Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Como ver mais estatísticas do meu blog?

Depois de ter revelado que tinha chegado ao meu blog alguém com uma pesquisa muito singular. mostrando um pouca da lista que estava a consultar, alguns quiseram saber onde é que eu ia buscar aquela informação tão detalhada.

Ora bem, a maior parte das pessoas tem blog no Sapo, no Blogger ou Wordpress e tem acesso a algumas estatísticas básicas. Mas o nosso amigo Google pode ajudar-nos a obter muito mais informação sobre o nosso blog: o que procura quem nos visita, a que hora do dia chega mais gente ao blog, se vêm do computador ou de um tablet ou telemóvel, que páginas estão a ver em tempo real ou o que escrevem no Google que as faz chegar cá e outras mil e trezentas coisas (assim por alto). Quanto mais à vontade estiverem com a plataforma, mais poderão descobrir sobre o vosso blog, quem chega e como o utiliza e dessa forma tomar ações que o façam crescer ainda mais. 

 

Google Analytics - Como Comear

 

De uma forma bastante simples e resumida, eis o que têm de fazer:

1. Inscrição gratuita no Google Analytics com qualquer conta de email aqui.

2. Criar uma conta Google Analytics para o vosso Blog seguindo os passos de Criar Conta com alguns dados básicos como o nome e URL do blog

3. Colocar o bocadinho de código que o Google vos vai dar no meio do código do vosso blog, de acordo com as instruções da página. No caso do Sapo, colam o código num dos componentes em Template > Layout > Adicionar Componente (copiam para lá o código e) > Guardar

 

O Google demora apenas umas horas para fazer a primeira verificação e a partir desse momento têm estatísticas em tempo real, com toda a informação interligada. Por exemplo, podem ver qual o nº de pessoas que chega ao blog em qualquer período de tempo a partir do motor de pesquisa do próprio Google no relatório Aquisição > Todo o Tráfego > Canais. Os resultados aí indicados como Pesquisa Orgânica são essas pessoas. E, se clicarem nessa linha, ficam a saber que palavras chave usaram (notem que apenas há dados das pessoas que permitem essa recolha de informação pelo browser).

 

Como nem tudo é perfeito também há coisas que não funcionam tão bem. Por exemplo, todos os blogs do Sapo têm domínio sapo.pt e o Google acha que é tudo a mesma coisa, e confunde-os nas estatísticas. Mas OK, dá para ver outras coisas e não dispenso na mesma as estatísticas do Sapinho para complementar a informação. 
Depois é um questão de explorarem, mas notem que o Google além de disponibilizar esta plataforma gratuitamente, ainda é um fofo e disponibiliza tutoriais que vos podem ensinar e esclarecer rapidamente. Podem consultá-los aqui.

Se o assunto vos interessar de vez em quando também posso deixar aqui umas dicas mais específicas acerca dos relatórios que uso mais frequentemente e de algumas funções básicas como mudar o período de visualização dos dados, cruzar dimensões dos mesmos ou criar e medir objetivos. 

Que as estatísticas estejam convosco!

 

A vida sexual após a Maternidade

FAMILIA-MANOS-UNIDAD1-e1393552911434.jpg

 

Após o nascimento do primeiro filho a vida sexual de um casal é completamente abalada. Não apenas pela entrada de um novo membro em casa como por toda a alteração da vida familiar.

Nos primeiros meses de vida de um bebé os horários passam a ser estipulados pelas necessidades da criança, o tempo a dois é escaço ou inexistente devido à necessidade constante de amamentar (tarefa que cabe única e exclusivamente à mãe), após o parto existe sempre o risco de DPP, do pós parto até à retoma da vida sexual pode levar algum tempo derivado a receios ou medo de que o acto seja doloroso, a dedicação total e completa de uma mãe ao filho – acaba por se esquecer que o parceiro existe e também ele carece de atenção e carinho.

São alguns dos muitos motivos que levam um casal a afastar-se após o nascimento de uma criança e pode levar – na pior das hipóteses – ao divórcio.

Após o nascimento do primeiro filho é necessário um esforço conjunto do casal para que a vida sexual retome um curso normal e seja prazerosa para os dois.

 

A ginecologista Carol Ambrogini, criadora do Projeto Afrodite, desenvolve estudos nesta área e ajuda mulheres que, após o primeiro filho, não conseguem retomar sozinhas e de forma natural a vida sexual.

 

Existe vida sexual depois dos filhos ou isso é lenda? 

O sexo deve ser parte importante de qualquer relacionamento amoroso, independente se o casal tem filhos ou não. É ele que traz a conexão homem-mulher à relação, que gera cumplicidade, alegria e sintonia aos dois como casal. Os filhos pertencem aos papéis de pai e mãe, são de outro “departamento” da união e não são desculpa para que a vida sexual seja anulada. Se o sexo está má, ou difícil, outros fatores devem ser pesquisados. O casal que tem desejo sexual mútuo pode ter uma vida sexual satisfatória mesmo tendo dez filhos.


Como manter uma vida sexual ativa e quente quando você só pode fazer sexo nos mesmos horários e dentro do quarto e, ainda assim, correndo o risco de seu filho bater na porta e ficar chamando mamããã? 

Mas são justamente a imaginação e a criatividade que dão toda a graça ao sexo. Se for pra fazer sexo todas as vezes da mesma maneira, vai ficar chato, previsível, acabando com o desejo sexual. O bom é pensar em situações diferentes dentro desta nova realidade com os filhos. Para isto, é importantíssimo que o casal tenha tempo para namorar, que a criança durma (em sua própria cama), num horário em que se é possível ter “vida” depois. Numa casa organizada e com rotina é mais fácil ter tempo e disposição para o sexo.

