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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Alfarrobas

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Como já disse aqui, adoro alfarrobas. A alfarroba é a vagem da alfarrobeira. Tem um aspecto semelhante ao do feijão verde. Desde os tempos dos romanos, que é consumida, preferencialmente depois de secar. 

A alfarroba possui apenas 0,7% de gordura e à volta de 38% a 45% de açúcares naturais (sacarose, glicose e frutose), o que a torna no substituto perfeito para o açúcar, sendo bastante usada, hoje em dia, em culinária.

Dentro da alfarroba encontram-se 10 a 16 pequenas sementes. Durante séculos achou-se que o peso da ditas sementes era sempre igual pelo que era bastante usado para pesar ouro e pedras preciosas no Oriente Médio. O nome das sementes - quilates - deu o nome à medida que hoje é usada para esse efeito.

A semente de alfarroba é utilizada em várias indústrias, como a farmacêutica (para dar forma a alguns comprimidos), a cosmética (quanto mais os cremes forem hidratantes, mais goma da semente de alfarroba têm, o chamado E410, que absorve a água), a alimentar (como aditivos para pudins, papas de bebé e estabilizantes de gelados), a têxtil e do papel.

A alfarroba é um alimento saudável e de elevado valor nutritivo. Tem, na sua composição, vitamina B1, A e B2, ajudando, por isso, a melhorar o funcionamento do sistema nervoso, músculos, coração e o raciocínio, colabora no crescimento dos ossos e dentes, vitalidade da pele e saúde da visão, entre outras vantagens.

O pó ou farinha de alfarroba, feito com a vagem torrada e moída é utilizado para substituir o cacau.

Além de nutritivos e saborosos os produtos feitos com alfarroba são isentos de lactose, glúten e açúcar.

Eu, pessoalmente, adoro comer a vagem seca. Mas também já comi pão de alfarroba, que é uma delicia.

Febre - o que fazer

Muitos pais ficam em pânico quando recebem uma chamada do infantário ou quando colocam a mão na testa e a criança está quente.

Temos que perceber antes de mais que a febre é uma resposta do organismo a alguma alteração, na maioria das vezes decorrente de uma infecção, por isso é uma forma de o corpo se defender e, portanto, tem um lado positivo, mesmo sendo sinal de alerta.

Há muitos mitos acerca a febre que, na maioria das vezes, causam medo, mas, de acordo com especialistas, não é preciso desespero, uma vez que um dos poucos efeitos negativos são as tão faladas convulsões febris, que acontecem nas crianças predispostas a ter.

Não vale a pena alarmismos quando a febre está abaixo dos 38º, nem devemos começar a encharcar as crianças com medicação, apenas ajudar o organismo a fazer os seu trabalho, observando a criança, e caso esteja prostrada ou com outros sintomas, deveremos recorrer ao médico.

Alguns procedimentos que podemos utilizar sem recorrer a fármacos para aliviar um pouco a febre são:

» Beber bastantes líquidos para manter a hidratação é o passo mais importante

» Retirar a roupa em excesso para evitar que suba ainda mais

» Passar uma esponja ou toalha humedecida com água fria, sobre os corpo, mas essencialmente nas zonas mais quentes como axilas e virilhas

» Caso a temperatura persista abaixo dos 38º pode optar por um banho em água tépida

» Manter-se o mais sossegado possível para restabelecer os batimentos cardíacos que aceleram um pouco com a febre (nas crianças, se estiver parado demais convém ficar atentos)

» Deve manter uma boa alimentação, essencialmente à base de frutas e sumos, que ajudam a manter a hidratação.

 

Nunca devemos utilizar álcool para reduzir a temperatura uma que que pode ter efeitos tóxicos, embora reduza a temperatura, volta a subir rapidamente.

 

Beneficios das bananas

Há dias em que pensamos muito no que escrever e parece que nada surge, mas um pequeno detalhe faz iluminar as ideias!

