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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Dar uma prenda, de longo prazo, a uma criança.

Já pensaram numa forma de dar uma prenda a uma criança e que a faça pensar nas formas de ir poupando logo a partir de que é pequena? 

(O QUE VÃO LER NÃO SUBSTITUI A LEITURA DAS CONDIÇÕES E INFORMAÇÕES CONSTANTES EM FOLHAS NOMINATIVAS OU NOS SITES RESPECTIVOS!!!! QUANDO SUBSCREVEREM OU REGISTAREM OPERAÇÕES FINANCEIRAS DEVEM LER E PEDIR EXPLICAÇÕES ÁS PESSOAS QUE VOS APRESENTAM OS DOCUMENTOS E A OUTRAS PESSOAS QUE CONHEÇAM E QUE NÃO TENHAM QUAISQUER PROVEITOS DA VOSSA IDEIA!!!)

As crianças conseguem pensar que o mundo é infinito e que os pais não tem limitações ao que lhes podem dar... e lá se criam as birras, que qualquer pai/mãe tão bem conhecem. 

Só que estarem a explicar a uma criança de 2-6 anos o que é o dinheiro, é como estarem a falar japonês... vai dar ao mesmo. 

A forma mais simples é arranjar um mealheiro (de preferência daqueles que não dão para abrir sem um abre latas, que são baratos em qualquer loja de utilidades) e conforme a criança se porta bem, darem-lhe moedas e ir guardando na lata. Podem criar espaços temporais (começarem em Janeiro e dizer-lhe que no Natal, com o dinheiro que lá tenha dentro, poderá comprar um brinquedo ou outra coisa que tanto queira e que vocês não lhe quiseram dar) ou criar um limite de valor. 

É uma forma de a criança aprender o valor monetário e começar a ir entendendo a vida de ir ás compras e terem de fazer escolhas. As crianças que se habituam a isto, chegam à escola primária e tem uma facilidade incrível em entender o que são conjuntos e as operações de soma e subtracção, pois já as fizeram nas brincadeiras com o mealheiro. Mais do que isso, aqueles problema de "Tens 10 euros, quantas laranjas podes comprar?" (Num desenho está uma laranja com o preço de 2 euros), acabam por ser de resposta automática. 

E as crianças adoram ouvir o barulho das moedas dentro da lata quando a chocalham. Acaba por servir para vários tipos de brincadeira ao mesmo tempo que incutem a ideia do que vale o dinheiro. 

Por outro lado, vamos pensar que tem a vossa criança e querem criar uma conta bancária onde podem ir colocando dinheiro a pensar no futuro da criança. Existem milhentas de opções em todos os bancos. Tenham em atenção aos valores pagos pelas operações e a forma como se realizam... receber 3% de juros ao final de 10 anos, dá um valor a rondar os 0,02% ao ano, depois de deduzidos os impostos e comissões. A titularidade de conta de menores de 16 anos é gratuita na maioria das instituições financeiras, ficando os pais como segundos titulares com poderes iguais. Como mal lhe vão mexer, podem optar por serviços de médio-longo prazo. (CONSULTEM AS FICHAS, FALEM COM PESSOAS EXTERNA À INSTITUIÇÃO PARA ENTENDEREM O PALAVREADO E NÃO SEREM SURPREENDIDOS! Só depois de estarem cientes de tudo é que devem subscrever um serviço.)

Também podem pensar noutros serviços como a dívida pública. Quer sejam certificados de aforro [duram 10 anos e são de juros capitalizáveis (isto quer dizer que só recebem o valor na conta bancária, ao fim de cada trimestre, se assim o quiserem, senão que é acumulado ao saldo inicial e irá render juros no trimestre seguinte)] ou títulos do tesouro [duram 5 anos, oferecem taxas superiores mas, são de juros anuais (isto quer dizer que se os subscreverem em Junho de 2017, só quando passarem 366 dias, após a subscrição, é que os podem resgatar e se os resgatarem em Maio de 2019 não recebem qualquer valor relativo a esse ano) que são depositados na conta do titular].Ambos obrigam à existência de uma conta bancária que tenha a criança como primeiro titular e a criação de uma conta aforro que terá de ser feita ao balcão dos correios (depois de o fazerem, ficam os pais como movimentadores, é possível registarem-se no site Aforronet.igcp.pt para poderem tratar de subscrições que podem ser pagas por multibanco ou homebanking (sendo que os certificados de aforro só podem ser resgatados aos balcões dos CTT e nem todos os locais de atendimentos o permitem). Nos títulos de dívida pública, subscritos via IGCP ou aos balcões dos CTT, não existem comissões, sendo que é feita retenção na fonte sobre os juros [o IGCP irá reter 28% (taxa actual) do valor, capitalizando ou depositando o restante]. 

Façam as contas, não se atirem "à primeira sardinha a sair da brasa" e podem ir ensinando ás crianças o que é poupar e usar o dinheiro. Existem muitas opções, informem-se com o vosso banco, cruzem informações entre os vários produtos disponíveis (desde datas, valores e comissões pagas) e brinquem com as vossas crianças ao mesmo tempo que lhes ensinam o valor das moedas e notas. 

