pessoa é responsável pela planificação das tarefas
  • Os elementos aprendem a ser democráticos e a respeitar as opiniões dos demais elementos

 

Trabalho de grupo - Desvantagens:

  • Quando se trabalha desta forma existe sempre a hipótese de alguns elementos se destacarem e de outros ficarem completamente anulados
  • Caso um dos elementos se atrase ou não cumpra a sua parte – UM: o trabalho final fica incompleto; Dois: Algum dos outros elementos, ou mesmo todos, terão que fazer trabalho extra para compensar a falta, havendo assim uma sobrecarga sobre os outros membros.
  • Há semelhança do trabalho em equipa, caso haja alguma discordância de opiniões entre os membros, isso pode colocar em risco todo um projecto.

Quando se trabalha em grupo há uma diminuição da responsabilidade individual e isso pode levar a que alguns elementos se acomodem ou não desempenhem as tarefas com tanto zelo como se fosse algo individual

 

Deixo-vos aqui um pequeno video resumo daquilo que acabei de escrever e que achei bastante interessante.

 

 

Tomar banho após as refeições pode causar indigestão?

Deixemos as questões sociais que hoje trago-vos uma questão de saúde com a qual muitos de nós convivemos desde sempre.

 

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Sempre se ouviu dizer que tomar banho após as refeições fazia mal, no entanto, só estamos perante uma meia verdade. A água não interfere em nada com o processo de digestão. É só água, e a água atua na parte externa do corpo que em nada afeta a parte interna do corpo e por isso em nada afeta a digestão.

 

Na realidade o que afeta a digestão é a temperatura da água, e não a água em si, pelo que se conseguirmos tomar um banho, mesmo que demorado, com água tépida ou morna, em nada afeta a digestão.

 

Vejamos porquê.

 

A digestão é um processo que exige grandes recursos do nosso corpo. Quanto mais comermos, mais recursos a nossa digestão necessitará. Quando comemos, o nosso organismo canaliza uma grande parte do nosso sangue para o tubo digestivo para que a digestão possa ocorrer. Assim, até porque o volume de sangue no nosso corpo é constante, normalmente o sangue dos membros, e consequentemente, dos músculos, é então canalizado para o tubo digestivo. Se sofrermos um grande choque térmico, seja por colocar os pés e mãos descalços em blocos de gelo após comer um porco bebé na Bairrada, seja por mergulharmos nas fantásticas águas geladas do norte e centro após uma refeição, por mais leve que seja, o que acontece é que o sangue que foi canalizado para a digestão é agora necessário nas nossas extremidades para que a temperatura do nosso corpo se mantenha constante*. Ao canalizar esse mesmo sangue – que é necessário para a digestão - para outras parte do corpo para o regular, pode então originar indigestão.

 

Então e a quantidade de comida ingerida vai influenciar a quantidade de sangue necessário para a digestão?

Efetivamente, quanto mais cheio o estômago se encontrar, mais sangue para a digestão ele vai precisar, por isso, quanto mais comemos mais devemos evitar os choques térmicos, e esforços físicos demasiado elevados, como correr.

 

Podemos morrer de indigestão?

Sim e não.

A indigestão é comum entre as pessoas. Comer demais, stress e até mesmo excesso de nicotina e cafeína podem provocar indigestão, que é caracterizada por dores no abdómen ou no estômago, inchaço ou náuseas, como tal, não se morre de indigestão. O que pode acontecer, é que se se comermos demasiado e for necessário canalizar muito sangue para a digestão pode ocorrer que os músculos não tenham sangue suficiente para o esforço que iremos fazer após a refeição, e isso originar cãibras, e essas sim podem ser fatais. Por exemplo, se alguém após uma boa refeição vai nadar, seja no mar, seja numa piscina de água fria, o que pode acontecer é a pessoa ficar com cãibras que a impeça de sair da água, e que após um esforço em demasia a leve à exaustão e consequentemente morrer afogada. No entanto, se após os primeiros sintomas a pessoa sair da água, então não haverá problemas. 