Ao visualizar uma receita de Bolo de Banana, que me parece interessante encontrei o tema de hoje: BANANAS

 

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 A Banana é conhecida por fornecer energia instantânea, fornece 90 calorias por cada 100 gramas, contendo três açúcares naturais - sacarose, frutose e glicose, combinados com fibra, além de conter uma pequena quantidade de gordura e de proteína. É a fruta número um de grande parte dos atletas, pesquisas comprovam que apenas duas bananas fornecem energia suficiente para um treino intenso de 90 minutos. Para além destas características, a banana pode, também, ajudar na cura e prevenção de diversas doenças.

 

Contra a depressão

De acordo com uma investigação recente, muitas das pessoas que sofrem de depressão sentem-se melhor depois de comerem uma banana. Isto deve-se ao facto de a banana conter um tipo de proteína - triptofano - que o corpo converte em serotonina. A serotonina actua como um relaxante e, assim, relaxa a mente e melhora o humor.

 

Contra a anemia

Por serem ricas em ferro, as bananas estimulam a produção de hemoglobina no sangue ajudando nos casos de anemia.

 

Contra a hipertensão

Extremamente rica em potássio e pobre em sódio, a banana torna-se perfeita para combater a hipertensão

 

Poder cerebral

Uma pesquisa desenvolvida em 200 estudantes, de uma escola em Twickenham, mostrou que as frutas com elevado teor de potássio  podem ajudar na aprendizagem, tornando os alunos mais atentos e elevando a sua capacidade mental.

 

Contra a prisão de ventre

Com um elevado teor de fibra, incluir bananas na sua dieta pode ajudá-lo a normalizar as funções intestinais, sem ter de recorrer a laxantes.

 

Contra a azia

Se sofre de azia regularmente, experimente comer uma banana, já que esta tem um efeito antiácido natural no organismo.

 

Contra os enjoos matinal

Para evitar as náuseas, nada melhor que uma banana entre as refeições. Ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevados, o que evita as náuseas.

 

Nas picadas de mosquito

Quando é picado por um mosquito experimente esfregar a área afectada com a parte interna da casca da banana. Muitas pessoas têm resultados excelentes na redução do inchaço e da irritação.

 

Na  ressaca

Uma forma rápida de curar uma ressaca é fazer um batido de banana com leite e mel. Enquanto o leite acalma e hidrata o seu sistema, a banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel, eleva o baixo nível de açúcar.

 

Para acalmar

Ao serem ricas em vitamina B, as bananas ajudam a acalmar o sistema nervoso. Vários estudos chegaram à conclusão que grande parte das pessoas obesas observadas trabalhava sob pressão. Para evitar a ansiedade por comida, é necessário controlarem-se os níveis de açúcar no sangue. Isto pode ser feito através de ingestão de alimentos ricos em carboidratos a cada duas horas.

 

Com úlceras

A banana neutraliza a acidez e reduz a irritação protegendo as paredes do estômago.

 

No controlo da temperatura

Aos olhos de muitas culturas a banana é vista como uma fruta "refrescante" que pode reduzir tanto a temperatura física, como emocional, das mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, as grávidas comem bananas para os bebés nascerem com temperaturas baixas.

Informação Nutricional da Banana

Componentes Quantidade por 100 g de banana
Energia 95 calorias
Água 72,1 g
Proteína 1,6 g
Gordura 0,4 g
Carboidratos 21,8 g
Fibras 3,1 g
Triptofano 0,30 mg
Vitamina B1 0,06 mg
Vitamina B2 0,07 mg
Vitamina B3 1 mg
Vitamina B6 0,29 mg
Potássio 425 mg
Magnésio 28 mg

 

Apesar da banana ter fibras que diminuem o apetite a banana tem calorias e por isso não deve ser comida mais que uma banana por dia.

Publicado Inicialmente aqui: Khimera

do monstro do esparguete voador

"no princípio era o esparguete. ele criou as montanhas, as árvores, os homens e viu que era bom."

depois nasceu uma religião.

