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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Espinhas peixe

Estava a comer uma bela duma dourada ao almoço e ia engolindo uma espinha. E lembrei-me de partilhar convosco a seguinte recomendação. Nunca, mas nunca, comam pão “para empurrar” a espinha. É que o pão, de facto, empurra a espinha mas pode ser numa direcção errada – ou seja, em vez de a empurrar para o estomago, pode empurra-la contra as paredes do esófago e arranjam uma valente chatice.

Quando engolimos uma espinha, o ideal é, primeiro, mostrar a boca a alguém para ver se lho pode tirar, com os dedos ou com o auxílio de uma pinça, devendo a pessoa que vai tentar tirar a espinha, baixar a língua ao outro por meio de uma colher.

Beber um copo de água auxilia muitas vezes a descida da espinha para o estômago. O sumo de um limão pode ajudar a resolver o incómodo, porque amolece a espinha, tornando-a flexível. Há também quem aconselhe a beber bebidas com gás porque o gás ajuda a espinha a soltar-se.

"Estilo de Vida" - um determinante da saúde individual (e comunitária)

 Hoje, apeteceu-me falar de “determinantes e indicadores de saúde" individual (e comunitária).

 Há fatores- os chamados determinantes de saúde - que interferem (direta ou indiretamente) na saúde de uma pessoa: a idade, as condições socioeconómicas, o acesso aos cuidados médicos, o ambiente físico, entre outros. Por outro lado, os parâmetros (mensuráveis) que permitem avaliar esses determinantes – os indicadores de saúde – permitem orientar as políticas de saúde e avaliar as medidas tomadas na área da saúde.

 De todos os determinantes de saúde, os comportamentos individuais: alimentação, hábitos de higiene, prática de exercício físico e adoção de um estilo de vida saudável, influenciam fortemente o estado de saúde.

 De acordo com Manuel Santos Rosa (Professor Catedrático de Imunologia da FMUC[1]: “Comer metade (mas bem), andar o dobro e rir o triplo” influencia o nosso sistema imunitário. Segundo aquele especialista, se tivermos em atenção o triângulo: alimentação (comer), exercício físico (andar) e estado de espírito (rir), o nosso sistema de defesa das agressões externas e internas – o sistema imunitário - fica mais forte.

 De facto, a filosofia de vida, a atividade física e a alimentação são determinantes da saúde que podem contribuir para a longevidade e para a qualidade de vida. Um exemplo paradigmático desta interação é a longevidade dos okinawanos – habitantes das ilhas Okinawa, no sul do Japão. Segundo um estudo científico - Okinawa Centenarium Study – esta região do mundo possui uma taxa muito elevada de idosos centenários. Segundo consta, a província de Okinawa detém a esperança de vida e a esperança de saúde mais longas do mundo.

 Segundo os investigadores, do referido estudo, os okinawanos desenvolvem uma filosofia de vida – o ikigai – cujo lema é: “aquilo que faz a vida valer a pena”, responsável pela sua qualidade de vida. Os okinawanos idosos “têm um forte sentido de propósito na vida”. Esta visão da vida - atribuição de “significado e propósito a tudo o que fazem” – provavelmente serve de “defesa contra o stresse e a ansiedade”. Por outro lado, muitos pertencem a um moaiuma rede de auxílio mútuo financeiro, emocional e social durante toda a vida”. E, claro, o tipo de alimentação que praticam – com muitos vegetais, tofu, sopa de miso[2] e muto pouca carne e peixe. Aliás, têm como lema: hara hachi bu – encher apenas 80% do estômago.

 Ora, considerando estes dados e a opinião do Professor da FMUC, conclui-se que há determinantes da saúde (individual e comunitária) que não devem ser menosprezados. Pelo contrário, devemos dar mais atenção ao nosso estilo de vida, pois o mesmo pode - se regrado - retardar problemas de saúde e assegurar a qualidade de vida no futuro.

 

Fontes:

http://www.okicent.org/study.html

http://www.okicent.org/docs/bjw_jgbs_sibling.pdf

Delgado, Z. e Canha, P. (2015) À Descoberta do Corpo Humano. 9º CN, Vol. 1, Editora Texto.

 

 

 

[1] Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

[2] Soja fermentada.

Republica das Maurícias: Uma viagem inesquecível!

Hoje tive a (feliz) oportunidade de assistir à apresentação de uma bela Viagem que a nossa querida Magda programou para nós. 