 

Em suma, se os nossos banhos não tiverem uma temperatura nem demasiado elevada, nem demasiado baixa, não interfere com a nossa digestão e como tal não provoca indigestão, mas se por sua vez interferir com a nossa regulação da temperatura corporal, poderemos padecer deste problema.

 

*A nossa temperatura corporal tende a ser constante ao longo do ano, sem grandes variações ao longo das diferentes estações. Quando está calor o nosso corpo sua para expulsar o excesso de temperatura e refrescar a pele, quando está frio, o nosso corpo treme para voltar a aquecer e manter a temperatura.

 

E vocês, costumam ter em atenção estes fatores?

Envelhecimento da população e a importância das políticas de natalidade

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(Imagem original retirada daqui)

 

 

E se ontem falamos de amor, hoje vamos falar de bebés, que de certa forma está relacionado, ou, na minha ótica, deveria de estar. 

 

Há 50 anos, Portugal era um dos países da Europa com a população mais jovem, no entanto a realidade atual é muito diferente. E se o envelhecimento da população significa que as condições de saúde, sociais e económicas sofreram melhorias significativas, o envelhecimento significa também que dentro de alguns anos não teremos jovens suficientes para fazer face aos custos do Estado com os futuros idosos. O que fazer em relação a esta situação?

 

Ouve-se muito falar em envelhecimento da população, mas o que é que isso realmente significa?

Quando falamos que um país tem uma elevada taxa de envelhecimento, queremos com isso dizer que existe um aumento da esperança média de vida e uma redução da taxa de natalidade. Ou seja, mais idosos e mais velhos, e menos bebés. Quanto ao primeiro fator, como já adiantei, significa que as condições de vida mudaram, e que os nossos idosos hoje têm melhores condições de vida, que os idosos de antigamente. Para terem uma noção, a esperança média de vida em Portugal no ano 1960 era de 64 anos, ou seja, ainda antes da idade da reforma atual, e atualmente subiu para os 81 anos (em 2014), e daí nos últimos anos a idade da reforma ter aumentado, sendo que a tendência será sempre para aumentar, se os ponteiros do gráfico não começarem a inverter. Não quero com isto dizer, obviamente, que não é um sucesso e positivo os nossos idosos viverem mais tempo, quero com isto dizer que deveriam de existir mais bebés.

 

Para que a substituição plena de gerações seja garantida, o número médio de nascimentos vivos de uma mulher em idade fértil – considerada entre os 15 e os 49 anos -, não deverá ser inferior a 2,1 filhos por mulher, no entanto, desde 1983, de acordo com o Pordata, que esse número se encontra abaixo de 1,96 filhos por mulher, desde então os números tem caído drasticamente, estando atualmente fixado em 1,3 filhos por mulher. Assim, concluímos que desde há 33 anos que não conseguimos garantir a substituição plena de gerações. Isto origina que apesar de cansados, os nossos idosos são obrigados a trabalhar durante muito mais anos, o que pode inclusive significar uma redução da produtividade portuguesa.

 

Então e o que leva à diminuição da natalidade e consequentemente ao envelhecimento da população?

O aumento das habilitações literárias da mulher e sua consequente emancipação são um dos primeiros fatores apontados para a diminuição da natalidade. O que acontece é que com a mulher a trabalhar fora de casa existe, por um lado, menor disponibilidade financeira para a família garantir a segurança da prole, ou seja, se não é a mulher que toma conta dos filhos existe necessidade de procurar fora de casa esse apoio que normalmente acarreta custos elevados, e por outro lado, menos disponibilidade para educar os mesmos, o que leva a um maior planeamento da família, contrariamente ao que acontecia há 40. O aparecimento e massificação dos métodos contracetivos e o casamento tardio, são também chamados a depor nesta situação, no entanto, considero, e falo como mulher que já adiou a maternidade algumas vezes – tendo em conta que moro em união de facto há mais de 8 anos e ainda não possuo descendência – é a situação instável que se vive. Se é verdade que o desemprego desde 2013 tem vindo a diminuir, a verdade é que ainda não diminuiu o suficiente para dar segurança às famílias para aumentarem e as políticas de apoio à natalidade não permitem balançar a instabilidade que se vive.