 

 

 

difícil de acreditar? pois, mas não é! o pastafarianismo ou massafaranismo (jogo de palavras com as expressões pasta, que significa massa em inglês e rastafari) é de facto uma religião fundada por bobby henderson em 2005, num protesto contra o facto de uma escola da pensilvânia exigir dos professores de ciências o ensino do criacionismo como alternativa à teoria da evolução.

henderson mandou então uma carta aberta à escola dizendo que acreditava num criador sobrenatural chamado monstro do esparguete voador (flying spaghetti monster) formado por esparguete e almôndegas. o objectivo essencial era mostrar que todos os argumentos para a inclusão do criacionismo nas escolas também servem para a inclusão do ensino do pastafarianismo. a ideia pegou não só como uma paródia mas também como argumento usado por ateus para demonstrar a não existência de deus: de que difere esta religião de qualquer outra? 

 

- como qualquer religião que se preze o pastafarianismo assenta em diversos "pilares", sendo que cito os mais relevantes:

*o universo foi criado pelo monstro do esparguete voador - ou seja, o deus - começando com uma montanha, árvores e um anão.

* só existem terramotos, furacões e aquecimento global porque os piratas decresceram exponencialmente desde o século XIX.

* foi o monstro do esparguete voador que, de forma intencional, plantou todas as provas a favor da evolução, num objectivo claro de testar a fé dos pastafarianos, pelo que foi por isso que escondeu os fósseis dos dinossauros na terra.

* o paraíso do pastafariano inclui cerveja em abundância e striptease de mulheres. já no inferno a cerveja é sem álcool e as mulheres do striptease têm doenças sexualmente transmissíveis.

 

 

- além disso o monstro do esparguete voador entregou 8 condimentos (não havia conhecimento da palavra mandamento) ao capitão mosey (o grande profeta):

1. realmente preferiria que não agisses como um santarrão imbecil, a achar-te melhor que os outros quando descreveres a minha santidade espaguética. se alguns não crêem em mim, não há problema. na verdade, não sou tão vaidoso. além disso, isso não é sobre eles, logo não mudes de assunto.

 

2. realmente preferiria que não usasses a minha existência como um meio para oprimir, subjugar, castigar, eviscerar, ou … tu sabes, ser mau para com os outros. não peço sacrifícios e a pureza é para a água potável, não para as pessoas.

 

3. realmente preferiria que tu não julgasses as pessoas pelo seu aspecto, ou como se vestem, ou pela maneira como falam, ou… olha, sê simplesmente bom, está bem? ah, e que te entre na cabeça: mulher = pessoa, homem = pessoa, samey = samey. nenhum é melhor que o outro a menos que falemos de moda claro, sinto muito, mas de facto a moda foi entregue às mulheres e a alguns homens que conhecem a diferença entre verde mar e fúcsia.

 

4. realmente preferiria que tu não fizesses coisas que te ofendam a ti mesmo, ou a(o) teu(ua) parceiro(a) amoroso(a) mentalmente maduro(a) e com idade legal para tomar as suas próprias decisões. quanto a qualquer outro que se oponha, creio que a expressão é “vai-te f***r”, a menos que aches ofensivo.

 

5. realmente preferiria que não desafiasses as ideias fanáticas, machistas e de ódio com o estômago vazio. come primeiro, depois vai ter com os parvos.

 

6. realmente preferiria que tu não construísses igrejas/templos/mesquitas/santuários multimilionários à minha santidade macarrônica quando o dinheiro poderia ser melhor utilizado em (a escolha é tua):

    a. terminar com a pobreza.

    b. curar doenças.

    c. viver em paz, amar com paixão e baixar o preço da televisão por cabo.

posso ser um ser omnipresente de hidratos complexos, mas desfruto das coisas simples da vida. eu sei, por isso SOU O Criador.

 

7. realmente preferiria que não andasses por aí a contar às pessoas que eu falo contigo. não és assim tão interessante. cresce! disse-te que amasses o teu próximo. não entendes as indirectas?

8. realmente preferiria que não fizesse aos outros o que não gostarias que fizessem a ti. se não gostas de…  daquelas coisas que usam muito couro/lubrificante/Las Vegas então não esperes que os outros gostem. no entanto, se a outra pessoa também gostar da brincadeira (conforme #4), então aproveitem, tirem fotos, e pelo amor de mike, usem preservativo! é verdade, é um pedaço de borracha. se não quisesse que vocês gostassem da brincadeira teria colocado pregos no playground ou algo assim.

