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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Aliteração

 

Hoje, vinha a pensar no que escrever, por vários motivos, o tempo tem sido escasso e não consegui preparar com antecedência a minha publicação, então a Rádio Comercial na Mixórdia de temáticas referiu uma aliteração "caspa no quispo" achei engraçado e cá vai.

 

a·li·te·ra·ção a·li·te·ra·ção
(francês allitération)

substantivo feminino

Repetição das mesmas letras, sílabas ou sons numa frase (ex.: passo a passo se anda espaço).


"aliteraçao", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/aliteraçao [consultado em 03-03-2015].

 

Por produzir sons diferenciados e bonitos é bastante utilizada em poesias, especialmente pelos poetas simbolistas, mas isso não torna impossível ver esta figura de linguagem também em prosas. A aliteração se for usada correctamente, pode contribuir para a adição de musicalidade ao texto, aliando um bom conteúdo com a musicalidade criam-se textos lindos.

 

Exemplos de Aliteração:

 

Em horas inda louras, lindas

Clorindas e Belindas, brandas

Brincam nos tempos das Berlindas

As vindas vendo das varandas.

(Fernando Pessoa).

 

Neste trecho de Fernando Pessoa não estamos em frente a uma aliteração, mas a quatro aliterações, são elas: aliteração do L; aliteração do D; aliteração do B e aliteração do V. O acumular de aliterações criou uma musicalidade acentuada, porém, a aliteração é normalmente um recurso utilizado para destacar palavras dentro do texto, acentuando seus significados.

 

“(…) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”

(fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza).

 

Cruz e Souza é referência no uso desta figura de linguagem, esta era uma característica marcante do simbolismo. Esta figura de linguagem tem um efeito muito marcante em poesias, músicas e textos. Sua função é acentuar de alguma forma sentidos incontidos no texto através de palavras, seria uma forma de sublinhar estas palavras dentro do contexto geral.

 

 Que a brisa do Brasil beija e balança”,Castro Alves, O Navio Negreiro

 

Um exemplo bem conhecido de aliteração são os trava-línguas:

 

Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.

 

O rato roeu  a roupa do  rei  de Roma.  ou O rato roeu a rolha do garrafão do rei da Rússia.

 

O tempo perguntou ao tempo

quanto tempo o tempo tem.

O tempo respondeu ao tempo

que o tempo tem tanto tempo

quanto tempo o tempo tem.

 

O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.

 

Três tigres tristes para três pratos de trigo. Três pratos de trigo para três tigres tristes.

 

Café Civeta

Um familiar relatava a sua viagem a Bali e tudo estava a correr bem até chegar à parte do “café civeta” e da sua produção a partir de grãos defecados por animais.

Os grãos são ingeridos por civetas, atravessam o tubo digestivo e são posteriormente recolhidos das suas fezes. Segundo a minha pesquisa, apenas a polpa dos grãos é digerida e a semente sobrevive sem sequelas e com “bónus”: umas enzimas específicas do estômago das civetas anulam as proteínas que dão o sabor amargo ao café!


Depois disto, acho que a parte mais assustadora ainda está por dizer! Os grãos de café expelidos por estes mamíferos valem apenas 400€/Kg.

 

café civeta.jpg

Imagem original aqui

 

Este trabalhador indonésio está a exibir várias fezes de civeta, com os grãos de café visíveis, antes de serem limpos e torrados.

 

Então, malta, vai um cafezito?