 

Em suma, com o número de idosos a aumentar e os nascimentos a diminuir, aumenta o esforço da Segurança Social que não tarda não irá conseguir garantir sustento aos demais, uma vez que erradamente se pensa “descontei a vida toda para agora receber esta miséria”, na realidade quando estes idosos estavam em idade ativa estavam a pagar as reformas dos idosos daquela época, e são os jovens de hoje que pagam as reformas dos idosos atuais, ou seja, com o desemprego a aumentar, com os jovens em idade ativa a diminuir, a situação irá tornar-se insustentável. É por isso urgente a criação de medidas VERDADEIRAS de incentivo à natalidade e não prémios de consolação como é o que na realidade acontece. Porque não se esqueçam, ser mãe e pai é uma opção, não é uma obrigação, mas a nossa geração está significativamente comprometida.

 

Que acham que poderá ser feito para contrariar este panorama assustador?

Como surgiu o Dia de São Valentim?

(Imagem retirada daqui)

 

Hoje, dia 14 de Fevereiro, é por muitos considerado o dia mais romântico do ano. Por esta altura - provavelmente, muitos até no próprio dia - há uma desmedida corrida às lojas com artigos fofinhos. Ele é peluches, ele é corações, ele é canequinhas com imagens vermelhas, ele é bombons e flores.

 

Para muitos uma grande pirosice e apenas mais um dia comercial para incitar ao consumismo, para outros a desculpa perfeita para um jantar à luz de velas e uma facadinha na dieta. E sejamos sinceros, todas as desculpas são boas para dar uma facadinha na dieta.

 

Mas... E como é que surgiu o Dia de São Valentim, ou o Dia dos Namorados, como também é conhecido?

 

A história remonta ao século III, muito antes dos corações vermelhos e dos certificados de melhor namorado/a do mundo. Diz-se que na Roma Antiga, apesar do imperador Cláudio II, proibir o casamento - por achar que os homens eram mais fortes e mais concentrados se fossem solteiros - um bispo de nome Valentim continuou a realizar casamentos, em segredo. Assim que descoberto, o Bispo Valentim foi preso e condenado à pena de morte, tendo sido decapitado no dia 14 de Fevereiro. Durante o tempo que esteve preso, Valentim, tido como o símbolo do amor e da família para os jovens, por ter arriscado a vida em nome do amor, recebeu várias cartas e flores de jovens com mensagens de esperança e de amor.

 

Entre várias cartas, estava a filha cega de um dos carcereiros, de seu nome Astérias - faz-vos sentido: Astérias -> artérias -> coração -> amor, ...? - por quem se apaixonou, e que com a ajuda do pai a conheceu. O amor por Valentim curou milagrosamente a cegueira da jovem - nem sei porque dizem que o amor é cego! - e durante algum tempo trocaram cartas de amor apaixonadas que o bispo assinava como "de seu Valentim", expressão que ainda hoje é usada quer na língua portuguesa quer na língua inglesa - "Be My Valentine". Assim surgiu a celebração do Dia de São Valentim, e durante vários séculos a celebração ocorreu de diversas formas, seja para celebrar o amor, seja para celebrar a fertilidade da terra e da mulher. Na idade média, inclusive, o dia 14 de Fevereiro era apontado como o dia de início de acasalamento dos pássaros.