 

por fim, para terminar isto, deixo apenas o seguinte:

em 2012 niko alm afirmou frequentar a igreja do monstro do esparguete voador para poder aparecer na fotografia da carta de condução com um escorredor de massa na cabeça. na áustria só são permitidos acessórios na cabeça, para efeitos de documentos oficiais, quando relacionados com alguma religião e a verdade é que depois de recorrer a tribunal, foi-lhe dado pleno direito:

 

 

portanto, vamos rezar? têm o escorredor a prontos?

 

 

Dieta (e cozinha) mediterrânica

 Quando falamos em “dieta mediterrânica”, a palavra reporta-nos, de imediato, para territórios da região mediterrânica - nomeadamente, o Alentejo – e para um património imaterial que foi sendo “transmitido, oralmente, de geração em geração” e que deu lugar a uma “cozinha identitária” desses territórios.

 Já muito se escreveu sobre este regime alimentar, que “configura uma culinária de grande simplicidade, com predominância de produtos de origem vegetal.

 Mas qual o segredo desta cozinha? O que a torna peculiar? Porque é considerada “saudável”?

 A cozinha mediterrânica original pauta(va)-se pelos “pequenos pormenores”. Não são necessários “produtos rebuscados nem técnicas complicadas para obter grandes resultados gastronómicos”. O que conta é “a subtileza e o equilíbrio”, para tornar qualquer refeição num ato de prazer e sensualidade. Daí a predominância de “pratos simples e requintados” confecionados com o mínimo de ingredientes. O segredo está na “qualidade do sabor do produto natural”, a qual deverá ser potenciada, apenas; por outro lado, a adição (e a combinação) dos aromas inconfundíveis das “ervas aromáticas”, quer durante a cozedura dos alimentos, quer como “retoque final” nos acabamentos, para a “personalização dos pratos”.

 Atendendo ao facto da produção agrícola na região não permitir (desde sempre) “disponibilidades e variedades alimentares” que se desejavam, o “engenho” e a “arte” dos povos deste território permitiu-lhes desenvolver uma cozinha singular onde “o pão, o azeite, as ervas aromáticas e a carne de porco” predominam.

 Em relação aos procedimentos culinários, o mais comum, diz respeito à presença da água nos pratos tradicionais: sopas, açordas, ensopados, guisados… o que, segundo os entendidos, “ constitui “uma das determinantes para que esta cozinha seja considerada muito saudável”, dado que “o ponto de ebulição da água permite que a temperatura de cozedura se mantenha constante, impedindo a degradação das gorduras e de mais nutrientes durante o processo de cozedura.”

 Noutros procedimentos, o facto da “junção/adição dos ingredientes com a gordura se fazer em cru”, “impede a sua degradação” e torna os cozinhados mais saborosos.

 O consumo de batata, cereais e leguminosas secas têm, também, um papel de destaque na cozinha mediterrânica. Para além do seu importante papel como fornecedores de hidratos de carbono, contribuem para “engrossar os caldos”, tornando-os mais apetitosos.

 Ainda hoje, nas zonas rurais do Alentejo e da região da Serra Algarvia, no quotidiano, as populações praticam este tipo de regime alimentar. No entanto, os seus príncípios básicos têm vindo, progressivamente, a sofrer alterações (nota 1). Sendo conhecidos todos os seus benefícios para a saúde - desde os anos 50 -, a comunidade científica tem vindo a insistir na recomendação da dieta mediterrânica como fator promotor da saúde individual e comunitária (nota 2).

 

NOTAS:

1. Não confundir: “cozinha e dieta mediterrânicas”. São conceitos diferentes; nem todos os pratos da cozinha mediterrânica correspondem aos preceitos da dieta mediterrânica. Por exemplo, os pratos festivos não obedecem aqueles princípios. Também o modo de confeção atual, nalguns casos, afasta-se do original e aproxima-se muito dos “pratos das festas tradicionais” – muito ricos em carne e peixe e pobres de vegetais (que apenas os acompanham ou condimentam).

