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Aprender uma coisa nova por dia

Nem sabe o bem que lhe fazia

Romã

 

roma.jpgRomã 

 

 A fruta da época que adoro e tem algumas curiosidades e benefícios que desconhecia ...

Há pessoas que acreditam que a romã é símbolo do dinheiro e do amor, mas superstições à parte, esta é uma fruta deliciosa e muito rica em vitaminas.

 

É rica em ácidos fenólicos e também em flavonóides, compostos antioxidantes que lhe dão a cor avermelhada. As suas propriedades antioxidantes fazem deste fruto um poderoso protector contra o cancro e outras doenças.

 
É rica em vitaminas A e E, potássio, ácido fólico e polifenóis, de entre os quais se destacam: punicalaginas, principais responsáveis pelas propriedades antioxidantes do sumo, intervenientes na redução de processos inflamatórios (responsáveis pelo envelhecimento celular, aparecimento de doença coronária e de alguns tipos de cancro). Também é rica em água, a romã é muito pobre em proteínas e gorduras. Contém ainda fibras alimentares, vitaminas C e alguns minerais como o ferro, importante no transporte do oxigénio para as células e na defesa do sistema imunitário. A romã tem antioxidantes ainda mais poderosos do que o tomate e o vinho tinto para a prevenção de doenças cardíacas. O sumo deste fruto oferece benefícios antioxidantes que protegem o cérebro contra os danos dos radicais livres - que prejudicam as células saudáveis do corpo -, prevenindo o aparecimento de Alzheimer. 


Principais Substância:

Flavonóides específicos, taninos, licosilados, antocianinas, glicosídeos e ácidos graxos. a romã contém açúcares, tanino, ácidos orgânicos e vitamina C. É rica em vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6), que auxiliam a circulação, aumentam a resistência às infecções, facilitam a eliminação de líquidos, previnem o estresse. Contém também pequenas frações de ferro e cálcio. É um antibiótico natural, e adstringente. A romã é um fruto extremamente rico, porém com reduzido valor calórico.


Tem gosto levemente acido. A romanzeira é conhecida por aumentar a longevidade. Ajuda a tratar de:Disenteria

  • Eliminação de toxinas
  • Faringites 
  • Gengivites 
  • Infecções vaginais por fungos 
  • Inflamações da garganta 
  • Laringites 
  • Pele cansada e sem brilho 
  • Sangramento de gengiva 
  • Sapinhos 
  • Verminoses 
  • Acaba com rouquidão 
  • Afecções da boca, garganta e gengivas 
  • Auxilia na prevenção de aftas

Tem como princípios activos: manita, ácido gálico, pelieterina, isopelieterina, grenadina, puricina e tanino.


Segundo especialistas, a ingestão frequente de sumo de romã reduz até 30% os riscos de ocorrência de enfarte. Mas há mais benefícios para espremer. Possui propriedades úteis no combate a doenças cardíacas e envelhecimento. O liquido que se obtem ao ferver a casca em água, serve para gargarejar em casos de infecções na garganta.

A romã foi utilizada como “antibiótico natural” no tratamento de amigdalites, faringites e outras infecções da cavidade orofaríngea. As infusões obtidas a partir da casca eram empregues para tratamento de diarreias; as das raízes e troncos como vermífugas (eliminação de vermes intestinais, como a ténia) e as das sementes no tratamento de infecções oculares como a conjuntivite. Das suas sementes é também obtido um óleo com propriedades antibióticas e anti-inflamatórias, considerado como tónico para o sistema neuromuscular.

Recentemente, vários estudos clínicos permitiram concluir que o consumo de sumo e extractos obtidos da polpa e casca de romã permitem reduzir o risco de desenvolvimento de doença coronária, uma vez que a acção dos seus constituintes impede a oxidação das moléculas de LDL e previne o desenvolvimento de aterosclerose. As últimas pesquisas sugerem ainda a sua eficácia no combate à hiperplasia benigna e ao cancro da próstata e na redução do risco de desenvolvimento de osteoartrite. As sementes de romã, contidas no interior dos pequenos bagos vermelhos, apresentam propriedades fitoestrogénicas úteis na regulação de algumas alterações hormonais e no alívio dos sintomas associados à menopausa.