Ao ouvir as várias aventuras que foram partilhadas, e fazendo a minha própria viagem por uma viagem que outrora fiz e que jamais esquecerei, lembrei-me de trazer algumas dessas memórias para aqui.

Para quem não conhece, o seguinte texto será uma boa oportunidade de visita pela pequena e acolhedora República das Maurícias.

 

 

A Republica das Maurícias é um país insular do oceano Índico, constituído pelas ilhas Mascarenhas orientais: ilha Maurícia, ilha Rodrigues e por dois arquipélagos mais a norte: as ilhas Cargados Carajos e Agalega.

Situa-se aqui, a cerca de 800 Km da Ilha de Madagáscar.

 

Tem uma área de 2040 km², um sistema democrático parlamentar, e a população é de 1.264.866, sendo composta de pessoas de várias origens. A maioria de origem indiana (cerca de 68%) e os restantes de origem europeia, africana, chinesa e malgaxe.

Dentro da população existente, a religião hindu alberga cerca de 52% das pessoas, os católicos 27,5%, outros cristãos 8,6%, muçulmanos 16,6% e não-religiosos 0,4%, enquanto as outras religiões até 2,5%.

A culinária nacional acaba por ser uma mistura de influências da cozinha Criola, Chinesa, Francesa e Indiana, sendo comum a combinação destas culinárias para a elaboração de um prato.

 

 

A Republica das Maurícias tem fortes laços culturais com a França. A popularidade dos pratos franceses como o daube, civet de lièvre ou coq au vin servidos com vinho, mostram a prevalência da culinária francesa na Maurícia atualmente. Com o passar dos anos, algumas receitas foram adaptadas com a adição de ingredientes mais exóticos nativos da ilha, o que confere, em muitos casos, um sabor único.

 

A ilha foi descoberta pelos portugueses, em 1505. Foi primeiro colonizada pelos holandeses, em 1638, e nomeada em honra ao príncipe Maurício de Nassau. Os franceses controlaram a ilha durante o século XVIII e a renomearam para Îlle de Franc. A ilha foi tomada pelos britânicos em 1814, que restauraram o seu nome anterior.

A independência aconteceu em 1968, mas a Maurícia manteve como chefe de Estado o monarca do Reino Unido e apenas se tornou uma república em 1992, sendo membro da Commonwealth. A ilha tem um governo democrático estável com eleições livres e regulares, e direitos humanos positivos. Consequentemente, atraiu grande investimento estrangeiro, ganhando assim a maior renda per capita da África.

 

Assiste-lhe um clima tropical quente e a temperatura da água varia entre os 24ºC / 26ºC.

 

 

 

A melhor época para viajar para as Maurícias é entre Junho e Novembro, quando a humidade e a chuva baixam drasticamente, mas as temperaturas do ar e do mar mantêm-se acima dos 27º e dos 24º, respetivamente. Há uma temporada de monções nas Maurícias, mas está longe de ser tão pronunciado como em outros países. Se puderem, evitem os meses entre Janeiro e Abril, muito húmidos, muito quentes, algo chuvosos e com risco de ciclones. 

O fuso horário é UTC/GMT +4:00 (neste caso, mais 4 horas do que em Portugal Continental).

A moeda que se utiliza é o MUR (Rupia da Maurícia) e a língua oficial é o inglês. No entanto, fala-se praticamente tanto inglês como o francês e em algumas comunidades é frequente o uso de crioulo.

 

A capital é Port Louis e os campos de cana-de-açúcar ocupam mais de 50% da ilha, sendo o açúcar, a planta mais produzida na agricultura da ilha. 

Se o visitarem, encontram um País bastante diversificado que se dedica ao turismo e à agricultura.

São visíveis em toda a parte as inúmeras plantações de cana-de-açúcar para a produção de açúcar e rum, os muitos quilómetros de plantações de chá e de baunilha, o muito marisco e peixe que o oceano oferece.

 

 

Não vos consigo colocar aqui todos os locais que visitei (e o post também já está a ficar extenso) mas há um que não me irei esquecer com certeza!

A Fábrica de produção de Rum que, para além de toda a demonstração da produção, estrutura e localização sem igual, tinha um restaurante deliciosamente confortável, que transmitia paz em todos os recantos e onde se comia com grande qualidade.

 

 

 

 

Conclusão: Uma viagem verdadeiramente inesquecível! 