 

2. No “Primeiro Congresso de Barcelona sobre a Dieta Mediterrânica – 1996” foi proclamada uma declaração sobre as caraterísticas da “saudável dieta mediterrânica tradicional”, dado possuir “qualidades históricas e culturais específicas que devem ser preservadas, pelo seu valor intrínseco, para as gerações futuras” (Torrado, 1998). Atendendo a esse valor patrimonial, a “dieta mediterrânica” foi proclamada “património imaterial da humanidade”, pela UNESCO, em 2013.

 

3. Recentemente, o Campo Arqueológico de Mértola editou o livro: Memória Dos Sabores Do Mediterrâneo onde esta temática, abordada num contexto histórico-temporal, volta a ser motivo de interesse por parte de vários investigadores. Um livro interessante (e cativante) para quem gosta destas temáticas. Recomenda-se.

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Referências bibliográficas:

GÓMEZ MARTÍNEZ, Susana (coord.) - Memória dos sabores do Mediterrâneo. Mértola: Campo Arqueológico / Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto, D.L. 2012. 264 p. ISBN 978-972-9375-36-1.

TORRADO, L. (1998). A Dieta Mediterrânica - conselhos, receitas e princípios práticos para a sua saúde diária. Círculo de Leitores

 

As pessoas com Demência tipo Alzheimer não perdem (toda) a memória.

Antes de mais, vou tentar simplificar o significado de Demência:

  • Demência não é uma Doença, é uma Síndrome. Ou seja, um conjunto de sinais e de sintomas que dão origem à manifestação de uma ou de mais doenças.
  • Neste caso, falamos de um conjunto alargado de doenças. As demências mais comuns/conhecidas são: Demência tipo Alzheimer, Demência Vascular, Demência Fronto-temporal, Parkinson, Demência de corpos de Lewy, etc.
  • É um termo abrangente que descreve  um conjunto de sinais e sintomas que  incluem a perda de memória, da capacidade intelectual, do raciocínio, da orientação, de competências sociais e alterações das reações emocionais normais.
  • Dependendo do tipo de Demência que a pessoa tiver, há sinais e sintomas que aparecem primeiro, outros que aparecem mais tardiamente, ou mesmo outros que não se chegam a manifestar.

 

 

 

Mas agora, voltando ao cerne do post, pelo contacto e experiência que tenho tido com estes doentes e respetivas famílias, quando pensamos em alguém com Alzheimer, pensamos logo que é alguém que perdeu toda a sua memória. Mas não é bem assim.

 

Uma das áreas do cérebro que se verifica logo afetada quando se diagnostica Alzheimer, é o córtex cerebral, onde se encontra a área das memórias. Contudo, dentro do córtex, a área que fica mais afetada, é o hipocampo, que desempenha um papel fundamental na formação de novas memórias. E são estas que ficam de imediato afetadas, sendo este, um sinal facilmente observável para quem convive frequentemente com alguém com Alzheimer.

 

Estes doentes, deixam de conseguir reter memórias recentes, e há medida que o tempo avança, a recordação desse tipo de memórias é cada vez menor. Contudo, a recordação de memórias antigas, não desaparece de imediato, e quanto mais antiga for a memória, mais a pessoa mantém essa recordação.

 

Vou dar-vos exemplos práticos. A pessoa com Alzheimer:

- É capaz de se recordar dos filhos quando tinham 10 anos de idade, mas não quando estes atingiram os 50 anos. Logo, a imagem que retém deles é a de crianças de 10 anos. Daí que não os reconheçam na atual idade.

- É capaz de se recordar do carro que teve enquanto jovem, mas não do Carro que possui atualmente. E Daí deixar de o reconhecer como seu.

- É capaz de se recordar de si, enquanto jovem de 20 anos, mas não enquanto idoso de 80 anos. Pelo que deixa de reconhecer a sua imagem atual ao espelho. Pois a memória que tem de si, é a de um jovem de 20.

 

Ou seja, como podem ver, e especialmente para quem convive, trabalha e lida frequentemente com estes doentes, uma grande parte do sucesso das nossas relações com este tipo de doentes, passa muito por compreender em que "fase" da sua vida/memória é que eles estão. Assim, conseguiremos compreender também, o seu discurso, as suas atitudes, forma de manifestação das suas necessidades, e acima de tudo, conseguiremos manter uma relação saudável, tendo em conta a promoção da sua identidade.