É de destacar o seu elevado conteúdo em vitamina C, sendo que cada romã fornece aproximadamente 40% da dose diária recomendada deste nutriente tão essencial quanto benéfico. Também o seu elevado teor em ácido fólico é importante para a saúde cardiovascular, já que este nutriente é essencial para a manutenção de níveis reduzidos de homocisteína, aminoácido que se julga associado ao desenvolvimento precoce de doença coronária.
  
 
PS:. Depois do comentário da Magda, achei por bem acrescentar uma forma prática de descascar roma, vejam o video Descascar Romã!
 
Publicado em: Khimera

da poesia

nasceu em vila viçosa a oito de dezembro de 1984:

Meio-dia: O sol a prumo cai ardente,
Dourando tudo. Ondeiam nos trigais
D’ouro fulvo, de leve... docemente...
As papoilas sangrentas, sensuais...

Andam asas no ar; e raparigas,
Flores desabrochadas em canteiros,
Mostram por entre o ouro das espigas
Os perfis delicados e trigueiros...

Tudo é tranquilo, e casto, e sonhador...
Olhando esta paisagem que é uma tela
De Deus, eu penso então: Onde há pintor,

Onde há artista de saber profundo,
Que possa imaginar coisa mais bela,
Mais delicada e linda neste mundo?!  - o meu alentejo in obras completas, vol. I

 

nasceu fruto de relações extraconjugais mas foi levada para casa do pai onde foi criada. no entanto, a ausência da mãe e a pouca presença do pai foram marcantes na sua vida.

Deixai entrar a Morte, a Iluminada,

A que vem para mim, pra me levar.

Abri todas as portas par em par

Com asas a bater em revoada.

 

Que sou eu neste mundo? A deserdada,

A que prendeu nas mãos todo o luar,

A vida inteira, o sonho, a terra, o mar

E que, ao abri-las, não encontrou nada!

 

Ò Mãe! Ó minha Mãe, pra que nasceste?

Entre agonias e em dores tamanhas

Pra que foi, dize lá, que me trouxeste

 

Dentro de ti?... Pra que eu tivesse sido

Somente o fruto amargo das entranhas

Dum lírio que em má hora foi nascido!... - deixai entrar a morte in reliquiae

 

a busca de alguma coisa que completasse o seu sentido de viver foi uma presença constante na sua obra, sentindo-se sempre incompreendida, num ideal nunca encontrado e numa dor que não se apagava.

Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:
“Parece Sexta-Feira de Paixão.
Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,
Sempre a pensar na dor que não existe ...

O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!
Faça por estar contente! Pois então?! ...”
Quando se sofre, o que se diz é vão ...
Meu coração, tudo, calado, ouviste ...

Os meus males ninguém mos adivinha ...
A minha Dor não fala, anda sozinha ...
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera! ...

Os males de Anto toda a gente os sabe!
Os meus ... ninguém ... A minha Dor não cabe
Nos cem milhões de versos que eu fizera! ... - impossível in livro de mágoas

 

teve relações amorosas conturbadas numa procura incessante de amor. casou três vezes: em 1913 com um colega de liceu; em 1921 com um oficial da gnr e em 1925 com um médico.

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
- amar in charneca em flor

 

em 1927 morreu o irmão, o qual ela amava loucamente e cujo amor foi posto em causa, tendo sido avançado o seu carácter incestuoso. no entanto, tal nunca foi provado e muita gente afirma ser somente uma tentativa de denegrir a poetesia.

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente ...
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste ... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz! ... - alma perdida in livro de mágoas

 

em consequência da morte do irmão a sua neurose, que já havia dado sinais anteriormente, aumentou de forma exponencial. em 1928 tentou o suicídio.

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...

Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!  -
Eu in livro de mágoas

 

em 1930 tentou o suicídio por duas vezes e quando lhe foi diagnosticado edema pulmonar perdeu completamente a vontade de viver tendo-se suicidado em 8 de dezembro de 1930:

Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!

Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...

Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos
vazias..
- perdi os meus fantásticos castelos

 

 

já toda a gente sabe quem é, certo?