 

A celebração do Dia de São Valentim, como o conhecemos nos dias de hoje, remonta uma época mais recente, quando em 1840 nos Estados Unidos da América a artista Esther Howland ter criado e vendido uma elevada quantidade de postais alusivos ao Dia dos Namorados, implementando a tradição de se enviar postais românticos neste dia. No século XX já esse comportamento se tinha difundido por todo o mundo.

 

 

Curiosidades do Dia dos Namorados:

  • Dúvidas acerca da verdadeira existência de São Valentim, levou a que a partir de 1969 a igreja católica, deixasse de celebrar este dia.

  • No Brasil, o Dia dos Namorados celebra-se na véspera do Santo António, conhecido por ser casamenteiro, e por isso é no dia 12 de Junho e não no dia 14 de Fevereiro. A alteração deve-se a uma questão puramente comercial.

  • Anualmente em Verona, Itália, neste dia, milhares de cartas são endereçadas à Julieta de Romeu e Julieta de Shakespeare.

  • No Japão, o Dia de São Valentim é celebrado por forma a agradecer aos pais a amigos e não aos companheiros.

 

 

Seja como for, todos os dias são dias para dizer aos outros - família, amigos, cães, gatos, peixinhos, ... - que lhes queremos bem e que são importantes. Por isso aproveitem este dia para uma vez mais o demonstrarem. E se vocês são dos que acham que é apenas mais uma desculpa para gastar dinheiro, um beijo, uma chamada a meio do dia ou uma curta dedicatória na almofada, é grátis. Fica a sugestão.

 

Já disseram "amo-te", hoje?

Shoefiti - Sabem o que é?

Certamente já viram sapatilhas penduradas em cabos elétricos na rua, como na fotografia que aqui vos apresento.

 

 

(Imagem retirada daqui)

 

Já pararam para pensar o porquê de ali estarem? O que significa?

 

Não é efetivamente um comportamento parvo e problemático exclusivo do português rebelde, é uma… moda, chamemos-lhe assim, presente em várias partes do mundo que se estima que seja originária dos Estados Unidos da América – importamos realmente tudo o que é porcaria – denominada de shoefiti, que junta as palavras Shoe (sapato) e Fiti (grafitti). Assim podemos dizer que é uma forma de arte urbana que originalmente servia para delimitar territórios de gangues e de tráfico. Ou seja, onde existiam os sapatos pendurados era - e em muitos sítios ainda é - possível adquiri e consumir droga. Era possível ainda saírem dessas zonas só com a roupa que tinham no corpo e às vezes nem isso.

 

Sabem o que os felinos fazem para demarcar território? Rebolam, urinam e roçam-se em determinadas partes de certos locais para mostrar ao seu opositor que aquele espaço tem dono e que se avançar poderá ter problemas. O humano julga-se uma raça superior, por isso estaria fora de questão roçar-se nas paredes das ruas, e rebolar na calçada para mostrar que o território lhe pertence, porque chegou primeiro, e depois também porque o nariz humano não tem assim um poder olfativo tão potente. Desta forma, os sapatinhos pendurados nos fios da iluminação pública foi a forma mais inteligente que estes sujeitos alcançaram para mostrar o seu poder. Quanto à inteligência em si… Isso já é questionável.

 

Apesar da sua origem, muitas outras explicações são avançadas e podem depender de país para país e de cultura para cultura, podem apenas simbolizar a primeira relação sexual de um jovem – como é o caso da Austrália -, ou então simbolizar um pacto entre os gangues e a polícia – como é o caso de Espanha -, ou até mesmo sinalizar uma morte de alguém e nesse caso os sapatos pertencem ao defunto. Há até casos, noutras culturas, que os sapatos pendurados são apenas mera decoração - de gosto duvidoso, na minha humilde opinião. Apesar de diversificadas, são mais as explicações ligadas ao crime do que as totalmente inofensivas. Por isso pelo sim pelo não, quando virem estes territórios demarcados evitem andar sozinhos a menos que procurem problemas.

 

Quem já tinha ouvido falar do Shoefiti? Conhecem outras explicações?