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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

O Monstro do Lago Ness

De acordo com o doodle do Google, faz hoje, dia 21 de Abril de 2015, 81 anos que o Homem anda à procura do famoso Monstro do Lago Ness...

Uma vez que a lenda do Monstro do Lago Ness é, um dos principais mistérios dos últimos séculos, que continua a ser motivo de inúmeras discussões, hoje vamos aprender acerca dela.

 

Doodle Google

 

O Monstro do Lago Ness, é uma criatura mítica que vive no Loch Ness (Lago Ness), um lago grande e profundo situado na Escócia, considerado a maior extensão de água doce da Grã-Bretanha, que fica perto de Inverness.

Os primeiros relatos do avistamento de Nessie (alcunha carinhosa dada ao Monstro do Lago Ness) foram descritos por São Columbano - um missionário irlandês que converteu a Escócia no cristianismo - ainda durante o século VI. De acordo com o descrito por Santo Adamnan - o biógrafo de São Columbano - "um discípulo de São Columba nadava no lago Ness quando foi surpreendido por um monstro que emergiu, repentinamente, de boca aberta e com um grande rugido, este acontecimento foi testemunhado por vários observadores, que ficaram petrificados de terror". Santo Adamnan continua a sua descrição dizendo que "São Columba não se deixou intimidar e repeliu o monstro, fazendo o sinal da cruz, invocando Deus e ordenando ao monstro que não tocasse no seu discípulo e que desaparecesse imediatamente."

 

Ilustração de São Columba & o Monstro do Lago Ness

 

Durante muitos e muitos séculos, a lenda o Monstro do Lago Ness foi sendo construída e desenvolvida, mas só ganhou, de facto, a importância que tem hoje em 1880, ano em que se dá o primeiro relato oficial do avistamento deste monstro. Foi pedido a Duncan MacDonald, um mergulhador profissional, que fosse ao Fort Augustus, perto do Calendinian Canal, procurar o local exacto onde se teria afundado um navio de carga. Duncan mergulhou até às profundezas do Lago Ness e, enquanto examinava os destroços do navio afundado apercebeu-se de que perto dos destroços, deitada sobre uma grande rocha, estava uma enorme e estranha criatura. Assustado, o mergulhador fez um sinal brusco para que fosse içado de imediato e, ao chegar ao barco de apoio, estava a tremer e muito pálido. Quando finalmente se conseguiu acalmar, disse que tinha visto um animal gigante, parecido com um réptil marinho, uma espécie de serpente marinha.

 

Monstro do Lago Ness

 

O século XX detém o recorde de relatos de visualizações deste monstro.

Em 1923, Alfred Cruickshank avistou, neste lago, uma criatura com cerca de 3 metros de comprimento e o dorso arqueado.

Dez anos depois, em 1933, foi relatado pelo jornal local Inverness Courier, que um casal de hoteleiros - os Mackay - tinham visto um monstro aterrorizante a entrar e sair da água do lago. A notícia era tão sensacionalista, que um circo chegou a oferecer 20.000 libras pela captura do animal.

Em Abril de 1934, a lenda do Monstro do Lago Ness ganha uma outra dimensão. Pela primeira vez alguém conseguia provar a existência desta criatura, através de fotografias. O médico londrino, Robert Kenneth Wilson, que passava férias no local, conseguiu, a uma distância de cerca de 200 ou 300 metros, fotografar um estranho animal, tipo plesiossauro, com um corpo espesso e um longo pescoço que saía das águas. (umas décadas mais tarde, Christian Spurling confessou que, com a ajuda de e Marmaduke Wetherell, tinham forjado a foto - o monstro tinha sido construído em madeira e instalado em cima de um míni-submarino)

 

"Surgeon’s photo" by Robert Kenneth Wilson, 1933

 

Deu-se, então, o boom desta lenda. À volta do lago e de Nessie começou a criar-se uma enorme expectativa, tornando esta região uma forte atracção turística. Passaram a ser feitas visitas submarinas e, até construíram um centro turístico multimédia.

Em 1951, Lachlan Stuart, um guarda-florestal que vivia junto a este lago, afirma ter reparado numa agitação irregular e sinistra nas águas calmas do lago e que, ao se aproximar, viu surgir três bossas de uma massa que se dirigia, em linha recta, à praia. Correu então a casa, para ir buscar a máquina fotográfica e ainda conseguiu tirar uma fotografia, que também ficou famosa.

 

O Monstro do Lago Ness by Lachlan Stuart, 1934

 

Perante esta enorme dúvida, acerca da existência (ou não) de um monstro marinho nas águas do Lago Ness, em 1961 foi criada a Secretaria de Investigação dos Fenómenos de Loch Ness.