Sarampo vs Varicela

Como profissional de saúde custa-me que, algumas pessoas, não consigam, ainda, distinguir a varicela do sarampo. E hoje, tendo em conta que nos últimos tempos tem sido notícia de crianças que morrem com sarampo porque os pais optam por não vacinar, decidi falar a cerca deste assunto, fazendo a diferenciação com a varicela. 

 

Sarampo vs Varicela

 

220px-Measles_virus.JPG

Sarampo é uma doença infeto-contagiosa que afeta, principalmente, as crianças. O responsável por esta doença é um vírus denominado por Paramixovírus do Género Morbilivirus. O sarampo transmite-se atarvés de secreções respiratórias, por meio de secreções do nariz e da boca (tosse, espirros, saliva, falar). Em Portugal, assim como em, praticamente, todos os países, o sarampo é uma doença que se encontra irradicada, tendo uma taxa de vacinação de cerca de 95% .

 

Período de incubação do vírus - 8 a 13 dias.

 

Varicella Zoster.jpg

Varicela é, igualmente, uma doença infeto-contagiosa, provocada pelo vírus varicela-zoster, sendo também o agente

etiológico do herpes-zoster, mais conhecido como Zona. É, precisamente, este agente eyiológico, que vai premanecer no nosso organismo e que, mais tarde, pode reaparecer como Zona.  A varicela é uma doença que, normalmente, não acarreta gravidade, e que afeta centenas de crianças, por ano, em Portugal. A sua transmissão pode ocorrer de duas maneiras: através do contacto direto com as lesões cutâneas ("bolhas") ou através de secreções respiratórias (tosse, espirro, saliva).

 

Período de incubação do vírus - 10 a 21 dias.

 

Tanto o Sarampo como a varicela, são doenças sazonais que, ocorrem principalmente, no final do Inverno e durante a Primavera. 

 

Sinais e sintomas

 

Sarampo 

 

Sarampo.jpeg

  • Sinal de Koplik - na fase inicial, aparecem umas manchas brancas circundadas por uma vermelhidão, na língua e parte interna das bochechas, que desaparecem em 24 a 48h;
  • Pequenas erupções na pele (exantemas) de cor avermelhada que, iniciam na face e demora 1 a 2 dias a percorrer todo o corpo - são manchas, praticamente, todas planas;
  • Febre alta;
  • Dor de cabeça;
  • Mal estar geral;
  • Inflamação das vias respiratórias (garganta, nariz);
  • Tosse;
  • Conjuntivite;
  • Fotofobia (dificuldade em olhar para a luz);

 

Varicela

Varicela.jpg

 

  • Febre moderada;
  • Dor de cabeça;
  • Mal estar geral;
  • Dor de garganta;
  • Dor de barriga;
  • Perda de apetite;
  • Inicialmente, aparecem manchas avermelhadas, planas, que posteriormente evoluem para bolhas redondas, circundadas por cor vermelha, e cheias de líquido (vesícula flácida). Por fim, transformam-se rapidamente em crostas;
  • Estas lesões podem surgir, ao mesmo tempo, em diferentes zonas do corpo, incluindo couro cabeludo, boca e garganta; 
  • Comichão intensa;

 

Tratamento e Cuidados a ter

 

Sarampo

 

O tratamento é sintomático, ou seja, tem como objetivo o alívio dos sintomas. Assim, o doente deve permancer em repouso, beber bastantes líquidos, comer alimentos leves e limpar os olhos com água morna. Normalmente, é utilizado o paracetamol (Benuron) como antipirético para a febre e, em casos mais graves, pode ser necessário outro tipo de medicamentos. 

 

Varicela

 

O tratamento da varicela é igualmente sintomático, sendo utilizados antipirético para a febre e anti-histamínicos para a camichão intensa. Ainda em relação aos medicamentos, em crianças com varicela, não devem ser administrados anti-inflamatórios não esteróides (ibuprofeno, ...) nem ácido acetilsalicílico (aspirina) ou derivados pois podem provocar graves complicações. 

 

Ter em atenção:

  • a hidratação da criança/doente;
  • cuidados de higiene como lavagem das mãos;
  • unhas cortadas;
  • manter as borbulhas limpas e secas;
  • banho de água morna alivía a comichão;
  • após o banho, ao limpar o corpo, não deve esfregar;
  • aplicar loções calmantes ou pomadas enti-pruriginosas;

Em alguns casos, podem desenvolver-se infeções bacterianas, pelo que, é possível, que sejam necessários antibióticos e, em situações mais graves, pode ser utilizado um medicamento anti-viral denominado por Aciclovir. 