 

comer de forma saudável é caro?

li numa revista, há uns tempos, a queixa de uma concorrente do peso pesado no sentido de que lhe era muito difícil manter o peso perdido porque estava numa situação económica complicada. logo, dizia ela, se mal tinha dinheiro para comprar arroz e massa muito menos conseguiria comprar a alimentação necessária para emagrecer ou, no mínimo, manter o peso perdido.

nesse dia comentei com um grupo de amigos que nunca imaginara que a alimentação saudável fosse extremamente cara. na verdade, sempre consumi algumas carnes caseiras criadas pelos meus pais pelo que nem sempre tive noção real dos preços. na altura, os meus amigos riram-se na minha cara: "ai não sabias? não tens a noção de que o leite de soja, por exemplo é caro, assim como os pães de cereais ou alimentos sem glúten? e os cereais integrais como arroz e massa? um balúrdio. já para não falar de salmão e peixes frescos! não, a culpa das pessoas serem gordas não é delas mas do sistema económico actual."

a minha confusão aumentou quando umas amigas vindas dos estados unidos fizeram questão de dizer que montes de pessoas gigantes, daquelas que vemos nos filmes, eram necessariamente obesas porque não tinham dinheiro para mais senão aqueles baldes de frango frito comprado no kfc que lhes servia como alimentação única diária.

assumi sem mais questionar que comer bem, de forma variável e saudável é caro... até há uns tempos, quando me interessei pela matéria. e não meus senhores, como podereis ver pela imagem abaixo, não é.

primeiro, porque não precisamos todos de comer comida sem glúten (a não ser que sejamos intolerantes) para nos alimentarmos de forma saudável. da mesma forma não é necessário comermos salmão todos os dias ou beber leite de soja aos litros (a não ser claro, que sejamos intolerantes à lactose). 

o exercício que fiz abaixo (e que me deu litros mas litros de trabalho) é muito simples: peguei nas coisas que comprava antes e que compro agora e fiz as diferenças de preço. tenho como base o site do jumbo online (onde faço as compras) e as marcas são brancas (quando não são menciono a marca em causa). 

e a conclusão meus senhores? pois observem! gastava mais dinheiro antes do que agora, numa alimentação muito mais saudável e variada.

 

(alguma dúvida - e conclusões complementares - estou nos comentários. não me quero alongar muito mais que isto já está grande à séria).

beijinhos, até à próxima.

 

MJ

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Basset Hound

Eu tenho um Basset Hound lá em casa, então decidi falar dele.

Basset Hound

Basset Hound é uma raça de cães fofa, de orelhas compridas, patas curtas e grossas, corpo comprido de extatura média e algumas vezes confundido com o cão salsicha (detesto quando estou a passear o emu cão e alguém diz: "Olha! Uma cão salsicha!" ).

Foi criada para caçar pelo seu faro e surgiu por volta de 1800 através do cruzamento das raças Bloodhound e Beagle.

Caraterìsticas

 Os exemplares da raça Basset Hound devem ter entre 28 e 35 centímetros de altura, e em relação à pelagem todas as variações de cores são permitidas, no entanto, têm de ser pelo menos bicolores. (o meu é tricolor)
É muito comum que os Basset Hounds desenvolvam obesidade em função de excesso de comida ou falta de exercícios, otite por causa das orelhas longas e caídas, conjuntivite e entrópio nos exemplares que apresentam pálpebras caídas e síndromes que causam problemas de coagulação.

Temperamento

 Em função das características físicas do Basset Hound, é bastante comum que as pessoas os associem a cães tristes e apáticos, o que não tem nada a ver com a verdade, visto que eles são bastante alegres e carinhosos inclusive com pessoas estranhas.

Os exemplares da raça Basset Hound convivem ainda muito bem com crianças, sendo que costumam ser extremamente pacientes, e também com outros cães, visto que raramente brigam ou se mostram agressivos.

Como os Basset Hounds adoram ficar a descansar nos seus cantinhos eles mostram-se ótimos cães para se ter em apartamento, no entanto os seus donos têm de ter tempo para se dedicarem a eles, uma vez que os exemplares da raça odeiam ficar sozinhos e costumam latir e uivar até o retorno dos membros da família.

Embora os cachorros Basset adorem descansar eles também costumam ficar muito alegres com longos passeios ou trilhas, atividades estas que permitem que eles desenvolvam as suas habilidades ancestrais de caça e que ainda se mostram excelentes para a prevenção de obesidade.