  
Por que o desejo sexual diminui tanto depois da chegada dos filhos, especialmente quando eles são pequenos? É uma questão física, hormonal ou emocional? 

Acho importante falar que ter uma diminuição de desejo após os primeiros meses da chegada de um bebê é perfeitamente normal e esperado. Biologicamente falando, o “corpo não quer” que a mulher engravide de novo, pois precisa desenvolver aquela “cria” primeiro. A prolactina, a hormona responsável pela amamentação, bloqueia a produção de testosterona, um dos fatores responsáveis pelo desejo sexual. Sem falar no cansaço das noites mal dormidas, nas mulheres que sofrem com depressão pós-parto, na vida que fica mais corrida... Identifico outro fator marcante: a maternidade vem para a mulher com uma força estrondosa. Ela chega para ocupar o papel central de suas vidas e muitas esquecem-se de que no meio à mãe, à profissional que ela tem que continuar sendo, à dona de casa, existe também a mulher. E é fundamental para a libido que este papel de mulher seja respeitado e cuidado, sem culpa e com leveza. Também há de se ter muito cuidado para não “maternalizar” a relação. Nas conversas com o parceiro, evite tornar-se repetitiva com o assunto filhos. 

 

Dizem que a retomada da vida sexual vem junto com a independência do filho. Isso significa que o sexo só vai rolar de verdade quando o filho for morar com a namorada? 

De forma alguma. O casal deve readaptar-se à nova rotina com as crianças. É fundamental para um bom relacionamento, uma vida sexual satisfatória. O casamento não pode ficar restrito aos filhos, eles são uma parte importante deste, mas não o todo. O casal deve reservar um tempo para namorar, fazer projetos para o futuro, ter vida social. Está complicado? Prepare um jantar romântico, abre um vinho, prepare-se para o sexo, não como uma obrigação e sim como um momento de lazer.

Essa redução do desejo sexual diminui para todas as mulheres depois da maternidade ou também é comum o ritmo voltar rapidamente ao normal? 

A diminuição do desejo após a chegada dos filhos é uma queixa frequente. Como disse, é esperado que ela ocorra principalmente durante o período de amamentação. No entanto, muitos casais vão se adequando com o tempo. Uma pesquisa inglesa mostrou uma redução dos níveis de testosterona nos homens logo após tornarem-se pais. Os pesquisadores levantaram a hipótese de esta redução ser uma adaptação biológica do homem à vida em família.

Não acho certo culpar os filhos pela diminuição de desejo. Outras questões devem ser pesquisadas. Na verdade, muitos casais relatam que ao tornarem-se pais, ficaram mais unidos e felizes.

 
Um dos conselhos que as mães ouvem é para jogar fora as calcinhas e sutiãs beges dos tempos de gravidez e investir em roupas íntimas mais interessantes. Mas muitas vezes o cansaço é tão grande que o que menos se quer é provocar o marido. Como faz para não chatear o parceiro?

A mulher deve sim, doar toda esta lingerie “foleira”, também deve ter cuidados com a sua imagem e feminilidade. Vejo muitas mulheres que, depois de mães, adotam como vestuário, roupa de agasalho e tênis. Sentir-se bonita e atrativa é essencial para a libido, mesmo que não se vá fazer sexo.

Com relação ao cansaço, uma coisa é sentir-se cansada ocasionalmente, neste caso não há problema nenhum em frustrar o parceiro, afinal mulher nenhuma tem que estar sempre pronta para o sexo. Outra questão diferente é estar cansada o tempo todo e ficar inventando desculpas para não fazer sexo. Se a mulher está nestas condições, algo está errado na sua rotina ou na sua saúde, que precisam ser revistos. Às vezes é só uma questão de pedir ajuda, de expor o problema, inclusive para o parceiro.

 
A postura do parceiro como pai tem influência no desejo sexual da mulher? 

Acredito que sim. Não admirar o parceiro como pai é bem tocante para a imagem dele como companheiro de vida, gera decepção. No entanto, ser este “excelente pai” é também uma idealização feminina. Ao invés de ficar apontando defeitos, é importante conceder espaço para este pai e analisar o vínculo da criança com ele. Este último item diz tudo sobre ser ou não ser um bom pai.

 


Algum conselho para os maridos/companheiros? 

Companheiros que elogiam e galanteiam suas parceiras ganham sempre pontos. Entender que a mulher ganhou uma função a mais com a maternidade também é importante, bem como ajudá-la nesta nova fase. Não precisa trocar fralda, mas saber cuidar da criança para ela poder ir à manicura, só vai facilitar a relação dos dois. Quanto ao sexo, é relevante saber que as mulheres sentem menos desejo sexual que os homens e que a qualidade é mil vezes mais importante do que a quantidade.

 

E dicas para nós, mulheres?

O desejo feminino é complexo e delicado. Muitas vezes é preciso ir atrás dele com atitudes mais ativas. Uma dica é erotizar a relação, buscando estímulos em contos, filmes, músicas, brinquedos eróticos, etc. Proponha-se a ter uma determinada frequência sexual e  seja mais disponível ao sexo. Pode ser que não esteja com “aquela” vontade, mas ao permitir uma investida do parceiro pode animar-se e ter uma ótima relação sexual. No dia seguinte, vai lembrar-se dela e poderá até ficar mais entusiasmada. Resumindo, XÔ, preguiça sexual!

 

Fonte: http://mamatraca.com.br/?id=270