 

vacinação.jpg

 

 

É importante realçar que, ambas as situações, necessitam de observação e indicações médicas. 

Importa também referir que, tanto o sarampo como a varicela, são duas das doenças abrangidas pelo Plano Nacional de Vacinação que não deve ser descuidado. 

  

Dia do Pai

Hoje é o Dia do Pai.  E nada melhor do que ficarem a conhecer a história por detrás deste dia temático.

 

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(imagem retirada da net)

 

Ao que tudo indica, foi em 1909, em Washington,  Estados Unidos, que Sonora Louise Smart Dodd teve a ideia de escolher um dia especial para homenagear os pais, depois de ouvir um sermão no Dia da Mãe. Ela queria homenagear o seu pai, William Jackson Smart, um veterano da Guerra Civil que, depois da morte da sua mulher, passou a cuidar sozinho dos seis filhos do casal numa quinta no leste de Washington.

Porém, só em adulta é que Sonora Dodd compreendeu a força e a generosidade demonstradas pelo seu pai ao criar os filhos sozinho. Com o apoio da Associação Ministerial de Spokane e da Associação de Jovens Cristãos, redigiu uma petição em que recomendava a aceitação de um Dia Internacional do Pai. E foi graças aos  seus esforços que o primeiro Dia do Pai foi celebrado a 19 de Junho de 1910, em Spokane, que era também o dia de aniversário do pai. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

Aproximadamente ao mesmo tempo, em vários locais por toda a América começava a comemorar-se um “Dia do Pai” e em 1924 o Presidente Calvin Coolidge apoiou publicamente a ideia de um Dia do Pai a nível nacional.

Em 1972, o Presidente Richard Nixon introduziu o Dia do Pai na lei. e a partir desta data, passou a homenagear-se não só o pai, mas todos os homens que representam a figura paterna, como o avô, o padrasto ou o tio. A ideia inicial foi criar uma data para fortalecer os laços familiares e o respeito por aquele que nos deu a vida.

 

Curiosidades:

 

- Em Portugal, Espanha e Itália o dia escolhido para homenagear os Pais é o dia 19 de Março que é também os Dia de S. José.

- Na África do Sul, no Brasil e na Austrália, o Dia do Pai é no segundo Domingo de Setembro.

- Na Alemanha não existe um dia oficial dos pais, esse dia é lembrado na mesma data que Jesus Cristo ressuscitou.

- No Reino Unido, é comemorado no terceiro domingo de junho, mas sem grande festividade.

- Na Grécia, é no dia 21 de Junho e é uma comemoração muito recente. Surgiu por já existir o dia da Mãe.

- Na Rússia, o "Dia do Defensor da Pátria" substitui o Dia do Pai e é comemorado a 23 de Fevereiro.

 

 

Fonte 

Flor Beijo

Não sou louca por flores, nunca o fui. Talvez por ter alergias. Gosto de rosas, apesar de me lembrar da morte, pois são as únicas flores que posso deixar no roseiral.

Hoje venho falar de uma flor, que já conhecia mas que não me lembrava do nome, e que a vi num post sobre flores em extinção.

Flor Beijo, também conhecida por: lábios de noiva, lábios quentes e flor de lábios. É natural da Colômbia, mas também se pode encontrar no Equador, na Costa Rica e no Panamá. Encontra-se em florestas tropicais e perto de riachos. A sua folha é longa, e é considerada um arbusto ou árvore de pequeno porte. Pode medir até 8 metros. Contudo, as suas flores, não são a forma de lábios que aparenta ter, mas são uma protecção para as flores brancas, que crescem no seu interior. Esta planta encontra-se em vias de extinção, devido à desflorestação.

 

 

Doença do Beijinho

 

 

 

 

A mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, é uma doença contagiosa, causada por um vírus da família do herpes, denominado de vírus Epstein-Barr, transmitido através da saliva. Os jovens entre os 15 e 25 anos são as principais vitimas deste vírus. Os sintomas da mononucleose são febres, dores de garganta e aumento do baço, podendo corromper, criando hemorragias.