Em 1969, numa tentativa de acabar com todas as dúvidas, o submersível Pishes equipado com uma câmara de filmar, mergulhou nas profundas águas do lago, mas não conseguiu avistar o monstro, no entanto descobriu uma grande caverna submarina e algumas partes do lago muito profundas que ainda não haviam sido exploradas.

 

Loch Ness Monster

 

Em 2003, uma equipa da BBC percorreu todo o lago, utilizando mais de 600 leituras de SONAR, fotos de satélite e vídeos, e não encontrou nada. Perante esta situação, a 29 de Maio de 2003, o Governo da Escócia emitiu uma declaração onde negou a existência do monstro, alegando que esta lenda  era apenas o resultado da imaginação ou especulação das pessoas.

Mas, em 2007, Gordon Holmes, um técnico de laboratório, filmou uma criatura preta com cerca de 45 pés de comprimento, movendo-se repentinamente na água. A filmagem foi classificada como original, e acabou mesmo por ser transmitida pela BBC da Escócia, dando um novo alento a esta lenda.

Gravação Monstro Lago Ness by Gordon Holmes, 2007

 

Mais recentemente, em 2013, uma imagem de satélite publicada pelo Daily News veio alimentar, mais uma vez, a possível veracidade desta lenda. Esta fotografia foi estudada durante 6 meses e, aparentemente, estará isenta de qualquer tipo de manipulação, havendo no entanto alguns cépticos que argumentam que se tratará apenas de um barco, enquanto os mais entusiastas afirmam que é mais um indício de que a o Monstro do Lago Ness pode, de facto, existir.

 

Imagem de satélite by Daily News, 2013

 

A comunidade cientifica rejeita a existência desta criatura, uma vez que, seria quase impossível, um animal durar mais de 1500 anos. Pressupõe-se, portanto, que terão existido mais do que um monstro, que tanto pode ter sido um peixe do tipo enguia gigante; como um mamífero do tipo foca ou uma baleia gigante; como ainda um plesiossauro (espécie de réptil extinto há 70 milhões de anos), apesar desta última hipótese ser a menos  credível, pois o lago, mesmo com a sua enorme área abrangente, nunca possuiria os meios ou recursos necessários para comportar, durante infindáveis milénios, um animal (muito menos, um grupo!) de enormes dimensões.

 

 

Fontes:

Infopédia - Monstro de Loch Ness

Wikipédia - Monstro do lago Ness

Viagens & Imagens: Lugares Especiais - Lock Ness, o misterioso lago da Escócia

Os carreiros da História: Montro de Loch Ness - Realidade ou Ficção?

 

Post também publicado aqui

O que não devemos dar aos nossos amigos

Eu já sabia de alguns alimentos que não devemos dar aos nossos CÃES, mas não conhecia todas estas restrições. Tento alimentar o Luka só com ração, mas ele é um comilão e infelizmente gosta de tudo... não tem má boca ;)

Mas depois de ler isto,só tenho a dizer uma coisa:

 

- Luka, tenho muita pena, mas acabaram-se os docinhos e as guloseimas... e escusas de chorar que não daqui não levas mais nada!

 

Fiquem também a saber, como eu fiquei, quais os alimentos proibidos e que não devemos dar aos nossos cães:

 

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O chocolate, assim como todos os derivados do cacau, contém uma proteína chamada teobromina, esta proteína similar à cafeína é prejudicial aos cães. A sua ingestão, mesmo que em pequenas quantidades, pode provocar vómitos, diarreia, sede excessiva, além de tremores, convulsões e alteração nos batimentos cardíacos.

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Como acontece com as pessoas, o álcool diminui as funções cerebrais. Porém, os cães são mais sensíveis ao álcool e além disso tem corpos menores, onde pequenas quantidades de álcool podem levar cães pequenos ao estado de coma. Podem também causar vómitos, diarreia, alterações no sistema nervoso central, problemas de coordenação, dificuldade respiratória e até a morte.

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As uvas ou as passas estão associadas à insuficiência renal precoce, vómitos e podem deixar o cão bastante apático.

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A noz de macadâmia contém uma toxina desconhecida que pode afectar os músculos, o sistema digestivo e o sistema nervoso dos cães. Já foram registados casos de tremores e de paralisia nas patas traseiras dos cães após o seu consumo..

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Se forem ingeridos em grandes quantidades, o alho e a cebola destroem as células vermelhas do sangue dos cães e pode causar anemia, intoxicações, falência renal, fraqueza, vómitos, apatia, falta de apetite e de ar.

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O abacate contém uma substância tóxica chamada persina, que pode causar problemas gastrointestinais. Em 2009 este alimento, tanto em sementes, cascas, folhas e frutos, entrou para a lista da ASPCA como sendo um dos mais perigosos para os cães.