 

 

E já agora, já repararam o quão a nossa identidade se relaciona com as memórias que temos?

Como não perder pitada dos meus blogs favoritos

Há muito boa gente que gosta de ler blogs mais do que de pãezinhos quentes com manteiga. Acho que tem qualquer coisa a ver com os blogs não terem tantos hidratos.
Quando comecei a seguir blogs não passavam de uma mão cheia deles e portanto a coisa estava fácil de controlar. Digitava "apip..." e a minha barra de navegação já sabia que eu queria ir espreitar sobre a mais doce.  Mas hoje em dia tenho mais blogs debaixo d'olho que a Angelina Jolie tem crianças para adotar. E pipocas há muitas. Portanto tive de me atualizar. 


Se não querem perder pitada do Aprender uma coisa nova por dia, do Maria das Palavras ou qualquer outro blog de qualidade inferior (hehehehe) sigam uma destas sugestões:

 

1) Favoritar. Esta é a menos dinâmica, mas ainda assim há quem prefira. Quer usem Internet Explorer (hahaha! ainda?), Firefox (geeeeeeks), Safari (seus snobs) ou Chrome (pessoas perfeitas como eu) há sempre uma opção para adicionar sites aos favoritos e podem criar uma pasta específica para blogs. Quando têm um bocadinho, vão dar a volta. Mas têm de ir a todos os que tiverem na lista, enquanto as soluções seguintes vos entregam logo de bandeja os blogs onde há novos textos.

 

2) Bloglovin. Eu sou suspeita, mas como é o que uso acho que é a melhor opção. Adicionam-se os URL dos blogs que gostamos, todos aos molho ou organizados por pastas, e quando visitamos a plataforma (no computador ou via aplicação mobile) estão lá por ordem cronológica - do mais recente ao mais antigo - os posts que entretanto saíram. Também podem adicionar os posts que mais gostarem de ler ou os mais úteis aos favoritos do Bloglovin (que também podem organizar por pastas) e assim não perdem o tino aos vossos textos preferidos. Pelo menos em Chrome, tem ainda uma extensão que podem instalar e que vos mostra num cantinho do ecrã quantos posts novos têm para ler a cada momento. A mal da produtividade, claro.

 

Bloglovin

 

3) Feedly. Funciona mais ou menos como o Bloglovin: adicionam blogs para seguir e depois têm lá tudo reunido. Não conheço tão bem, mas ha muita gente que prefere. Tal como o anterior também dá sugestões relacionadas com as áreas que vos interessam ou blogs que já seguem e é muito fácil de usar.

 

Feedly

 

 

4) Leituras do Sapo. Esta só vale para o pessoal cá do bairro Sapo Blogs mas é bem catita - já estou a ver-nos a saltar, agarrados pelos ombros a gritar o cântico: E QUEM NÃO SALTA NÃO É DO SAPOOOOO. Se seguem o perfil de bloggers do Sapo os seus posts vão aparecer automaticamente na área de Leituras e depois é só ir lendo por ali abaixo. O blogger também tem uma lista de leituras semelhante mas eu não confio neles, porque antes usava para este efeito de seguir sites e blogs uma plataforma do Google que era bem gira e eles acabaram com ela sem me pedir permissão.


Outras opções haverá e conto com as vossas muy apreciadas sugestões, mas o importante é que estejam sempre a par das últimas novidades dos vossos cantos favoritos. Isto se não tiverem nada melhor para fazer...como estudar ou aspirar a casa.

 

Gel Sílica

Depois de ver este artigo aqui e depois de ver que sempre deitei fora estas embalagens e que as poderia ter aproveitado para diversos fins, resolvi partilhar com vocês estas utilidades. A verdade é que são vários os produtos que trazem estas saquetas de gel sílica,gratuitos, que servem para proteger os produtos da humidade.

gelsilica2

Muitas pessoas, tal como eu, deitam os saquinhos fora, mas vejam só o que utilidades lhes podemos dar:

1. TELEMÓVEL MOLHADO: O telemóvel caiu dentro de água? Removam a bateria e o cartão SIM e deixem-nos por uma noite num recipiente com várias embalagens do gel, em príncipio vai absorver a humidade ganha.