A sua forma de transmissão é feita através de saliva, não só a partir do beijo, mas também a partir da tosse, espirro e objectos como copos ou talheres que não estejam devidamente lavados, podendo haver contacto com a saliva de alguém contaminado. 

Tal como o vírus da sida, o Epstein-Barr leva muito tempo até ser manifestado, portanto muitos dos seus portadores podem transmiti-lo sem saber que o têm. 

Na maior parte dos casos, as pessoas têm o primeiro contacto com o vírus durante a sua infância. Esta infecção passa despercebida porque o vírus da mononucleose não costuma causar doença quando transmitido ainda em criança. 

Os casos de mononucleose na adolescência ocorrem somente aos que não foram contaminados durante a infância. Ao contrário do que ocorre nas crianças, nos adolescentes e adultos, a mononucleose costuma causar os sintomas clássicos, referidos acima. 

Este vírus é menos contagioso do que o vírus da gripe, daí poder haver o contacto com pessoas contagiadas e não ficarmos contagiados.

Quanto ao seu tratamento, não há uma forma específica para tal. É aconselhável aos portadores deste vírus ficarem de repouso cerca de 2 semanas e evitar actividades que necessitem de muito esforço físico. Pode levar até 2 a 3 meses para recuperar totalmente.

Para aliviar a dor de garganta, os pacientes devem beber agua, sumo de fruta, desde que não seja de laranja e ingerir comidas leves. O paracetamol pode ser uma grande ajuda. 

 

É a tua vez de escolher

Para os mais distraídos que ainda não se aperceberam, todos os meses, dia 1 e dia 15, os temas publicados são escolhidos por vocês.

 

Sendo assim, mais uma vez queremos saber quais são os vossos pedidos. Deixem nos comentários e serão escolhidos dois já para o próximo mês.

 

 

 

Qual é o teu tipo de café?

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Eu adoro café mas desconhecia que existiam imensas formas de o beber. Descobri este texto no blog crónicas de um café mal tirado e, com a devida autorização da autora, resolvi traze-lo até vós.

***************

Hoje em dia pedir um café normal parece que está fora de moda tendo em conta toda uma panóplia de tipos de café. Se calhar este deveria ter ser sido o meu primeiro post mas acho que ainda vou a tempo. As designações que apresento são as que usamos neste café e também nesta região.

Vou apenas fazer referência àquelas que poderão levantar mais dúvidas uma vez que algumas são demasiado óbvias.

  • Abatanado: Um café normal mas tirado numa chávena grande (chávena de meia de leite);
  • Escorrido: depois de se tirar um café coloca-se a chávena por baixo do manipulo, é o que sobra de um café;
  • Italiana: café muito muito muito curto (pouco mais do que o fundo da chávena);
  • Meia de leite: tira-se um café numa chávena grande e completa-se o restante com leite quente;
  • Galão: igual à meia de leite mas num copo (maior);
  • Café duplo: duas dosagens de café numa chávena de meia de leite;
  • Pingado/pingo: café normal com uma pinga de leite;
  • Garoto: café curto ou italiana completando com leite;
  • Bebe: (não servimos) leite aquecido com uma pinga de café escorrido;

Depois temos os pedidos especiais de corrida:

  • Café em chávena escaldada;
  • Café em chávena fria ou não aquecida (alguns sítios passam a chávena por água para arrefecer, noutros sítios tem as chávenas no expositor das bebidas para ficar realmente fria);
  • Café sem ponta: tira-se um café e só se coloca a chávena por baixo de manípulo depois de sair as primeiras gotas:
  • Carioca de limão: uma casca de limão com água quente
  • Café com casca de limão: um café normal com casca de limão
  • Café com umas gotas de limão: dizem que tira as dores de cabeça

Espero não me ter esquecido de nenhum. Assim de repente até nem parece nada de especial mas a coisa complica-se quando temos pedidos mais complicados como:

  1. café curto em chávena escaldada, com adoçante e um copo de água.
  2. quando nos pedem uma italiana e um café sem ponta ao mesmo tempo (o da esquerda (italiana) não pode encher demais enquanto temos de estar com atenção em tirar a ponta do café da direita).