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O café contem componentes perigosos chamados xantinas que podem causar danos no sistema nervoso e sistema urinário, além de ser um estimulante cardíaco. A cafeína presente no café acelera o coração, podendo causar taquicardia e até mesmo ataques cardíacos, quanto menor for o cachorro, maiores os riscos. A cafeína também pode ser encontrada nos chás, cacau, chocolate e bebidas energéticas.

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Geralmente o problema não são as frutas, mas sim, as suas sementes e os seus caroços, isto porque os caroços presentes em algumas frutas podem causar uma inflamação no intestino delgado dos cães. Além disso, as sementes também podem causar obstruções, hemorragias e até envenenamento.

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 Os doces são muito boas mas são muito perigosas para os animais. Estes produtos contêm xilitol, uma substância responsável pelo aumento da insulina que circula no corpo do cão, o que pode levar a uma insuficiência hepática. Os sintomas iniciais incluem vómitos, letargia e perda de coordenação.

 

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A gordura existente em alguns tipos de comidas podem provocar problemas gastrointestinais e, em alguns casos pode culminar numa pancreatite. Alguns exemplos destas comidas são os queijos, a gordura anima, a pizza, hambúrgueres, etc..

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A Rúcula causa algumas alterações hormonais e poderá mesmo levar ao aborto se se tratar de uma cadela grávida.

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 Os cogumelos possuem várias substâncias tóxicas que levam à insuficiência renal e hepática, dor na barriga, vómito, diarreia, delírio, alucinação, convulsão e morte.

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Os ossos das aves, principalmente, nunca devem ser dados aos cães, pois são pequenos e fáceis de engolir, o que pode causar engasgos e, quando o cão morde o osso, formam-se pontas agudas que, ao serem engolidas, podem perfurar os órgãos e causar hemorragias e graves infecções, levando à morte do animal. Além disso, por serem menores, os ossos de aves podem ficar presos na garganta.

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Os lacticínios só são úteis quando os nossos animais são pequenos. Em adultos estes alimentos apenas os prejudicará podendo levar a sintomas de diarreia, pedras nos rins e problemas digestivos. O iogurte e o queijo fresco poderá ser dado de vez em quando como um biscoito.

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Se costuma cozinhar a comida dos seus animais não utilize sal. Este poderá provocar vómitos, diarreia, depressão, tremores, febre, convulsões ou até mesmo morte.

 

Meninos, isto é para o vosso bem!!

 

Post também publicado aqui.

Soluços

Tenho andado com soluços, o que não é muito "confortável". Uma forma de eles irem embora é deitar-me de barriga para baixo, mas não posso fazer isso a meio das aulas, ou em plena rua.

 

 

Por isso, deixo aqui algumas dicas, que podem fazer em qualquer lado:

  • Engolir uma colher de açúcar: Este acto vai fazer com que o cérebro se ocupe com outras reacções Gargarejar com água: acalma e ocupa o nervo frénico com uma nova "tarefa"
  • Prender a respiração: aumenta a quantidade de CO2 no sangue, tendo o organismo de combater essa quantidade com urgência
  • Receber cócegas: O alerta disparado pelo cérebro deixa o problema dos soluços em segundo plano
  • Pressionar a região central entre as clavículas durante 30 segundos

Óculos

Muitos de nós usamos óculos, alguns têm a sorte de ainda conseguirem corrigir a visão outros não e ainda há aqueles que os usam para dar "estilo". Mas quem teve a ideia de criar tal coisa?!

As primeiras lentes surgiram no século I a.C- eram fabricadas com pedras com um valor significativo e eram transformadas em tiras finas. Estas serviam para ver ao perto. 

As lentes eram usadas maioritariamente pelos monges, devido à sua tarefa.

Com não podia deixar de ser, os poderosos dos Alemães criaram os primeiros aros, usando ferros. Ainda não se tinham lembrado das hastes

Historiadores afirmam que os óculos, feitos com lentes de vidro (sem graduação), já existiam no antigo Egipto, em meados do século V a.C.

Em 1785 Benjamin Franklin criou os primeiros óculos bifocais, com as duas lentes unidas pela armação, possibilitando a visão de longe e de perto, ficando mais confortáveis. 

Curiosidades:

  • Todos os dias aparecem no mercado centenas de novas armações;

O 1º modelo de óculos

  • O 1º modelo de óculos- Não tinham grau e eram usados como acessório ou para discriminar pessoas doentes;
  • Desde a pré história se utilizam "óculos" se sol para proteger os olhos do sol, eram confeccionados com marfim e chifres;
  • Os modelos mais usados no século xv eram:  Pince-nez e o Lornhons;
  • Ser míope tem algumas vantagens: estudos comprovam que pessoas com miopia, a partir dos 40 anos, têm menos probabilidade de sofrer de hipermetropia. 