2. EVITAR O MOFO: As coisas ficaram um pouco húmidas após as férias? Coloque alguns pacotes de gel de sílica dentro da mala e assim impedirá que as roupas fiquem com cheiro de mofo.

3. UTENSÍLIOS DESPORTIVOS COM MAU CHEIRO: O cheiro das roupas com as quais praticam desporto pode ficar bem desagradável, caso não se tenha cuidado. Deixe na mochila uma ou duas bolsinhas de gel de sílica e o cheiro já será bem menos acentuado.

4. LENTES EMBACIADAS: As lentes de uma câmara fotográfica (ou óculos) podem embaciar quando, por exemplo, saimos de um ambiente frio e entramos noutro mais quente. Também aqui os pacotinhos de gel são bastante úteis. Podem deixar um permanentemente dentro da bolsinha da câmara. Em casos extremos pode-se fazer o mesmo que com os telemóveis no ponto 1.

5. ARMAZENAMENTO DE SEMENTES: Caso tenha sacos abertas com sementes, é necessário tomar cuidado para que elas permaneçam sempre secas. Se você colocá-las em um ambiente fechado hermeticamente e deixar alguns pacotinhos de gel de sílica dentro, elas estarão protegidas.

6. SECAR FLORES: As flores podem secar rapidamente se as embrulharem com papel e deixarem alguns pacotes de gel de sílica junto. E ainda colarão menos umas nas outras, por exemplo.

7. ARMAZENAR FOTOS: Um pacotinho de sílica dentro da caixa onde guardam as fotos ajuda a protegê-las da humidade.

8. PROTEGER PRATA: Um pacote do gel na gaveta de talheres ou na caixa do faqueiro ajuda a não oxidar a prata. A ferrugem de outros metais também é evitada.

9. LÂMINAS DE BARBEAR MAIS DURÁVEIS: Lâminas de barbear estão naturalmente em contato constante com a água, o que faz com que elas enferrujem. Guardá-las junto com alguns pacotes de gel de sílica numa caixinha plástica prolongará sua vida útil.

10. DESEMBACIADOR DE PÁRA-BRISAS: Colocar alguns pacotinhos de gel de sílica no painel do carro evita que o vidro fique embaciado.

Truque dos 3 dedos: ansiedade, enjoos e insónias...

Há um truque capaz de acalmar a ansiedade e o corpo e controlar as náuseas insónias e vómitos. 

 

O ponto para o truque ser feito tem o nome de PC-6 ou Nei Guan, segundo os acupunctores. 

Para o localizarmos basta medirmos 3 dedos abaixo da dobre do pulso, e de seguida massaja-lo com movimentos circulares, durante 2 a 5 minutos, nos dois braços. 

Estimular o ponto Nei Guan pode ser um tratamento para doenças cardiovasculares, como arritmia e problemas no fluxo do sangue, devendo a massagem ser feita de manhã.

É indicado também para: dores abdominais, asma, dor no peito, enxaqueca, dor de estômago, menstruação irregular, problemas de memória....

 

 

 

Passos para uma possível edição dum livro

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Dizem que há três coisas que o ser humano deveria fazer na sua vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. 

Para plantar uma árvore, bastará ir a uma zona florestal, levar as sementes (ou uma daquelas árvores bebés que se vendem em qualquer hipermercado), abrir um buraco, colocar a arvore, tapar, regar e esperar que a natureza siga o seu curso.

Não vamos explicar aqui como ter um filho. Se não sabe, provavelmente é porque não tem ainda idade para saber, se sabe não precisa que lhe expliquem.

Escrever e publicar um livro, é o sonho de muitos, ao alcance de poucos. E é precisamente para explicar os passos necessários para editar um livro que aqui estamos hoje. Não são passos infalíveis, nada vos vai garantir o alcance desse sonho, mas podem ajudar. Estas dicas não são para autores consagrados. A esses basta marcar uma reunião com a editora que querem que os edite e, provavelmente, nem precisam de mostrar o manuscrito, que ele seguirá logo para as gráficas.