Talheres

E como é que os talheres surgiram? É essa a história que vos trago hoje. Isto, porque estava a jantar e pensei "Aiiiiiii que ainda não fui postar a rubrica". E foi daí que saiu a ideia hehe

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Até ao século I, todos usavam as mãos para comer. Mas foi quando um membro da corte de Veneza, Domenico Salvo se casou com a princesa Teodora, de Bizâncio que conheceu o primeiro objecto pontiagudo, que vinha no exoval da sua noiva. O objecto era pontiagudo com dois dentes que era usado para espetar os alimentos. Assim que foi descoberto foi considerado uma heresia. Porquê? Porque o alimento, fornecido por Deus era sagrado e tinha de ser comido com as mãos.

Pouco a pouco, os membros da nobreza e do clero foram aceitando o talher. O hábito demorou muito para se implementar na sociedade, de tal forma que só no século XIX foi adoptado na totalidade. Já a faca é o mais antigo dos talheres: foi o Homo erectus, que surgiu na Terra há 1,5 milhão de anos, quem criou o primeiro objecto cortante, feito de pedra, para caça e defesa.

O primeiro a sugerir que cada homem deveria ter um talher para ser usado exclusivamente à mesa foi o cardeal francês Richelieu, um  fervoroso defensor das boas maneiras, por volta de 1630.

Hoje quero aprender sobre - O Palácio de Queluz

Tal como o nome indica, o Palácio de Queluz está localizado na cidade com o mesmo nome (a cerca de 10 km de Lisboa na estrada que vai para Sintra). É um dos palácios mais bonitos e visitados do património artístico-cultural do nosso país e um excelente exemplo da arquitectura monumental do séc. XVIII e do estilo rococó. Foi residência sazonal real e hoje tem vocação turístico-cultural, sendo que a ala mais recente, o Pavilhão de D. Maria, é usada para alojar Chefes de Estado estrangeiros quando oficialmente de visita a Portugal.

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HISTÓRIA

 

Primórdios

O edifício primitivo data de meados do séc. XVII e pertenceu aos marqueses de Castelo Rodrigo. Após a restauração da independência em Dezembro de 1640, o marquês foi considerado traidor à pátria e os seus bens foram-lhe confiscados para a coroa portuguesa. Em 1654, D. João IV instituiu a Casa do Infantado em favor dos filhos segundos dos monarcas portugueses e doou-lhe esses bens, entre outros igualmente confiscados a diversos nobres.

O primeiro senhor da Casa do Infantado foi o infante D. Pedro, mais tarde coroado como D. Pedro II. Após a sua morte, a Casa passou para o seu segundo filho, D. Francisco, que lhe fez inúmeros melhoramentos durante os 35 anos em que a teve na sua posse; após a sua morte e algumas querelas, a propriedade passou para as mãos do infante D. Pedro, filho de D. Afonso V, que tomou posteriormente o nome de D. Pedro III em virtude do casamento com a sua sobrinha, a princesa herdeira (e mais tarde rainha) D. Maria.

 

Ampliação

Foi D. Pedro, enquanto ainda se encontrava algo à margem da corte, que decidiu aumentar a propriedade, tendo adquirido outras que lhe eram adjacentes, e entregar a concepção e execução de um novo palácio e jardins ao arquitecto português Mateus Vicente de Oliveira, numa primeira fase. Mais tarde, uma segunda fase das obras decorreu em paralelo com a reconstrução de Lisboa (após o terramoto de 1755) e após o casamento de D. Pedro com D. Maria (em 1760). Esta segunda fase foi executada sob a direcção do arquitecto e escultor francês Jean Baptiste Robillon, que desenhou o plano dos jardins, a escadaria e o pavilhão que hoje tem o seu nome. Concebeu também todo o conjunto de interiores, bem ao gosto do rococó francês (rocaille), tarefa em que teve a colaboração de Silvestre Faria Lobo. Foi nesta segunda fase que a planta do palácio tomou a forma de um U, fechando-se sobre si próprio e os jardins.

Em 1778 foi construída a Casa da Ópera, inaugurada a 17 de Dezembro para solenizar o aniversário da rainha D. Maria I, que foi mais tarde destruída para dar lugar ao já referido Pavilhão de D. Maria, construído entre 1785 e 1792 com projecto de Manuel Caetano de Sousa.