 

 

 

 

 

 

Lei dos serviços públicos

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Muitos de nós não sabem que há mecanismos na lei que permitem a defesa dos utentes dos serviços públicos essenciais (água, energia eléctrica, gás, gás de petróleo liquefeito canalizado, comunicações electrónicas, serviços postais, saneamento e resíduos sólidos urbanos (recolha de lixos)) e, por isso, vão pagando as facturas que lhes chegam às mãos sem verificar primeiro se o pagamento é devido ou não.

Claro que, se consumimos, devemos pagar. Não gostamos, podemos achar caro e até podemos não quer pagar. Mas a verdade é que estes serviços são pagos… excepto se nos apresentarem facturas que se referiam a consumos com mais de seis meses. E isto a maior parte das pessoas desconhece.

Sempre que o consumidor receber facturas com consumos superiores a seis meses, deve, de acordo com a lei, reclamar a factura e não proceder ao pagamento. O pagamento da factura é entendido, desta forma, como a sua aceitação e a reclamação morre à nascença.

Portanto já sabem, quando receberem facturas de acertos… vejam qual o período e usem (e abusem) dos vossos direitos.

Legislação a consultar:

  • N.º 1 do artigo 10.º da Lei n.º 23/96, de 26 de junho, alterada e republicada pela Lei n.º 12/2008, de 26 de fevereiro;
  • Artigo 10.º da Lei n.º 23/96, de 26 de junho, alterada e republicada pela Lei n.º 12/2008, de 26 de fevereiro;
  • Alínea g) do artigo 310.º do Código Civil.

Beber água com a língua

Quem tem cães em casa consegue verificar que em pouco tempo um cão consegue apenas com a língua beber uma grande quantidade de água. Curiosa com esse facto, tentei fazer o mesmo e é sem dúvida muito complicado, além de não ter conseguido beber água. Procurei como conseguiam eles beber água com a língua e encontrei um video que ajuda a explicar muita coisa.

 

 

Hoje quero aprender sobre... qual a origem do nome Tripeiros para quem reside no Porto

Este mês fomos desafiadas, pelo Joaquim Teixeira, a falar acerca da origem da alcunha Tripeiros, nome dado aos naturais do Porto; mas, como o nosso objectivo é Aprender uma coisa nova por dia, decidimos elevar a fasquia e saber a origem de muitas outras alcunhas dadas aos habitantes de outras regiões do nosso país.

Começámos por várias localidades do Continente e depois passámos ao Arquipélago da Madeira e, por fim, ao dos Açores.

 

Portugal Continental

 

Porto - Tripeiros - Em 1415, a população do Porto ofereceu, aos expedicionários da armada que partiu para Ceuta, toda a carne que tinham disponível, ficando apenas com as tripas para alimentação. Com elas confeccionaram um prato saboroso que, ainda hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante (as Tripas) e os naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros".

Concelho de Tomar - Patos-Bravos - alcunha que identifica os habitantes desta região que, sobretudo na primeira metade do século XX, sairam do nordeste do concelho de Tomar, para Lisboa e, aos poucos, foram vencendo na construção civil, tendo edificado grandes áreas da capital, nomeadamente as chamadas Avenidas Novas.

Lisboa - Alfacinhas - relacionado com os mouros que foram afastados da cidade e se radicaram nos arredores (que ainda hoje são conhecidos pelos seus produtos agricolas, como Sintra, Mafra, Torres Vedras), a chamada zona saloia. Há quem diga a palavra saloios deriva duma palavra árabe tipo salayos, que eram os que cultivavam os legumes, nomeadamente a alface, para as cidades. Sendo Lisboa, na altura, a maior compradora de alface... os seus naturais passaram a ser alcunhados de "alfacinhas".

Pinhal Novo - Caramelos - Esta alcunha deve-se às pessoas que ajudaram a povoar esta região, que eram oriunda, a maior parte, da Serra do Caramulo.

Sesimbra - Caga-Leites - esta alcunha tem a ver com o peixe-espada (que quando está gordo tem no seu interior um reservatório de gordura que é esbranquiçada e, ao ser amanhado, essa gordura escorre para o exterior, fazendo parecer que o peixe está a “cagar-leite") que é pescado em Sesimbra ser o de melhor qualidade. Desta forma e, em tempos mais remotos, sempre que uma embarcação setubalense se deslocava para a zona de Sesimbra para pescar peixe-espada, os seus pescadores diziam que iam aos “caga-leite” (peixe-espada).