 

Fonte: Cães Online

 

 

 

 

  

 

Hoje quero aprender sobre... As Superstições e as Suas Origens

Um leitor sugeriu este tema, e eu achei interessante. Não me considero uma pessoa supersticiosa, mas gosto de conhecer várias superstições.

Então vamos lá:

  • Dá azar abrir um guarda-chuva dentro de casa

 

 

    A maioria dos historiadores acredita que esta crença seja proveniente de Inglaterra: Harper, um cientista, escreveu “Em Londres do século XVIII, quando os guarda-chuvas à prova de água de metal começaram tornar-se uma visão comum, o seu mecanismo rígido tornava um verdadeiro perigo para ser aberto dentro de casa. Um guarda-chuva aberto de repente num quarto pequeno poderia ferir gravemente um adulto ou uma criança, ou partir um objecto. Mesmo um acidente menor poderia provocar palavras desagradáveis ou uma briga, sinal de má sorte para uma família família ou para amigos. Assim, a superstição surgiu como um elemento para impedir as pessoas de abrirem um guarda-chuva dentro de casa”.

    Contudo, há uma teoia que liga esta superstição a funerais: Os primeiros a utilizar o guarda-chuva, na Europa, foram os membros do clero. Usavam-no para se protegerem do clima que se vivia nos funerais. Devido a isso as pessoas começaram a associar os guarda-chuvas à morte de familiares e amigos, ficando receosos de cada vez que alguém os abria dentro de suas casas.

 

  • Dá azar passar debaixo de uma escada inclinada (escadote)

   

 

 Esta superstição existe há 5.000 anos no antigo Egipto. Uma escada encostada a uma parede forma um triângulo, e os egípcios consideravam esta forma sagrada (como podemos observar nas suas pirâmides). Eles consideravam que os triângulos representavam a trindade dos deuses, e passar por um triângulo era profaná-los.

    Curiosidade: Em Inglaterra, por volta de 1600, os criminosos eram obrigados a caminhar debaixo de uma escada em durante o seu caminho para a forca.

 

  • Partir um espelho dá 7 anos de azar

   

 

Na antiga Grécia, as pessoas tinham o habito de consultar “videntes de espelho”, que lhes diziam as suas fortunas através da análise dos seus pensamentos.

     Seguindo a explicação do historiador Milton Goldsmith, os videntes utilizavam agua e um espelho para poderem analisar a fortuna.  

Como o historiador Milton Goldsmith explicou em seu livro “Signs, Omens and Superstitions” (tradução livre, “Sinais, Presságios e Superstições”) (1918), “a adivinhação era realizada por meio de água e um espelho. Isto era chamado catoptromancia.“videntes de espelho”

No primeiro século d.C., os romanos acrescentaram uma ressalva para a superstição. Naquela época, acreditava-se que a saúde das pessoas mudava em ciclos de sete anos. Uma imagem distorcida resultante de um espelho quebrado, portanto, significava sete anos de má saúde e infortúnio, em vez de morte.

 

  • Bater na madeira para evitar o azar

      Dizem que quando fazemos um juramento devemos ter um crucifixo na mão, podendo a madeira dar sorte ao juramento.

 

  • O número 13 dá azar

       Para saberem mais sobre esta superstição leiam este post.

  • Cruzar os dedos

  

É um gesto universal, mas há muitas teorias sobre a sua origem. Uma delas conta que, quando o cristianismo era ilegal, cruzar os dedos era uma forma secreta para os cristãos se reconhecerem uns aos outros. Outra é que, durante a Guerra dos Cem Anos, um arqueiro cruzava os dedos para rezar pela sorte. Uma outra teoria, a mais antiga de todas, conta que os dedos cruzados foram usados como um gesto para afastar as bruxas entre outros espíritos do mal.

 

  • Trevo de 4 folhas

  A história conta que quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, Eva levou um trevo de quatro folhas, como lembrança de seus dias magníficos, no paraíso.

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