Dica: Como voltar atrás no tempo... num computador.

Vamos começar por uma situação que toda a gente passa e que pode acabar com um qualquer computador numa loja de informática para ser recuperado: 

Instalaram um programa no computador, não ligaram nenhuma aquelas janelas e foram carregando em seguinte, seguinte e concluir. Não gostaram e desinstalaram o programa. Quando reiniciaram o computador, ele abre janelas, tem ícones modificados e o browser vai parar a páginas demasiado esquisitas. Ou ainda pior, ao terem instalado o programa, o vosso computador passou-se dos carretos e demora quase 10 minutos para chegar ao ambiente de trabalho e fica muito lento. 

Se perguntarem a alguém, as sugestões podem variar entre desinstalar uns programas, usar o msconfig e desactivar programas do startup. Algo que para a maioria das pessoas vale tanto como ouvirem um chinês a recitar Eça de Queirós. 

Mas, antes de chegar a esse ponto, existe uma opção simples que podem usar, quer seja pelo modo de segurança (carregando na tecla F8 do teclado quando ligam o computador, escolherem Iniciar em Modo de segurança) ou depois de já estarem com acesso ao computador, mesmo estando lento: O restauro de sistema. 

É uma opção que permite ao computador voltar atrás no tempo, para antes de ter recebido algo que não devia lá estar. 

Este restauro é mesmo só do sistema operativo. Tudo o que tenham gravado no computador, editado documentos, gravaram fotos, actualizaram ficheiros ou programas de trabalho, tudo ficará gravado no mesmo sítio. O que vai mudar é os programas que instalaram e os "intrusos" que lá foram parar para dar cabo do juízo. 

Seja no modo de segurança (caso o computador se tenha passado dos carretos mesmo a sério, DEVEM usar o modo de segurança mesmo) ou pela iniciação normal, abram o menu iniciar (aquela janelinha do windows do lado esquerdo que apresenta os programas, funciona em qualquer versão da mesma forma) e na linha que pede para escreverem (ou abram Todos os programas - Acessórios - Ferramentas do Sistema - Restauro do Sistema) digitando "Restauro do". Na parte superior vai surgir 1 único programa. Carreguem nele. 

restauro inicial

Ele poderá demorar uns segundos a abrir (dependendo do que tenha provocado a situação estranha). 

restauro

Ao chegarem aqui, recebem o aviso da função deste programa. Como é o aviso que já conhecem, carreguem em Seguinte. 

restauro escolher o ponto

E aqui, chegamos à parte mais técnica e que deve ser realizada pela pessoa que terá instalado as coisas esquisitas. Ao chegarem a esta página, só vos devem aparecer 2 a 3 pontos de restauro, que são as actualizações críticas ou a instalação de algum programa que faça uma cópia de segurança do sistema antes de ser instalado. Se tiverem instalado coisas na manhã desse dia, podem escolher a data do dia anterior ou uns dias antes. Mas, vamos supor que só tem 2 pontos e acham que começaram a notar o computador a não se portar bem, no dia antes dessa data. Estão a ver ali aquela seta gorducha? Aquela linha não terá lá o certo. Coloquem-no e vão ver mais pontos disponíveis até cerca de 1 mês antes (caso nunca tenham feito a limpeza do sistema, podem ir até aos 6 meses). 

Escolham uma data antes do dia em que sabem que instalaram o primeiro dos programas que se deu mal e carreguem em seguinte. 

restauro fim

Confirmem que escolheram a data certa no último menu e carreguem em concluir. O vosso computador irá "voltar atrás no tempo" para a data escolhida. Não totalmente mas, na raiz do sistema operativo e no que quer que tenham instalado no computador e que deu problemas. Esta operação não pode ser interrompida (façam-na com o computador ligado à corrente e com a bateria carregada para alguma falha de energia) e demora entre 5 minutos a 30 minutos, dependendo da quantidade de coisas que serão repostas. 

Depois de reiniciarem, verifiquem como está o computador, corram o Windows Defender para verificar se não está por lá algo escondido e podem usar um antivírus online, como a versão GRATUITA do Malwarebytes, para verificarem se não anda por aí alguma coisa que não deve. (Depois de analisado, se surgirem infecções, movam para a quarentena, reiniciem o computador, façam uma nova procura e assim que diga que não encontrou nada, escolham a quarentena, mandem apagar aquilo tudo e desinstalem o programa, pois não existem qualquer necessidade de gastarem recursos do computador ao te-lo instalado.)

E o vosso computador viajou para trás no tempo, para antes de ter sido "atacado pelos bárbaros invasores". Isto funciona quer seja para programas instalados ou para alguma actualização que não tenha funcionado como devia, tendo bloqueado o computador.

E, com uma coisa tão simples, evitaram gastar dinheiro, perder 3 dias para alguém vos fazer estes mesmos passos e devolver o computador com uma descrição de problemas de 1001 coisas que não percebem nada da explicação.