 

Se algum dia tiverem oportunidade, não deixem de lá ir :)

 

 

Fonte 1

Fonte 2

Fonte 3

Aloé Vera ou Babosa

aloé vera.jpg

 

O conhecido Aloé Vera ou Babosa é uma planta pertencente à família das Liliáceas, do qual também faz parte do alho. Ambos possuem grandes propriedades curativas e nutritivas. O Aloé Vera ou Babosa, pelas suas propriedades curativas e regeneradoras, é mencionado em passagens bíblicas e nos antigos hieróglifos egípcios, sendo utilizado por Alexandre Magno nas suas conquistas como sendo o único paliativo para os ferimentos de guerra.

Aqui ficam as seguintes propriedades desta milagrosa planta:

FUNÇÃO INIBIDORA DA DOR:

O Aloé Vera reduz a dor ao ser aplicado no lugar do ferimento devido à sua grande capacidade de penetração, vantagem que não é encontrada na maioria de outros produtos. O Aloé Vera bloqueia a dor nas camadas mais profundas da pele, devido aos seus componentes activos e ao seu poder anti‐inflamatório e penetrante.

AÇÃO ANTI‐INFLAMATÓRIA

O Aloé Vera tem uma acção similar à dos esteróides como a cortisona, porém sem os efeitos nocivos que este provoca. Por esta razão, pode utilizar‐se em todos os transtornos inflamatórios, como a bursite, artrite ou picadas de insecto. Para um melhor efeito sobre a pele, coloque um algodão embebido com o gel de Aloé Vera e cubra‐o para evitar que se evapore. Um ponto importante a ressaltar é que o Aloé Vera não contém cortisona, mas contém enzimas e outros elementos que o tornam altamente anti‐inflamatório.

AÇÃO COAGULANTE

Como o Aloé Vera contém alto conteúdo de cálcio e potássio, ele provoca a formação de uma rede de fibras que retém os eritrócitos do sangue, ajudando assim a coagulação e a cicatrização necessária. O cálcio é um elemento muito importante para o bom funcionamento do sistema nervoso e para a acção muscular, sendo um grande catalisador em todo o processo de cicatrização.

AÇÃO QUERATOLÍTICA

Esta acção permite que a pele danificada ou ferida se desprenda, havendo uma renovação de tecidos com células novas. Permite que exista também um maior fluxo sanguíneo através de veias e artérias, livrando‐as de pequenos coágulos.

AÇÃO ANTIBIÓTICA

Comprovou‐se que o Aloé Vera inibe a acção destruidora de muitas bactérias, como a Salmonella e os Staphylococcus. É um produto excelente para a eliminação bacteriana, bem como para a sua prevenção.

AÇÃO REGENERADORA CELULAR

O Aloé Vera possui a hormona que acelera o crescimento de novas células e além disso elimina as células velhas. Graças à presença de cálcio no Aloé Vera, as células podem manter o seu equilíbrio interno e externo, proporcionando assim melhor saúde celular a todos os tecidos do corpo, porque o cálcio regula a passagem dos líquidos nestas células.

CANCRO DA PELE

O milagroso Aloé Vera será uma arma contra o cancri da pele no futuro, assegurou o Dr. Faith Strickland, da Universidade do Texas. Ele também assegura que o Aloé Vera evita que o sistema imunológico da pele se danifique. Uma característica importante é que o Aloé contém 18 aminoácidos que o corpo humano necessita para a formação de proteínas (as proteínas são cadeias formadas pela combinação de vários aminoácidos). Além disso, o Aloé contém minerais como o cálcio, fósforo, cobre, ferro, manganês, magnésio, sódio e potássio, que são elementos indispensáveis para o metabolismo e para a função celular.

AÇÃO ENERGÉTICA

O Aloé Vera ajuda no bom funcionamento do metabolismo celular, isto é, ajuda na produção da energia que o corpo necessita. Além disso, devido ao seu conteúdo de vitamina C, ele produz uma acção que melhora e estimula a circulação e o bom funcionamento do aparelho cardiovascular. A vitamina C não é produzida pelo organismo, por isso temos de buscá‐la externamente. Esta vitamina é muito importante para o fortalecimento do sistema imunológico, do aparelho circulatório, do aparelho digestivo, intervindo na prevenção da maioria das enfermidades.

AÇÃO DIGESTIVA

O Aloé Vera contém uma grande quantidade de enzimas. Algumas enzimas podem ser produzidas pelo organismo, porém outras não o são, havendo portanto a necessidade de serem adquiridas externamente. Durante o processo digestivo, as enzimas transformam as proteínas, convertendo‐as em aminoácidos, os carboidratos em açúcares (glicose) e as gorduras em ácidos gordos. E desta forma esses elementos transformados são absorvidos pelo intestino e levados para a corrente circulatória.