Vila Viçosa - Calipolenses - nome dado, pelos romanos, às gentes da antiga Calipolis (histórica vila portuguesa do interior alentejano) assim designada por causa da sua beleza.

 

Portugal Continental

 

Arquipélago da Madeira

 

Câmara de Lobos - Xavelhas - é a alcunha a mais conhecida desta localidade. Entre outras explicações, crê-se que esta alcunha está directamente ligada a um barco com o mesmo nome, que era utilizado pelos pescadores de Câmara de Lobos. Charnota ou Chernota - esta alcunha tem origem no facto dos pescadores de Câmara de Lobos utilizarem estes termos para denominarem os chernes pequenos, facto que depois levou a que passassem a ser gozados.

Estreito de Câmara de Lobos - Faquistas -  surgiu devido à tendência para utilização de facas e navalhas desta povoação, em rixas entre os seus habitantes

Porto Santo - Profetas - Reza a lenda que, por alturas do século XVI, habitava no norte desta ilha, num local isolado, um pastor eremita e selvagem que, por ser de poucas relações e falas, era conhecido por bravio ou bravo. Ora, aproveitando-se do mistério que rodeava a sua vida, este pastor resolveu fazer-se passar por um profeta iluminado pelo Espírito Santo e foi enganando as gentes da ilha, até ao dia em que foi preso e julgado pelo tribunal d'El-Rei, que o condenou a estar à porta da Sé de Évora, durante a missa de terça, com círios acesos na mão e um grande letreiro que dizia: “Profeta do Porto Santo”.

 

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Arquipélago dos Açores

 

Santa Maria - Cagarros - esta alcunha deve-se ao facto de existirem, nesta ilha, uma abundante população destas aves.

 

Mapa Arquipélago dos Açores

 

 

 

Fontes:

Wikipédia . Porto

Blogue de Lisboa

SkyscraperCity.com

EB Zeca Afonso

Setúbal não é só choco frito

Dicionário InFormal

Gentes da Diáspora

Câmara de Lobos - Dicionário Corográfico/Alcunhas

Mitos e Lendas do Porto Santo

 

Post também publicado aqui

 

Nozes

Normalmente mal vista devido ao alto valor calórico, a noz possui muitos benefícios quando consumida em pequenas doses diárias. Altamente benéficas no corpo humano, a semente do fruto é a parte comestível que, desde os tempos antigos, eram recomendadas pelos antigos chineses como consumo diário para fortalecimento do organismo humano.

 

A nogueira (Juglans regia L.) teve a sua origem no Sudoeste Asiático e Mediterrâneo Oriental e foi introduzida na Europa pelos Romanos. Hoje em dia, a nível mundial, os maiores produtores de noz são a China, a Índia, a Turquia, o Irão, os EUA, a Itália e a França.

 

Em Portugal, esta cultura encontra-se como árvore dispersa um pouco por todo o país. Os pomares ordenados assumem maior importância nas regiões de Trás-os-Montes (Bragança e Mirandela), Beira Litoral (Condeixa, Penela e Miranda do Corvo), Alentejo (Estremoz, Arraiolos, Portalegre, Castelo de Vide e Marvão) e Ribatejo e Oeste.

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A noz é rica em ácidos gordos essenciais, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, zinco, potássio, ácido fólico, vitamina C e E. Cinco a sete nozes diárias favorecem a boa saúde dos neurónios.

 

Se estas já são boas razões para consumir este fruto seco, saiba agora que ingerir esta quantidade por dia pode melhorar a função motora e a capacidade cognitiva em idosos de 60 anos. Esta conclusão é defendida pelos investigadores do Jean Mayer USDA Human Nutrition Research Center on Aging da Universidade Tufts, nos Estados Unidos da América.

 

De acordo com pesquisas realizadas, os seus ácidos gordos e antioxidantes protegem o cérebro contra os radicais livres e promovem o crescimento de novos neurónios. Mas, atenção, deve ingerir entre cino e sete nozes por dia, não mais. Um outro estudo, divulgado no final de 2013, elegia também as vantagens nutritivas deste fruto. Além de prevenir determinados tipos de cancro, também diminui em 65%, o risco de doenças cardiovasculares e respiratórias, que também tendem a agravar-se com a idade.

 

Ainda devido aos antioxidantes, as nozes podem ajudar ainda a melhorar a resistência pulmonar, além de reduzirem os danos causados pelas toxinas inaladas.

 

Os componentes fito estrogênios ajudam a combater os efeitos da menopausa em mulheres e, além disso, por ser rica em cálcio, a noz fortalece os ossos e os dentes. Rica em vitamina B6, a noz ajuda a manter o funcionamento do cérebro de forma eficaz, além de ajudar a produzir glóbulos vermelhos.