O Palácio era frequentado amiúde pela Corte, que aí acorria para assistir a sumptuosas festas. Os dias de S. Pedro e S. João, em Junho, eram particularmente celebrados, assim como o dia de aniversário de D. Pedro III, a 5 de Julho. Os festejos incluíam fogo-de-artifício, cavalhadas e corridas de touros. Ao cair da noite, o palácio e os jardins eram feericamente iluminados, e eram oferecidos concertos, pois a música assumia o papel principal nestas festas. Foram aqui exibidas muitas serenatas e óperas, a maior parte delas inspiradas em temas da mitologia clássica. Farinelli, o lendário cantor “castrato” que foi o mais popular e bem pago cantor de ópera do séc. XVIII, também ali exibiu os seus dotes em Agosto de 1781. As festas incluíam uma ceia, e quando a noite já ia adiantada queimava-se no jardim um grande fogo-de-artifício, alternando com exibições de repuxos que subiam dos lagos. O pintor João Pedro Alexandrino Nunes foi o responsável por grande parte das muitas construções efémeras erguidas para essas ocasiões, bem como pela redecoração dos aposentos reais, que eram renovados consoante as estações do ano. A Corte aproveitava estas ocasiões para exibir as suas melhores jóias e vestimentas, onde pontuavam as sedas e os veludos bordados a ouro.

A época áurea da música em Queluz chegou ao fim quando D. Pedro III morreu, em 1786. Dois anos depois, com a morte do príncipe herdeiro D. José, a sanidade mental da Rainha D. Maria começou a enfraquecer e a sua incapacidade para governar acabou por ser decretada em 1792, ano em que D. João VI foi aclamado como Regente do reino.

 

Residência real

Em consequência do incêndio de grande parte da Real Barraca da Ajuda, em 1794 a família real viu-se obrigada a deslocar a sua residência oficial para Queluz, que até aí era essencialmente um palácio de Verão. Aí foi organizado, em 1795, o baptizado do príncipe herdeiro D. António Pio, que se revestiu de enorme ostentação, como era já costume. Ali também nasceu D. Pedro IV, a 12 de Outubro de 1798.

Foi durante esta época que se introduziram no palácio novas modificações e alterações funcionais aos espaços, cuja designação também foi alterada.

As obras foram sendo prosseguidas sob a tutela de outros intervenientes, até 1807. Em Novembro desse ano, e por se terem recusado a aderir ao Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte, a família real parte para o Brasil, acompanhada por grande parte da nobreza e por muito do recheio do Palácio de Queluz.

Em 1821, já como rei, D. João VI regressou a Portugal e voltou a habitar o Palácio durante alguns anos. Após a sua morte e durante os cinco anos de governo absolutista, até 1833, ali viveram D. Miguel e duas das suas irmãs. Em Setembro de 1834 aí se acolheu D.Pedro IV, já gravemente doente, tendo morrido a 24 desse mesmo mês, com apenas 35 anos, precisamente no quarto onde havia nascido.

 

Decadência

O Palácio entrou depois em declínio, até que em 1908 o rei D. Manuel II decidiu cedê-lo à Fazenda Nacional. Foi classificado como monumento nacional em 1910. Em 1934, um incêndio de grandes proporções destruiu o seu interior, após o que foi pouco a pouco restaurado e mais tarde aberto ao público como ponto turístico, função que continua a desempenhar actualmente.

 

PALÁCIO

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Composto por vários corpos construídos ao longo de dois séculos, o Palácio de Queluz tem uma planta irregular que reflecte o gosto da Corte portuguesa nos sécs. XVIII e XIX, misturando a arquitectura residencial, a rococó e a neoclássica. As sóbrias fachadas exteriores do palácio contrastam fortemente com as fachadas interiores que abrem para os jardins, e que apresentam um tratamento mais cuidado do ponto de vista decorativo, numa clara viragem para o estilo rococó, mais intimista. Balaustradas, frontões e molduras sobre as janelas e portas ornamentam a longa fachada posterior. Lá dentro, vastos e brilhantes aposentos ostentam mármores italianos e exóticas madeiras brasileiras, talhas douradas e pinturas coloridas.