AÇÃO DESINTOXICANTE

Desintoxicação = eliminação + regeneração + assimilação
Devido ao potássio que o Aloé Vera contém, ele melhora e estimula o fígado e os rins, que são os principais órgãos de desintoxicação. O Aloé contém ácido urónico, o qual elimina as toxinas ao nível celular. O Aloé Vera, ao ser ingerido pela primeira vez, tende a produzir um pouco de diarreia devido ao facto de que ele produz uma limpeza inicial nos intestinos, tanto de bactérias quanto de alimentos que estão retidos nas alças intestinais ou nos divertículos.

AÇÃO HIDRATANTE DA PELE

O Aloé Vera penetra profundamente na pele e restitui os líquidos perdidos, atém de restaurar os tecidos danificados de dentro para fora, como acontece no caso das queimaduras, tanto as ocasionadas por fogo, por radiação ou pelo sol.

AÇÃO NUTRITIVA

O Aloé Vera contém 18 dos 23 aminoácidos (componentes das proteínas) que o organismo necessita para formação de células e tecidos. Além disso, contém enzimas necessárias ao processamento dos carboidratos, das gorduras e das proteínas no estômago e no intestino. Além disso, o Aloé contém uma grande variedade de vitaminas, como a B1, B5, B12, A e C. Também contém minerais como cálcio, fósforo, cobre, magnésio, manganês, sódio e potássio.

AÇÃO TRANSPORTADORA

O Aloé Vera é um veículo perfeito para transportar profundamente para dentro da pele outras substâncias ou elementos aos quais está combinado. Esta é a razão pela qual existem milhares de produtos cosméticos e medicinais misturados com Aloé. Como por exemplo:

− Em combinação com eucalipto e jojoba, ele fornece um grande calmante para a dor, já que penetra nas três camadas da pele, chegando até à região muscular.

− Associado ao própolis de abelha, dá‐nos um excelente creme para infecções da pele.

− Associado ao óleo de coco e a um bloqueador de raios ultravioleta dá‐nos um excelente protector solar.

 

ALOÉ VERA NA ODONTOLOGIA

O doutor Timothy E. Moore, da Universidade de Oklahoma, fez investigações obtendo fabulosos resultados. Aplicou o Aloé na sua prática diária, na odontologia e assegura que, na forma de pasta de dentes, ajuda a combater o sangramento e a gengivite, controlando a sensibilidade dentária, além de ajudar na prevenção das cáries. Além disso, não contém elementos abrasivos que destroem o esmalte dos dentes. O Aloé misturado com jojoba ajuda a eliminar o ressequimento dos lábios e as aftas bucais.

 

O ALOÉ VERA NO TRATAMENTO DE BELEZA

É bem conhecido que tanto Nefertiti como Cleópatra usavam o Aloé para embelezar‐se. Sem dúvida, essa tradição foi institucionalizada, tornando-o num importante elemento em muitos produtos de beleza. A limpeza facial é muito importante devido à suavidade e flexibilidade que deve ter a pele do rosto, pois sem dúvida o ar, o pó e o sol alteram as suas características e maltratam-na. O Aloé tem dois componentes: ligninas e polissacarídeos (hidrato de carbono), que penetram nas três camadas da pele (epiderme, derme e hipoderme) e expulsam as bactérias e os depósitos de gordura que obstruem os poros.

Além disso, o Aloé Vera ao penetrar na pele faz com que a acção dos nutrientes naturais, como os minerais, as vitaminas, os 18 aminoácidos e as enzimas que contém, melhorem e estimulem a reprodução de novas células, substituindo as células mortas da pele. Se a epiderme não puder eliminar essas células de gordura, os poros da pele irão obstruir‐se e as glândulas sudoríparas não poderão funcionar bem, começando a formar infecções na pele. Pelos seus poderes regenerativos, cicatrizantes e de alta penetração na pele, o Aloé é usado em diversos cremes, máscaras cosméticas, champôs, cremes tonificadores ou redutores de gordura, etc. Além disso, é usado em cremes bronzeadores e protectores solares.

Com esta planta produzem-se cremes para as dores musculares e reumáticas e em forma de gel para combater a acne. Utilizam-se também nos sabões e nos champoos.

 

Assim, como conclusão, o ALOÉ VERA – BABOSA aumenta a eliminação de toxinas; melhora a assimilação de nutrientes; melhora a nutrição; facilita a regeneração celular; aumenta a energia; e melhora a qualidade de vida.

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