Atenção:

As nozes são vistas como elementos a eliminar das dietas, no entanto, para as consumir,basta ter cautela. Todos os benefícios podem ser obtidos com cinco nozes – o equivalente a 28 gramas – diariamente. Mas é preciso não passar do valor indicado, pois essa quantidade contém 193 calorias, valor semelhante ao de duas barras de cereais.

Como consumir?

A melhor forma de consumir as nozes é descascando-as na hora e comendo inteiras. Moídas, perdem alguns nutrientes rapidamente. Consumir com cereais e frutas, ou ainda batidas com leite. Pode adicionar ainda aos pratos salgados como saladas, risotos, massas e molhos. As nozes devem apresentar um sabor adocicado, caso contrário já estão oxidadas e não devem ser consumidas.

 

Inspirei-me no blog da Magda

images.jpgPublicação original aqui: Khimera

os dez tratamentos mais dolorosos da idade média

toda a gente sabe que um post a sério tem de ter uma introdução. quando eu andava na escola primária as minhas redacções tinham sempre a mesma introdução. imaginemos que era sobre o cão. a MJ tinha a sua introdução na cabeça e usava-a: "eu gosto do cão. o cão é um ser vivo que é importante na vida. o cão ladra e tem pelo. eu tenho um cão" e ai por diante. o mesmo se fosse sobre o sol: "eu gosto do sol. o sol é uma estrela que é importante na vida. o sol tem luz e é quente. eu não tenho um sol mas gostava". ou ainda sobre a casa "eu gosto da minha casa. a minha casa é uma moradia que é importante na minha vida. a minha casa é grande e tem um jardim. a minha casa tem janelas e é bonita. eu tenho uma casa". como se pode ver a introdução dava para qualquer tema e enquanto os meus colegas andavam às voltas e voltas para começar eu já tinha metade da redacção feita. até que houve uma altura em que a minha professora se fartou e me mandou escrever sobre o dia mais importante da minha vida. saiu uma bosta parecida com a seguinte: eu gosto do dia mais importante da minha vida. o dia mais importante da minha vida é importante e bonito. o dia mais importante da minha vida é um dia. eu tenho um dia mais importante da minha vida.

nessa altura percebi que o conteúdo prevalece em relação à forma e deixei de escrever assim. foi uma grande lição. infelizmente nem toda a gente passou por ela, mas isso já são outras histórias. 

em conclusão, não posso começar esse post com "eu gosto da idade média. a idade média é uma idade e tem métodos de tortura" para vos dizer que o assunto que vos trago hoje é sobre... os dez tratamentos médicos mais dolorosos usados na idade média. (sim, sim, eu sei que não tem nada a ver com o que costumo escrever mas "GAME OF THRONES estreia hoje em portugal e estou inspirada).

preparados? vamos lá então:

 

10.º - uma dor maior para aliviar outra dor

como é evidente, os médicos da altura não tinham grande conhecimento sobre o corpo humano. nem anti-sépticos ou anestesia. logo... se fosses uma pessoa com uma infecção na perna, o facto de ires ao médico não só não a iria aliviar como, bem, enfim, podia aumentar a mesma (o que bem vistas as coisas, não é assim tãaaaaaaaaoooooooooo diferentes das infecções hospitalares actuais). além disso, se inicialmente eram os monges e gente ligada à igreja que fazia os tratamentos, visto ser quem tinha acesso a livros e algum tipo de informação, em 1215 o papa veio proibi-los de tal, uma vez que não trabalhos dignos do clero. ou seja, deixámos de ter monges a fazer... hum... operações (basicamente cortar coisas infeccionadas) e passámos a ter agricultores, visto que estes tinham conhecimento de animais.

não devia ser magnifico? "oh pá, quando eu corto uma minhoca ao meio ela continua a mexer... não percebo porque é que este se finou!"

 

9.º - anestesia... mortal!

a cirurgia na idade média era usada só em caso de vida ou morte. na mesma proporção inversa das operações actuais de aumentos mamários. portanto, como também não havia anestesia nos termos em que a conhecemos hoje (a não ser as sempre eficientes pauladas na cabeça) eram usadas para esse fim poções. ou seja, quando se tinha de, sei lá, amputar um braço por estar a cair recorria-se a poções que podiam aliviar a dor. a anestesia mais fabulosa era uma poção que juntava cicuta, vinagre, vinho, alho, ópio e era dada antes da "cirurgia". (qualquer coisa ao estilo dos medicamentos de emagrecer de hoje em dia). é evidente que com cicuta muitos pacientes não acordavam durante... nem depois da operação.

o que, bem vistas as coisas, tornava a poção extremamente eficaz!