O primeiro e mais importante passo é reverem todo o texto que escreveram para que não haja erros, sejam eles gramaticais, ortográficos ou de forma. Cada erro que o texto tenha é um passo atrás na edição do livro. Nenhuma editora, por mais pequena que seja, vai aceitar editar livros com erros e poucas são as que tem verba disponível para pagar a revisão de textos. Não usem abreviaturas no texto. O texto deve estar em português correcto.

Feita a revisão, devem, seguidamente, formatar o texto, obedecendo a algumas regras básicas que facilitem a leitura. Usem letras de fácil percepção - Arial, Calibri, Verdana, etc. Comics e afins podem ser bonitas mas cansam a vista e dificultam a leitura. O espaço entre as linhas deve ser de 1,5. Se o livro estiver dividido por capítulos (ou se forem textos isolados), deve estar clara a separação.

Texto revisto e formatado, vem a primeira dificuldade. Encontrar verdadeiros amigos com bons hábitos de leitura. E isto é fundamental porque só alguém habituado a ler e que seja honesto e verdadeiro com o candidato a escritor é que será um verdadeiro avaliador do livro. Os outros irão sempre elogiar o texto, independentemente da sua boa/má qualidade com medo de ferir os sentimentos de quem o escreveu. Lembrem-se que amigos não são aqueles que nos dizem o que queremos ouvir mas sim aqueles que são sinceros e que, com isso, evitam que façamos figura de idiotas.

Se, e só se o livro passar este crivo, então começa o trabalho de pesquisa da editora. Se o livro for de poesia, não vale a pena envia-lo para uma editora especializada em livros técnicos. Se for erótico, não o enviem para uma editora religiosa. Há que pesquisar que tipo de editora se adapta mais ao tipo de livro que queremos editar.

Escolhida a(s) editora(s) para onde queremos enviar o livro, é necessário voltar a escrever. Desta feita um pequeno texto de apresentação do aspirante a escritor e do livro que se envia, indicando as razões porque acha que o livro merece ser editado. Mais uma vez não pode, a carta, ter erros gramaticais, ortográficos ou de forma  Não vale a pena escarrapachar a vida desde que se nasceu, nem dizer que se mata se o livro for editado. Doenças crónicas e fatais, empregos XPTO ou dramas de faca e alguidar devem ser excluídos. Clichés e frases feitas também devem ser postos de lado. Vendam o vosso livro. Pensem no que vos levaria a compra-lo se o livro estivesse no meio de 57.589 outros livros numa qualquer livraria. Esta vossa apresentação é o vosso cartão de visita junto da editora. E vai lhes dizer tudo sobre o autor.

Junto à carta e ao livro, devem juntar a sinopse do livro. Mais uma vez, não cometam erros gramaticais, ortográficos ou de forma. E pensem no que gostam de ler nas sinopses dos outros livros. Na dúvida peguem nos livros que tem em casa, leiam as diversas sinopses para perceber como se faz e depois escrevam a do vosso livro. A sinopse deve destacar o cenário, o enredo, o tema, as personagens, mas pouco mais e sempre de forma concisa, tentando trazendo ao de cima o potencial da obra. Mais uma vez, a chave é fazerem com que o vosso livro se destaque dos demais.

Voltem a pedir aos amigos sinceros que leiam a carta de apresentação e a sinopse. A opinião deles, se for sincera e honesta, poderá ser a mesma do editor.

Tudo concluído? Muito bem, então toca a enviar a carta de apresentação, a sinopse e o manuscrito, por email, para as editoras. Os anexos devem ser, preferencialmente, enviados em .pdf uma vez que é um formato universal. E o email deve ser personalizado. Não enviem para 15 ou 20 ao mesmo tempo. Personalizem o email com o nome da editora e, se possível, o nome da pessoa que o irá ler. Peçam que acusem a recepção, pelo menos para saberem que foi lido.

Email enviado? Agora é esperar por uma resposta, seja ela positiva ou negativa.

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para saber mais sobre este tema consulte também Como publicar um livro (ou tentar, pelo menos)