Uma nota especial para a Capela, com estrutura barroca, cujo espaço está dividido em apainelados pintados a marmoreados fingidos, a imitar pedras semi-preciosas e onde a cúpula da capela-mor é rasgada por dois óculos, por onde a luz passa e se reflecte em dois espelhos e ilumina o retábulo principal.

No website 360° Portugal.com é possível fazer uma visita virtual do palácio e dos jardins através deste link .

 

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Sala do Trono

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 Corredor das Mangas ou dos Azulejos

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Quarto D. José

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Sala dos Arqueiros ou Corpo da Guarda

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 Sala dos Embaixadores

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Sala do Toucador

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Quarto D. Quixote

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 JARDINS

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O Palácio de Queluz distingue-se também pelos seus jardins, que ocupam cerca de 16 hectares. O desnível entre os jardins e o parque é disfarçado pela sequência de terraços e galeria com pares de colunas toscanas, rematada por uma monumental escadaria. Animados por jogos de água e decorados com estatuária nitidamente inspirada na mitologia clássica e alegórica, neles se combinam a beleza geométrica de sebes de buxo e dos azulejos policromáticos com a pedra e o bronze das muitas estátuas.

Ao longo do jardim corre o rio Jamor, cujas águas são represadas na estação quente com comportas de madeira, dando origem a um grande lago com 115 m de comprimento e 12 m de largura, onde a projecção dos azulejos e das árvores oferece um belíssimo quadro. Quando está cheio, o lago forma uma queda de água de 5 m de altura.

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HOJE

O Palácio Nacional e Jardins de Queluz é desde Setembro de 2012 gerido pela Parques de Sintra-Monte da Lua, S.A.

Em 2014, o palácio e os jardins receberam 132.000 visitantes, mais de 80% dos quais estrangeiros.

A maior parte do acervo artístico do Palácio de Queluz já está compilada no Google Art Project, e pode ser vista aqui.

Estão em curso desde Janeiro deste ano grandes obras de recuperação do palácio e dos seus jardins, que envolvem um investimento total de cerca de 2,8 milhões de euros e se prevê estarem concluídas no Verão. Nessa altura o edifício vai revelar a cor original das suas fachadas (que se descobriu ser um azul acinzentado), portas e janelas (verde), bem como ostentar as molduras em relevo que em tempos possuiu. Está também a ser reconstruído o Jardim Botânico, entre outras áreas de intervenção.

 

Exposição D.Pedro IV (projecto museológico)

Como comemoração do 180º aniversário da morte de D. Pedro IV, está patente desde o ano passado, no quarto D. Quixote, uma exposição sobre este rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil, que serve de tema para contar uma parte da história que une os dois países – a independência do Brasil e a consolidação do liberalismo em Portugal. Mantendo-se o aspecto original do quarto, nele está exposta uma colecção de 48 peças, na sua maioria emprestadas por outras instituições, entre as quais 15 pinturas e miniaturas, 15 objectos pessoais de D. Pedro, e 9 peças de mobiliário, com especial destaque para a sua escrivaninha de viagem, pertencente ao acervo do Palácio Nacional da Ajuda e alvo de restauro especial para esta mostra. O quarto D. Quixote deve o seu nome ao facto de existirem nele 18 pinturas decorativas representativas de episódios da história do cavaleiro de La Mancha.

A exposição pode ser visitada até ao próximo dia 27 de Março.

 

Curiosidade

Queluz é um nome árabe, e significa “vale da amendoeira”.

 

 

principais fontes de pesquisa:

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6108

http://area.dgidc.min-edu.pt/inovbasic/cliteratura/pt/producoes-queluz.htm

http://guiastecnicos.turismodeportugal.pt/pt/museus-monumentos/ver/Palacio-Nacional-de-Queluz

http://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/4631.html

http://www.arqnet.pt/dicionario/queluzp.html

http://www.infopedia.pt/$palacio-de-queluz

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/em-queluz-portugal-e-o-brasil-encontramse-num-quarto-1671042

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70181/

http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4439495&referrer=FooterOJ

 

 

(O assunto deste post foi-nos sugerido pela blogger Uma Rapariga Qualquer)