 

8.º - tratamento da peste negra

ah, a famosa peste negra, que tanto precisávamos actualmente em algumas assembleias da republica! (vá, também não querem que explique o que foi, certo? têm obrigação de saber a não ser que tenham menos de dez anos).

a peste negra foi vista, por muita gente, como um castigo de deus. como tal, a pessoa que apresentasse sintomas devia confessar-se e passar algum tempo com o padre, na expectativa de ser perdoada dos seus pecados e o castigo levantado. (claro que não só a doença permanecia, como o padrezinho também era picado pela pulguita da peste e infectado).se haviam mais opções? sim, sim! ser morto na fogueira ou ser exilado.

o que, sejamos francos podia ser um método bom de acabar com a doença, visto que se evitaria a propagação.

 

7.º - operação à catarata

a catarata (não são aquelas coisas de água, vá) é uma doença dos olhos que causa problemas de visão e até mesmo cegueira. actualmente a operação é um procedimento simples (já toda a gente esteve com alguém que tenha feito) e rápido. mas na altura? como se tratava? ah a beleza: enfiava-se um ferro ou agulha na córnea. não era bem? o objectivo era forçar a lente do olho a chegar até ao fundo para depois inserir uma seringa no olho e extrair a catarata. tão lindo!

(não consigo alongar-me muito sobre isto porque tenho pânico de olhos, a sério, não perguntem)

 

6.º -  bexiga bloqueada

na altura, a sífilis, essa doença tão actual, andava assim, de corpo em corpo. e como não havia antibióticos não era muito fácil de travar, certo? ora, como a maravilhosa da sífilis criava um bloqueio na bexiga surgia a necessidade de se introduzir um cateter urinário pela uretra até à bexiga do paciente. acontece que o plástico, essa maravilha da natureza ainda não andava por aí aos trambolhões. logo, o cateter era de metal. e não estava desinfectado. e não era fininho... ou lixadinho. e agora perguntais vós: mas MJ, era sempre assim? tinha-se sempre essa vontade de empurrar qualquer coisa uretra acima? não. e é por isso que se espetava directamente o dito na bexiga!

o que não devia causar nenhuma infecção... nem nunca se falharia no alvo ou se espetaria noutro órgão do lado... não!

 

5.º -  processo de remover flechas

a flecha entra na carninha (sim, todos sabemos que as bombinhas nucleares são mais eficazes, mas pronto, era o que havia). como remover a dita? que pergunta parva: puxava-se! ah, e a ponta da flecha, não ficava dentro do corpo? sim, claro, na maioria das vezes. então e não havia ninguém que pensasse numa solução melhor? havia e houve: a colher removedora de flecha!!! sim, isso mesmo, uma colher no sitio da flechada, a cavar na carne, até se descobrir a cabeça da dita. tudo a frio.

devia ser tão bom!

 

4.º - sangria

não, não era vinho com fruta e açúcar amarelo. era mesmo cortar e sair sangue. hoje em dia ainda é feita por gente depressiva que se corta com carinho. no entanto, naquele tempo era mesmo a cura que os médicos entendiam ser mais eficaz para todas as doenças, uma vez que se achava que as maleitas eram causadas pelo excesso de liquido no corpo. logo tirava-se sangue dos pacientes. como? simples: i) com sanguessugas, ii) fazendo um corte na veia do paciente e retirando sangue. 

uma limpeza.

 

3.ª - preparação para o parto

pois, eu sei. pensais vós que era ir ao centro de saúde aprender a  respirar com força e ouvir que as cesarianas não prestam? não, não! as mulheres na idade média eram preparadas para contarem em morrer durante o parto. na verdade, parir e morrer era tão comum que a igreja facultava tutoriais de "como se preparar para a morte". era tão fantástico e tão eficaz que a igreja decidiu mesmo que as parteiras mais experientes, que usavam métodos para aliviar a dor, deviam ser caçadas como bruxas (daqui a uns mil anos talvez se diga o mesmo em relação a quem apregoa a cesariana como o mal do mundo, mas esta é só a minha opinião, vá, façam de conta que não leram isto). ah, já me esquecia. se o bebé morresse durante a gravidez era usada uma faca para desmembrar o feto e ser mais fácil a sua expulsão. 

as maravilhas da maternidade!

 

2.º - clisteres

aparelho medieval como supositório: um aparelho que enfiava coisas no rabo no sentido de ajudar no processo de libertação. (perdoem mas o blog não é meu e custa-me usar a palavra merda). basicamente, o aparelho tinha uma espécie de cano e um reservatório onde estavam os líquidos que serviam de remédio. depois de enfiar o cano alguém bombeava os líquidos até os mesmos serem todos absorvidos pelo paciente. e agora perguntam vocês: mas que líquidos eram esses MJ? ah, pois, esse é o centro da questão: água morna com sal, bicarbonato de sódio ou sabão. limpava tu-di-nho meus senhores, tu-di-nho. e ainda se arriscavam a ficar a cheirar bem! dois em um.

por outro lado, alguns médicos usavam coisas mais avançadas como misturas de café, farelo de trigo, mel, erva ou camomila. era uma espécie de... pequeno almoço fit, dos dias de hoje!

 

1.º - tratamento de hemorróidas

vou directa ao assunto: o tratamento consistia em queimar as hemorróidas com um ferro quente. o ferrinho era aquecido à temperatura de mil graus célsius (pelo menos ficava desinfectado) e era... encostado ao ânus até queimar as ditas.

aliás, por falar em coisas quentes e ânus quero acabar este post deprimente (espero não ser expulsa por isto) com a história da pedra milagrosa das hemorróidas: uma vez um  monge que cultivava o seu jardim percebeu que estava uma pedra muito quente, do sol, no chão. então, como tinha hemorróidas decidiu enfim, encostá-la ao rabo para queimar as mesmas. diz-se que a coisa resultou e durante muito tempo muita gente decidiu sentar-se em cima da pedra para curar essa maleita, na espera do milagre do rabo!

há milagres para tudo, meus senhores, para tudo. 

 

então, conclusão:

- se gostas das cinquentas sombras de grey e achas a dor sexy;

- se achas que ir ao dentista é muito complicado;

- se pensas que o ditado "não morre da doença, morre da cura" não existe...

 

DEVIAS TER NASCIDO NA IDADE MÉDIA!

 

até à próxima, gente!*

 

MJ

 

*por favor não me expulsem daqui, vá lá!

 

fonte: canal do youtube "você sabia?"

(Afinal) as urtigas comem-se

 Estamos cada vez mais preocupados com aquilo que comemos. Ainda bem. É sinal que as campanhas de sensibilização, para uma alimentação equilibrada, começaram (já) a surtir efeito. Por outro lado, o trabalho (e o esforço) dos nutricionistas parece, finalmente, começar a fazer todo o sentido.

 Como professora fico satisfeita de continuar a ver plasmada, nas metas curriculares (do nono ano de escolaridade), esta pertinente temática. Sempre foi um assunto contemplado no currículo nacional; atualmente com mais afinco e explorando vertentes verdadeiramente interessantes, como a “dieta mediterrânica”. Esta dieta, para além da riqueza nutricional que envolve é, desde há milhares de anos, o regime alimentar dito típico dos povos do sul. Pessoalmente, cresci no seio de uma família alentejana, de cuja alimentação sempre fizeram parte integrante: o pão, o azeite e as ervas aromáticas. Aprendi, desde sempre, a degustar o sabor inconfundível de plantas como: orégãos, coentros, poejo, salsa, louro, etc. Uma alquimia de cheiros e sabores que tornam mais apetitosos os alimentos, confecionados à base das mesmas. Eu própria sempre utilizei as ervas aromáticas na confeção dos mais variados pratos (de peixe ou de carne).

 Um destes dias, num workshop sobre alimentação, em que a dieta mediterrânica era o tema em debate, o formador a dada altura refere: “Poucas pessoas utilizam as urtigas na alimentação!” Fiquei, confesso, um pouco confusa. Desconhecia que as urtigas (os ortigões, para alguns) fossem tão utilizadas nalgumas regiões do país e, confesso, desconhecia que fossem comestíveis. Sim, para quem não sabe, as urtigas comem-se. E eu assumo, aqui, esta minha “ignorância gastronómica”. Pelos vistos são vários os benefícios das referidas plantas urticantes: para além de ricas em vitaminas do complexo B, vitaminas C e K e muitos outros nutrientes eficazes no combate às anemias, artroses e outras maleitas. Conclusão: afinal as urtigas que a minha avó materna cozia - às quais adicionava farelo de trigo e ovo cozido, para confeção de uma papa de cheiro agradável – para dar aos perus em juvenis, são um fonte nutricional de valor significativo.

Mais uma “coisa” nova que aprendi (recentemente).

 

Nota: existe, até, em Portugal, a “Confraria da Urtiga” - em Fornos de Algodres

http://lifestyle.publico.pt/artigos/320555_cozinhar-com-pica-tres-receitas-de-urtigas#.VSZianz0CiY.gmail

Para mais algumas dicas sobre urtigas sugiro, ainda, uma visita ao site: http://www.dulcerodrigues.info/plantas/pt/ortiga_pt.html